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Bird, que deve arbitrar disputa, condena nacionalização da YPF

O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, afirmou ontem ter a Argentina "cometido um erro" ao nacionalizar a YPF, maior petroleira do país. Zoellick indicou ter sido a resposta "populista" e "protecionista" de um governo autárquico sujeito a pressões econômicas.

DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE / WASHINGTON , O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2012 | 03h04

"Esse é um sintoma que temos de observar", recomendou, ao ser questionado pela imprensa durante os encontros de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Penso ter sido a coisa errada a se fazer." A avaliação de Zoellick tem um sentido ainda mais crítico porque provavelmente caberá ao Banco Mundial arbitrar a expropriação da YPF, a pedido da parte prejudicada, a petroleira espanhola Repsol. A companhia pleiteará uma compensação de US$ 10,5 bilhões pela perda de 51% das ações da YPF.

Ficha suja. A ficha do governo argentino no Centro Internacional de Resolução de Disputas de Investimentos (Ciadi)do Banco Mundial , entretanto, não é das melhores.

Buenos Aires perdeu dois processos de arbitragem movidos pelas empresas americanas Azurix e Blue Ridge. Até agora, o país não pagou as compensações determinadas pelo Ciadi em meados dos anos 2000 - de US$ 165,2 milhões, para a primeira empresa, e de US$ 133,2 milhões, para a outra.

O governo argentino acusa as próprias companhias de travarem a possibilidade de pagamento. O argumento não impediu a retaliação dos EUA. No final de março, a Representação de Comércio dos EUA suspendeu a Argentina, por tempo indeterminado, do seu Sistema Geral de Preferências (SGP). Os produtos argentinos, com isso, perderam o acesso ao mercado americano com tarifas de importação reduzidas. O prejuízo para os exportadores argentinos é estimado em US$ 18 milhões ao ano.

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