Bird prevê expansão entre 4,9% e 5% para a AL em 2007

Segundo economista-chefe do banco, região encontra-se numa situação muito mais forte se comparada a 2006

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

16 de outubro de 2007 | 15h40

O Banco Mundial prevê "pequeníssima" desaceleração da economia da América Latina neste ano, de acordo com o economista-chefe para América Latina e Caribe, Augusto de la Torre. Para o executivo, o efeito da turbulência dos mercados financeiros globais sobre a região tem sido "modesto". "A América Latina tem mostrado certa robustez à turbulência. O que tem se falado (da região) é boa notícia", disse.   Em entrevista na sede em Washington, ele projetou que o crescimento da região deve ficar entre 4,9% e 5,0% em 2007. Para efeito de comparação, o Bird estimava que a América Latina e Caribe registraria crescimento de 5,0%, em preços de mercado, em 2006, de acordo com o relatório Perspectiva Econômica Global 2007, que foi divulgado em 29 de maio deste ano.   Embora o Bird ainda vá divulgar as projeções para os países e para a região como um todo nesta semana, durante o encontro anual, o economista reiterou: "De nossa parte, podemos dizer que a desaceleração será pequeníssima".   De la Torre observa que a região se encontra "em uma situação muito mais forte quando comparado com (a situação) no passado". Por exemplo, ele aponta, os índices acionários da região tiveram recuperação ante o pico da crise. Para o economista, a reação da região à turbulência dos mercados é derivada da melhora macroeconômica.   Banco do Sul   O Banco do Sul, se tiver a criação confirmada, pode ser visto como um progresso para a região, na avaliação de de la Torre. O executivo afirma que o Bird está disposto a compartilhar experiência com o novo banco, ao pontuar que espera atuação do Banco do Sul de forma "complementar à estrutura que já existe na região".   De la Torre ainda acredita que o Banco do Sul deve se encaixar nos padrões de transparência e vigilância corporativa que guiam instituições financeiras. "Nesta arquitetura, um novo ator seria bem-vindo", afirmou.   Advertência   O economista-chefe advertiu, porém, que a apreciação de moedas nos países da América Latina caracteriza um dilema experimentado pela região para o qual não há saída fácil. De um lado, a apreciação pode ser nociva para exportações. De outro, pondera o executivo, a apreciação deriva de boas perspectivas econômicas para a região.   De la Torre reconhece que o dilema relacionado a políticas que poderiam ser adotadas pelos países para administrar a questão do câmbio é muito complicado. "Não temos solução mágica", afirmou.   Com relação à inflação de preços agrícolas, Ele estima que a causa tem origem global. Para ele, "a pressão sobre agrícolas, bem como commodities, parece que vai permanecer por algum tempo. O efeito sobre o consumo não está claro", reconhece. No entanto, o economista reconhece que a América Latina tem sido bem-sucedida no controle da inflação.   Particularmente na Argentina, o analista julga que acordos para fixar preços "não são sustentáveis", servindo ao controle da inflação apenas por um período limitado. "Manter a inflação baixa depende de combinação entre políticas fiscal e monetária", destacou.   Matéria ampliada às 16h23

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