KAREN BLEIER/AFP
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Bitcoin rompe barreira de US$ 5,2 mil e volta a animar investidores

Atual cotação era o teto programado por investidores para vender a criptomoeda e, ao rompê-la, os investidores já projetam valor na casa dos US$ 6 mil

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2019 | 17h07

A cotação da moeda digital bitcoin superou neste final de semana a barreira de US$ 5,2 mil, alcançando assim o maior patamar em cinco meses.

A atual cotação era o teto programado por investidores para vender a criptomoeda e, ao rompê-la, os investidores já projetam a moeda virtual mais famosas do mercado na casa dos US$ 6 mil. 

Durante o final de semana, a bitcoin registrou valorização de 4,89%, um movimento que acrescentou US$ 233 à cotação da moeda, segundo acompanhamento do site CoinDesk.

Com isso, o valor de mercado da bitcoin chegou a US$ 185,99 bilhões.

'Mineiração'

Ainda não há consenso sobre as motivações para o atual ciclo de alta da moeda. 

Para Tatiana Revoredo, membro-fundadora da Oxford Blockchain Foundation e especialista em Blockchain pela Universidade de Oxford e pelo MIT, "o atual ciclo de alta do bitcoin pode ter sido iniciado artificialmente por quem 'produz' a criptomoeda na Internet, atividade conhecida por mineração", diz.

A explicação para isso é a queda de lucratividade da produção da bitcoin prevista para acontecer em breve daqui a mais ou menos um ano. A cada quatro anos, o algoritmo que criou a criptomoeda reduz pela metade o prêmio pela mineração. Hoje a recompensa para cada bloco minerado é de 12,5 bitcoins. Esse prêmio vai cair para 6,25 bitcoins aproximadamente em 23 de maio de 2020. O preço da unidade, porém, tende a subir cerca de um ano antes da mudança na recompensa.

 

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