Bird: efeito da turbulência financeira na AL foi modesto

O Banco Mundial prevê "pequeníssima" desaceleração da economia da América Latina neste ano, de acordo com o economista-chefe para América Latina e Caribe, Augusto de la Torre. Para o executivo, o efeito da turbulência dos mercados financeiros globais sobre a região têm sido "modesto". "A América Latina tem mostrado certa robustez à turbulência. O que tem se falado (da região) é boa notícia", diz.Em entrevista na sede em Washington, ele projetou que o crescimento da região deve ficar entre 4,9% e 5,0% em 2007. Para efeito de comparação, o Bird estimava que a América Latina e Caribe registrou crescimento de 5,0%, em preços de mercado, em 2006, de acordo com o relatório Perspectiva Econômica Global 2007, que foi divulgado em 29 de maio deste ano. Embora o Bird ainda vá divulgar as projeções para os países e para a região como um todo nesta semana, durante o encontro anual, o economista reiterou: "De nossa parte, podemos dizer que a desaceleração será pequeníssima".De la Torre observa que a região se encontra "em uma situação muito mais forte quando comparado com (a situação) no passado". Por exemplo, ele aponta, os índices acionários da região tiveram recuperação ante o pico da crise. Para o economista, a reação da região à turbulência dos mercados é derivada da melhora macroeconômica. Banco do SulO Banco do Sul, se tiver a criação confirmada, pode ser visto como um progresso para a região, na avaliação de la Torre. O executivo afirma que o Bird está disposto a compartilhar experiência com o novo banco, ao pontuar que espera atuação do Banco do Sul de forma "complementar à estrutura que já existe na região".De la Torre ainda acredita que o Banco do Sul deve se encaixar nos padrões de transparência e vigilância corporativa que guiam instituições financeiras. "Nesta arquitetura, um novo ator seria bem-vindo", afirmou.

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