''Bioplástico'' é sustentável, mas não biodegradável

O "plástico verde" da Braskem é assim chamado porque a matéria-prima usada na sua fabricação, a cana-de-açúcar, é renovável. Mas o produto final é um plástico como outro qualquer e demora tanto tempo para se desintegrar no meio ambiente quanto um plástico originado do petróleo. "Ele não é biodegradável", explica a pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Maria Filomena de Andrade Rodrigues.

Naiana Oscar, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2010 | 00h00

A composição do plástico biodegradável é feita de tal forma que, quando jogado no lixo, o material é consumido por micro-organismos (bactérias ou fungos). Ao fim do processo, o plástico vira dióxido de carbono e água.

De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para que um plástico seja considerado biodegradável, ele precisa se desfazer num período máximo de 180 dias.

A durabilidade do plástico verde, portanto, é a mesma do plástico convencional - ou seja, pode alcançar centenas de anos. Mas nada impede que, nos dois casos, o material seja reciclado depois do uso.

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