Bin Laden e Greenspan deixam mercado cauteloso

O mercado financeiro brasileiro continua oscilando conforme as notícias sobre a esperada guerra dos Estados Unidos contra o Iraque. No câmbio, os investidores zeraram parte das ordens de venda de dólares, por causa da nova mensagem do líder terrorista Osama Bin Laden, trasmitida pela emissora de televisão árabe Al-Jazira, na qual ele declara apoio ao povo iraquiano. Segundo operadores, os investidores também reagiram negativamente ao discurso do presidente do Fed, Alan Greenspan, de que a perspectiva de guerra criou "formidáveis barreiras aos novos investimentos e também à retomada de expansão vigorosa da atividade econômica geral". O dólar comercial sofreu ajustes e fechou perto da máxima, em baixa de 0,08%, a R$ 3,582. Neste mês, a moeda norte-americana acumula alta de 1,82% e, no ano, 1,19%. A bolsa de São Paulo teve um dia de discreta recuperação e fechou em alta de 0,29%. O volume financeiro somou R$ 445 milhões.Antes da confirmação da mensagem de Bin Landen, o título da dívida externa brasileira C-Bond subiu até 1,35%, a 70,625 centavos de dólar. Logo depois, as cotações desaceleraram. Às 18h08, o C-Bond subia 0,81%, a 70,250 centavos de dólar. O risco Brasil, que caiu até 38 pontos para 1.284 pb pela manhã, recuava apenas 20 pontos às 18h, para 1.302 pontos base, de acordo com o JP Morgan.O mercado monetário mantém a expectativa de nova elevação da taxa Selic pelo Copom na sua reunião da próxima semana. Mas reduziu mais um pouco hoje as projeções das taxas nos contratos de DI futuro negociados na BM&F. Operadores explicam que a estimativa de Selic mais alta deve-se às pressões sobre a inflação. Já o recuo no DI está relacionado às expectativas de que uma eventual guerra no Iraque não acontecerá antes de março.

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