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Biosintética vai lançar cinco genéricos novos

O Laboratórios Biosintética prepara o lançamento de cinco genéricos em junho e julho. Três deles chegam ao mercado no próximo mês, sendo dois para tratamento da hipertensão arterial e um para alergia.Os dois que entrarão no mercado em julho são mantidos em sigilo. "Só posso garantir que o lançamento será uma bomba, porque são muito importantes para o tratamento de doenças crônicas na área de saúde pública", informa a líder-executiva da área de genéricos do Biosintética, Maria Cláudia Villaboim Pontes. Um dos medicamentos que serão lançados em junho será o anti-histamínico Loratadina, para tratamento de alergias, cujo medicamento de referência é o Claritin. O produto marca mais um passo do Biosintética rumo à descentralização das classes terapêuticas de cardiologia, diabetes e para o sistema nervoso central. A nova droga do Biosintética entrará em um campo minado pela concorrência. "Há várias versões genéricas desse medicamento. Ganha quem tiver melhor qualidade e preço, sem ultrapassar o limite dos 35% a 40% a menos do que o custo do medicamento de marca", avalia Maria Cláudia. Os outros dois lançamentos terão por base a família do princípio ativo Lisinopril, que também já possui versão genérica. A indústria farmacêutica tem concentrado a produção nos genéricos para cardiologia. Dos 31 princípios ativos em 44 apresentações que formam o portfólio, 15 são dessa classe terapêutica, e os demais para sistema nervoso central e diabetes. "Somos líderes em genéricos para a área cardiovascular. Mas pretendemos aumentar nossa área de atuação", adianta a executiva. Neste ano, o Biosintética deu o primeiro passo em direção à diversificação, com o lançamento do antiulceroso Omeprazol, para tratamento gastrointestinal, há dois meses. Dos 19 lançamentos previstos para este ano, apenas dois serão para tratamento cardíaco, três para sistema nervoso central e um para diabetes. Os demais buscarão atender outras classes terapêuticas. Os investimentos programados para 2002 são da ordem de R$ 5 milhões. O Laboratórios Biosintética detém 16% do mercado de genéricos, que, em março, obteve receita de R$ 19 milhões com a venda de 5,2 milhões de unidades. E se configura como terceira maior indústria do ramo no País, atrás da número um Medley, e do segundo, EMS Sigma Pharma. Maria Cláudia afirma que o segmento de genéricos ainda não conquistou o espaço desejado. "Muitos dos medicamentos não têm vendas expressivas, em razão de que a população os desconhece", assinala. O maior apelo para que a população consuma mais genéricos é que um tratamento cardíaco durante um ano, com uma droga como o Amnlodipino, por exemplo, custa R$ 350 a menos do que com o medicamento de referência Norvasc, da Pfizer.

Agencia Estado,

17 de maio de 2002 | 18h22

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