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Bird avalia como preocupante queda do investimento na AL

Os investimentos privados em infra-estrutura na América Latina despencaram 75% entre 1998 e 2002, passando de US$ 78 bilhões para apenas US$ 20 bilhões, situação classificada de "delicada e preocupante" pelo Banco Mundial (Bird). A instituição começou a discutir hoje, em Buenos Aires, o que de fato é necessário para reverter esse quadro.O Bird considera que a escassez de investimentos não é apenas preocupante mas também um obstáculo para o desenvolvimento e para melhorar a competitividade dos países da região. Para o organismo, a América Latina e o Caribe precisam pelo menos US$ 70 bilhões por ano em infra-estrutura para reduzir a desigualdade e melhorar a renda per capita da população latino-americana.Em documento preparado para a conferência sobre "Financiamento em Infra-estrutura", que vai se estender até amanhã na capital argentina, o diretor de Finanças do Setor Privado e Infra-estrutura do Bird, Danny Leipziger, afirma que "essa situação precisa terminar", já que a região é mais desigual do mundo em desenvolvimento. "A América Latina e o Caribe necessitam investir muito mais em infra-estrutura pata incrementar os níveis de renda e para reduzir a desigualdade", alerta.ConseqüênciasDe acordo com o Bird, cerca de 132 milhões de pessoas (25% da população urbana da região) vivem em bairros marginais e a escassez de água potável é crítica, já que 72 milhões de pessoas não contam com esse produto. Além disso, 120 milhões de pessoas não têm acesso a serviços sanitários apropriados. Pior, um de cada sete habitantes não dispõe e de energia elétrica e ainda tem de enfrentar as péssimas condições de transporte, que provocam um aumento de 25% no custo dos fretes.Ainda segundo o Bird, os investimentos em infra-estrutura pública são de menos de 1% do PIB na maioria dos países latino-americanos, principalmente por causa dos duros ajustes fiscais a que são obrigados. "Como resultado da redução generalizada no investimento público e privado, a América latina e o Caribe estão atrás de regiões como Ásia Oriental, com tremendos custos em sua competitividade", afirma o Bird."Por causa da escassez de infra-estrutura logística, as perdas dos negócios na região são 20 vezes maiores do que nos países industrializados, os custos logísticos são 2,5 vezes mais e os níveis de balanço são três vezes mais altos."Finalmente, o Bird acrescenta que são necessários pelo menos US$ 70 bilhões por ano nos próximos cinco anos para poder construir, melhorar e manter estradas e rodovias, ferrovias, sistemas de telecomunicações e de energia, assim como outros sistemas. Para esse organismo multilateral de financiamento, além dos impactos no crescimento e na competitividade, a infra-estrutura tem impacto-chave, direto e indireto, na pobreza.

Agencia Estado,

15 de abril de 2004 | 14h46

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