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Bird elogia medidas anunciadas ontem pelo governo

O diretor do Banco Mundial para o Brasil, Vinod Thomas, afirmou hoje que foi muito importante a decisão do governo brasileiro de anunciar ontem um conjunto de medidas para reduzir a volatilidade do mercado financeiro e fortalecer ainda mais os fundamentos da economia. Em teleconferência transmitida de Washington, Thomas considerou o aumento da meta de superávit primário para 2002 e 2003 uma das medidas mais importantes anunciadas ontem.Ele também destacou a importância da flexibilização do uso dos recursos do Fundo Monetário Internacional. "O aumento (do superávit) indica que mesmo durante um ano difícil como este o país pode atingir um superávit de 3,75% do PIB. A indicação de metas de superávit de 3,5 a 4% do PIB é importante e necessária. Este tipo de comportamento é muito desejável e é parte fundamental de um cenário de gerenciamento macroeconômico", afirmou.Segundo Thomas existe uma série de fatores externos que estão fora do controle do governo brasileiro, mas que todas as reformas institucionais adotadas até agora são elementos fundamentais para que o País consiga contornar a crise, assim como foi em 2001.Na avaliação do diretor do Banco Mundial essas reformas institucionais feitas nos últimos anos, nas áreas fiscal, monetária e cambial, vão garantir a continuidade do progresso brasileiro, independentemente do resultado das eleições de outubro. De qualquer forma, Tomas salientou que é desejável a continuidade da política de responsabilidade fiscal e estabilidade macroeconômica, a partir do próximo ano. Brasil receberá US$ 1,7 bi este anoThomas informou que na reunião de ontem do Bird foi aprovada a estratégia de apoio da instituição ao Brasil para o período de julho de 2002 a junho de 2003. "A estratégia definida confirma para 2003 o nível de apoio que o Banco Mundial deu ao Brasil, entre 1999 e 2001", afirmou. Os diretores do banco definiram um volume de US$ 1,7 bilhão de empréstimos que poderão ser concedidos nos próximos 12 meses.No ano fiscal que se encerra neste mês, o volume total de empréstimos do Banco Mundial ao Brasil vai a US$ 1,6 bilhão, incluídos nesse total os empréstimos aprovados ontem pela diretoria do Banco, para as áreas de energia, educação, serviços financeiros e meio ambiente, de US$ 1,1 bilhão. Segundo Thomas, a definição sobre a aplicação dos recursos que poderão ser disponibilizados em julho deste ano e junho de 2003 dependerá da definição, por parte do governo brasileiro, das áreas mais necessitadas.Apesar de destacar que o Banco Mundial tem uma perspectiva positiva sobre as possibilidades de crescimento e desenvolvimento social do País para os próximos cinco anos, Thomas acredita que a continuidade do atual quadro de gerenciamento macroeconômico brasileiro é fundamental para a obtenção de bons resultados, frutos da aplicação de recursos do Banco Mundial no País. "Se as reformas institucionais que foram feitas tem algum tipo de reversão o País não receberá os benefícios desses recursos", afirmou.Thomas enfatizou, entretanto, que o Banco Mundial não acredita na possibilidade de reversão dessas reformas. Ele comentou ainda que as recentes turbulências no mercado financeiro brasileiro não preocupam a diretoria do Banco Mundial. "Não minimizamos esse tipo de flutuação, mas nós estamos mais interessados em políticas com efeito no médio e longo prazo, como as anunciadas ontem", afirmou.

Agencia Estado,

14 de junho de 2002 | 13h36

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