Biocombustível é aposta para JBS e DuPont

Depois de colocar em operação a unidade de Pirapozinho (SP) para produzir metilato de sódio, usado na produção de biodiesel, DuPont e JBS fazem planos para ampliar a produção.

Paula Pacheco, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2010 | 00h00

É a primeira planta de grande porte no Brasil, que hoje importa quase que totalmente o metilato de sódio usado por aqui. Desde janeiro deste ano, passou a ser obrigatória a adição de 5% de biocombustível no diesel vendido no País. É o chamado B5. Com isso, se criou um mercado anual de 2,3 bilhões de toneladas de biocombustível por ano. Para atender a essa demanda, são necessárias 45 mil toneladas de metilato de sódio.

Num primeiro momento, as empresas vão usar metade da capacidade instalada, que é de 60 mil toneladas de metilato de sódio por ano. Mas com o tempo, segundo Vinícius Soares, executivo da divisão de Soluções Químicas da DuPont para a América Latina, as sócias pretendem aumentar a produção, seja com a planta de Pirapozinho ou com a construção de outra unidade.

"Estamos analisando para ver como o mercado vai se comportar. Podemos produzir mais a partir da atual planta ou construir uma nova fabril", explica.

A planta de Pirapozinho começou a operar no início do mês e pertencia à Bertin antes de a empresa ser comprada pela JBS, em dezembro do ano passado, segundo José Luiz Medeiros, diretor de Novos Negócios da JBS.

A principal vantagem da fábrica é a localização. Vizinha a Presidente Prudente, a planta se abastece de produtores de biocombustível em São Paulo, Mato Grosso e Paraná. Além de produzir o metilato de sódio no Brasil, a DuPont tem três unidades nos Estados Unidos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.