Biodiesel será competitivo no longo prazo, diz Stephanes

Segundo ministro, ainda é preciso fazer com que as matérias-primas sejam competitivas no mercado

Alexandre Inacio e Fabiola Gomes, da Agência Estado,

24 de junho de 2008 | 16h13

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse nesta terça-feira, 24, que o programa brasileiro de biodiesel ainda tem um longo caminho a ser percorrido até entrar numa rota competitiva. Segundo ele, a palma é a única matéria-prima que consegue ser competitiva na comparação com outras oleaginosas, já que o valor do óleo de soja subiu muito no mercado internacional.  "Todas as demais precisam ser subsidiadas. Esse é o preço de iniciar uma experiência, preço que também já foi pago no caso do etanol", disse o ministro. Stephanes participa nesta terça do Seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2008 e 2009, que ocorre nesta no Hotel Gran Meliá Mofarrej, em São Paulo. Segundo Stephanes, quando o programa de biodiesel foi criado não se esperava que os preços das commodities agrícolas chegassem a patamares tão elevados. "Acreditamos que nos próximos cinco a dez anos conseguiremos produzir biodiesel a partir do pinhão manso, que tem uma produtividade muito maior de óleo, mas até lá teremos um longo caminho a seguir", disse Stephanes. Sobre o etanol, o ministro destacou a produtividade brasileira e o fato de a produção a partir da cana de açúcar não está relacionada de nenhuma forma com a alta nos preços dos alimentos. Segundo ele, a produção do combustível no Brasil crescerá 137% até 2018. Neste ano, as usinas nacionais deverão produzir, em números redondos, 20 bilhões de litros. Desse total, cerca de 15 bilhões serão consumidos no mercado interno e 5 bilhões de litros serão exportados.

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