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BIS adverte emergentes para crise cambial

Países devem se preparar para adotar o tipo de estratégia usada nos EUA, Europa e Japão, segundo Banco de Compensações Internacionais

Reuters

03 de maio de 2019 | 04h00

LONDRES - Os países de mercados emergentes precisam expandir seu leque de ferramentas para combater a crise cambial e se prepararem para adotar o tipo de estratégia de impressão de dinheiro usada nos EUA, Europa e Japão, mostrou o texto do discurso que o chefe do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), Agustín Carstens, faria nesta quinta-feira, 2, na London School os Economics.

Carstens, que lidera o influente grupo de bancos centrais, afirma que a vulnerabilidade dos países mais pobres à volatilidade cambial agora está sendo agravada pelos grandes estoques de dinheiro em movimento internacionalmente que buscam suas altas taxas de juros.

“No futuro, os bancos centrais das economias emergentes precisarão desenvolver mais seu leque de ferramentas para lidar com os desafios das oscilações da taxa de câmbio e do fluxo cambial”, afirma Carsterns em seu texto. Como parte disso, os bancos centrais dos países em desenvolvimento podem precisar considerar o uso de compra ou troca de ativos de maneira similar ao que foi usado pelo Federal Reserve, pelo Banco Central Europeu e outras partes da Europa e no Japão na última década.

“Os bancos centrais dos emergentes precisam incorporar flexibilidade e horizontes suficientemente longos na interpretação de seus mandatos de estabilidade de preços”, mostrou o discurso de Carsterns. “Dessa forma, os riscos de longo prazo para a estabilidade de preços causados por desequilíbrios financeiros movidos pela taxa de câmbio podem ser incorporados ao processo de tomada de decisão e o ativismo de curto prazo será evitado”.

Carsterns alerta também sobre as políticas de taxa de câmbio que envolvem a tentativa dos países de desvalorizar suas moedas para ajudar na competitividade comercial. “Essa acusação é dura, especialmente no atual clima da economia política”, disse o ex-presidente do banco central do México. “Não tenho uma resposta fácil, exceto para dizer que esse é um problema que afeta algumas economias avançadas, bem como as emergentes.”

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