Bird alerta para mais ondas de crise como Dubai

O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, manifestou confiança em que o impasse da dívida de Dubai será solucionado, mas alertou que haverá "diferentes ondas" de efeitos da crise até o mundo superar os atuais problemas econômicos. A turbulência financeira em Dubai "pode ser contida", uma vez que o emirado e seus credores devem chegar a um acordo de suspensão dos pagamentos, disse Zoellick em entrevista à agência Kyodo. "Eu vejo o incidente Dubai como um exemplo de que ainda há problemas no mundo e, quando os sistemas financeiros estão menos transparentes, é difícil identificar estes problemas", disse Zoellick.

REGINA CARDEAL, Agencia Estado

08 de dezembro de 2009 | 11h58

Ele afirmou que a crise apresenta diferentes problemas, dependendo do estágio de desenvolvimento das economias. Para os países pobres, a crise começou com uma disparada nos preços dos alimentos e combustíveis antes de chegar ao mercado financeiro, disse Zoellick. Ele acrescentou que as taxas de desemprego elevadas, os problemas de crédito ao consumidor e grandes perdas no setor bancário nos Estados Unidos têm características diferentes do problema original do mercado hipotecário.

"Desde o início da crise, eu alertei que é preciso ver o perigo da onda de efeitos", disse, alertando para a possibilidade de que haverá mais problemas como o do setor imobiliário de Dubai, que, segundo analistas, é resultado de anos de crédito fácil durante o boom do setor antes que o mesmo fosse duramente atingido pela crise do crédito global. "As autoridades precisam estar preparadas para diferentes ondas da crise", disse Zoellick. Em 2010, "teremos de antecipar potenciais riscos porque ainda não saímos da crise."

Durante sua visita ao Japão, Zoellick se reuniu com o primeiro-ministro Yukio Hatoyama na segunda-feira. O Banco Mundial e o Japão concordaram em cooperar na luta contra o aquecimento global. Zoellick pediu um compromisso adicional de Tóquio para ajudar os países em desenvolvimento com tecnologias que economizem energia. As informações são da Dow Jones.

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