Bird aprova empréstimo de US$ 505 milhões para o Brasil

O conselho de diretores do Banco Mundial (Bird) aprovou nesta quinta-feira um empréstimo de US$ 505 milhões para apoiar o crescimento econômico do Brasil. Em nota distribuída à imprensa, a instituição explicou que o financiamento tem o objetivo de apoiar "uma série de medidas microeconômicas e reformas institucionais para impulsionar o crescimento amplo e sustentável, gerar empregos e reduzir a pobreza por meio de maior investimento e maior produtividade".Segundo o Banco Mundial, o financiamento - chamado oficialmente de "Primeiro Empréstimo Programático para Crescimento Sustentável e Eqüitativo" - também reduzirá a vulnerabilidade externa do País pois cobrirá parte das necessidades de financiamento externo do Brasil e ampliará suas reservas líquidas externas. "Um programa bem-sucedido e equilibrado de gestão econômica, reformas microeconômicas e institucionais e a implementação de iniciativas nas áreas apoiadas por este empréstimo poderão contribuir para que o Brasil alcance uma taxa média anual de 4% de crescimento", afirmou Vinod Thomas, diretor do Banco Mundial para o Brasil. "Aumentar o crescimento é importante para gerar emprego e aumentar a renda dos pobres, o que reduzirá diretamente a pobreza".O Banco Mundial afirmou que o empréstimo apoiará um conjunto de reformas microeconômicas e institucionais com impactos no curto, médio e longo prazos. Entre elas, reformas que promovam a redução das despesas logísticas das empresas do País, melhoras no ambiente de negócios, maior eficiência e estabilidade do setor financeiro e maior progresso tecnológico. O empréstimo do BIRD, com margem fixa e parcela única de crédito, no valor de US$ 427,20 milhões, terá vencimento em 14 anos, incluindo cinco anos de carência.O Brasil é um dos maiores clientes do BIRD, com empréstimos totalizando US$ 30 bilhões e uma carteira de projetos pendentes de US$ 8,4 bilhões. O organismo multilateral informou que a sua atual carteira de projetos para o Brasil abrange 53 projetos em execução, com compromissos líquidos de cerca de US$ 4,7 bilhões.

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