Sebastião Moreira|EFE
Black Friday 2019: tudo o que você precisa saber Sebastião Moreira|EFE

Black Friday 2019: tudo o que você precisa saber Sebastião Moreira|EFE

Black Friday 2019: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio online e varejo físico do Brasil ocorre neste ano no dia 29 de novembro

Felipe Laurence , especial para o Estado

Atualizado

Black Friday 2019: tudo o que você precisa saber Sebastião Moreira|EFE

Quem deixou de comprar algo nos últimos meses aguardando descontos ou porque estava esperando as ofertas de fim de ano já pode reservar a última sexta-feira de novembro para garantir os produtos desejados. No próximo dia 29 será realizada a edição deste ano da Black Friday, com descontos tanto no e-commerce quanto no varejo físico.

Em 2018, a campanha registrou alta de 24% em comparação com o mesmo período de 2017, movimentando R$ 3,9 bilhões em transações virtuais entre os dias 22 de novembro, pré evento, até a segunda-feira, 26, pós data, de acordo com levantamento da consultoria Ebit/Nielsen.

Para este ano, a expectativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e da Ebit/Nielsen é que o faturamento aumente 18% em relação ao evento de 2018. Para fazer o cálculo, a Ebit/Nielsen considera as vendas de quinta e sexta-feira, enquanto a ABComm leva em conta o período de quinta a segunda-feira pós Black Friday.

A origem do Black Friday

A origem do termo Black Friday (Sexta-feira Negra, em tradução livre) não é exata. Na história, a palavra 'negra' é erroneamente utilizada para conotar algum evento desastroso. No campo econômico, ela foi aplicada pela primeira vez em 1869 quando uma crise financeira nos Estados Unidos derrubou as bolsas de valores e instituições quebraram.

Para indicar o período de compras, no entanto, uma teoria advém da Filadélfia dos anos 1960. Policiais dos Estados Unidos classificaram como Black Friday o dia que sucede o Dia de Ação de Graças. A referência seria o trânsito caótico causado pelo fim do feriado. Nesse dia, os lojistas teriam aproveitado a lentidão dos veículos para expor descontos promocionais nas fachadas das lojas e atrair quem passasse por ali.  

O termo foi ganhando popularidade nos Estados Unidos durante os anos 1990 e se tornou praxe com a internet e o surgimento do e-commerce.

Black Friday no Brasil

A campanha chegou ao Brasil, inicialmente na internet, por meio do site Busca Descontos, em 2011. Pioneiro em promoções via cupons, além de ser referência em big data (armazenamento de dados), o Busca Descontos surgiu em 2010 e, desde então, é um dos líderes em ofertas no e-commerce. Além da Black Friday, o site promove o Cyber Monday, Brasil Day, Boxing Week, Mega Saldão e Dia do Frete Grátis - todos eventos importantes para o comércio eletrônico.

'Black Fraude'

Consumidores que encontram propaganda enganosa em vez de descontos reais ironizam a campanha na internet. Assim, surgiu o termo "Black Fraude" - dando a entender que as lojas sobem os preços antes do dia promocional para simularem, posteriormente, redução nos valores.

Em 2018, o número de insatisfações registradas no site ReclameAQUI chegou a 11.991, feitas entre a quinta-feira antes da Black Friday e o fim de semana seguinte. Houve aumento de 22% em comparação com o ano anterior.

"É importante que o consumidor preste atenção na evolução dos preços durante as semanas que antecedem a Black Friday, para mapear se realmente é um desconto válido e atrativo", comenta Rubens Leite, sócio gestor do RGL Advogado. "Muitas empresas vão subindo aos poucos os preços até chegar em um valor alto próximo da Black Friday e, quando a data realmente chega, voltam ao preço original."

Para munir o público de informações sobre os descontos, algumas plataformas desenvolveram ferramentas para acompanhar as promoções durante a temporada de ofertas. O site Black Friday de Verdade, extensão criada para o navegador Google Chrome, por exemplo, verifica os preços durante a campanha e mostra os descontos reais.  

Outra forma de evitar a situação é já selecionar os produtos desejados na Black Friday e pedir um aviso cada vez que ele mude de preço no site, para ir acompanhando caso a loja faça algo suspeito.

Como se prevenir de golpes

Um dos golpes mais comuns na época do Black Friday é o chamado 'phishing', quando dados pessoais e bancários do consumidor são roubados ao entrar em um site falso que promete preços muito abaixo dos de mercado. 

"É sempre importante desconfiar das ofertas com desconto muito grande", diz Rodrigo Camargo, head de moderação da Promobit, plataforma especializada em descontos e promoções. "Como os sites são idênticos aos verdadeiros, o consumidor precisa ficar atento ao endereço da página, que é sempre diferente ao da loja oficial."

Usar cartões virtuais, que expiram logo após a compra, também é uma boa forma de evitar surpresas. "Gerar cartões virtuais para compras online é uma boa pedida, uma vez que o cartão fica disponível somente por um período de uso, definido por cada usuário dentro do aplicativo do banco", explica Diego Cuoco, da Taki Pagamentos.

O Procon-SP conta com uma lista de sites considerados inseguros que pode ser utilizada pelo consumidor na hora da compra.

Quais produtos ficam em oferta

A lista de produtos específicos que entrarão em promoção na Black Friday é divulgada somente no dia do evento. Isso porque os itens variam de acordo com as lojas participantes. Costumam ter superdescontos peças de vestuário, com foco no segmento de calçados; cosméticos; eletrônicos, principalmente smartphones e notebooks; eletrodomésticos e móveis; floricultura e artigos para pets. Passagens aéreas também estão entre as ofertas mais procuradas durante a campanha.

Em 2019, a aposta do mercado é no aumento de vendas nos smartphones. De acordo com pesquisa realizada pelo Promobit, 47% dos 1.500 entrevistados estão de olho nos aparelhos eletrônicos. Ainda segundo a pesquisa, os brasileiros vão apostar em produtos com preço médio mais alto neste ano: 45% dos entrevistados pretendem gastar acima de R$ 1.500, com 7% deles podendo ultrapassar até mesmo R$ 5.000.

Como e onde encontrar as melhores promoções

As melhores ofertas dos parceiros da campanha podem ser acompanhadas com antecedência. Basta cadastrar e-mail no site www.blackfriday.com.br.

'Black Fryday, Blak Friday e blackfriday'

Por ser uma expressão em inglês, é comum que a procura na internet pelo termo Black Friday seja pesquisado em variações curiosas, como “Black Fryday”, "Blak Flayd", "Break Friday", “Blak Friday”, "Black Fridey", "Black Fiday" e até mesmo “blackfriday”.

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Black Friday 2019: Vale a pena madrugar para pegar as melhores ofertas?

Segundo levantamento feito por plataforma online, a madrugada só vale a pena para categorias específicas; veja os melhores horários para adquirir itens com desconto

Érika Motoda, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2019 | 10h45

Dependendo do produto desejado, não vale a pena passar a madrugada da Black Friday em claro para fazer a compra. Segundo levantamento feito pela Promobit, plataforma online que reúne diversos produtos à venda, houve 60% a mais de ofertas às 23h na véspera da Black Friday do que à meia noite do dia do evento em si. 

Algumas categorias específicas valeram a perda de sono do consumidor. É o caso dos de smartphones, eletroeletrônicos e produtos de informática. Mas, mesmo assim, os produtos entraram em promoção em outros horários mais “comerciais” também no último ano.  

“No início da Black Friday no País, as ofertas até eram mais agressivas durante a madrugada, porque era comum haver os ‘bugs de precificação’”, explicou o co-fundador do Promobit, Fabio Carneiro. “Como as plataformas de e-commerce não eram tão aprimoradas quanto hoje, muito provavelmente quando as empresas iam remarcar os preços nas suas plataformas existia a chance de haver erro de precificação”, analisou. 

Além do aprimoramento de ferramentas, Carneiro cita a estratégia das próprias empresas, que estão antecipando as promoções no que ficou conhecido como a Black Week (semana da Black Friday) e até mesmo a Black November, que dura o mês inteiro. “Algumas empresas estão adiantando as promoções para não ficar todo mundo brigando só no dia da Black Friday.”

Melhores horários para comprar na Black Friday

Smartphone: 21h às 23h de quinta e 0h, 10h e 16h da sexta.

Games/consoles: por volta das 9h às 14h, depois das 20h às 23h de quinta até 1h da sexta.

Informática: o pico começa às 22h de quinta e segue até 1h de sexta, depois há uma queda considerável até as 10h (e a alta só dura até as 11h). 

Roupas e Calçados: o aumento de ofertas começa às 16h, mas o pico é só às 21h de quinta, que segue até às 2h de sexta. 

Eletrodomésticos: das 17h às 19h de quinta, com outro grande pico às 22h até cerca de 1h da sexta.

Utensílios Domésticos: os picos acontecem durante as tardes, às 16h de quinta e às 14h de sexta. Há um terceiro pico à 1h também. 

TV: maior pico de promoções de TVs acontece às 10h de quinta, depois há dois picos iguais às 16h de quinta e à 1h de sexta.  

Perfumes: ofertas começam mesmo às 11h de sexta e tem o ápice às 13h de sexta.

Móveis: o aumento de ofertas começa às 14h de quinta e vai até às 19h de sexta, mas maior pico acontece à 1h de sexta.

Para Entender

Black Friday 2019: tudo o que você precisa saber

Confira dicas e curiosidades sobre a maior campanha de vendas promocionais no comércio online e varejo físico do Brasil, que este ano ocorre no dia 29 de novembro.

Maiores ofertas de produtos por hora (de quinta para sexta)

19h - eletrodomésticos, games, móveis, moda e calçados e informática

20h - moda e calçados, games, TV, smartphones e informática

21h - moda e calçados, smartphones, eletrodomésticos, TVs e perfumes

22h - Informática, TVs, smartphones, games e eletrodomésticos

23h - livros, TVs, eletrodomésticos, smartphones, perfumes

0h - games, informática, smartphone, TVs e moda e calçados 

1h - TV, informática, móveis, eletrodomésticos e smartphones

2h - moda e calçados e eletrodomésticos 

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Black Friday 2019: vale a pena comprar no evento dos Estados Unidos?

Especialistas alertam para a volatilidade do câmbio; veja dicas para a data

Felipe Laurence, especial para o Estado

27 de novembro de 2019 | 10h15

Nos últimos anos, a Black Friday se consolidou como uma das principais datas no varejo e comércio eletrônico do Brasil, com lojas importando o evento que nasceu nos Estados Unidos para antecipar o período de vendas de fim de ano. Mesmo assim, ainda há muitos brasileiros que preferem comprar no exterior, aproveitando a data para conseguir descontos maiores do que os daqui. 

A alta do dólar, que atingiu máxima nominal de R$ 4,24 por conta do pessimismo do mercado com as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, bem na semana do evento, aumentou as dificuldades para os consumidores brasileiros participarem da data no exterior.  

"O dólar subindo é uma preocupação a mais que precisa ser analisada, mas acho que o caminho continua o mesmo para o consumidor: ele vai ter que pesquisar e comparar preços", diz José Marques da Costa, CEO da Câmbio Store, loja especializada no comércio de moedas. "Mesmo com o dólar neste patamar, muitos descontos ofertados na Black Friday dos Estados Unidos são maiores que os daqui e acaba compensando."

Para Thiago Flores, CEO da plataforma de comércio eletrônico Zoom, além da cotação do dólar, o consumidor tem de se preocupar com os outros valores embutidos na compra. "Quando se compra algo lá fora tem as taxas de alfândega, tem IOF, porque as compras são feitas com cartão de crédito, então, o câmbio é só um fator na conta toda que o consumidor precisa fazer." 

Outro ponto destacado pelos especialistas é conferir se a loja no exterior faz a conversão do valor em reais na hora da compra. "Se acontecer essa conversão, o valor final é o que aparece na hora da compra, se não tiver isso o valor será o do câmbio no dia em que fecha a fatura", alerta Flores.

Veja abaixo algumas dicas de como participar da Black Friday dos Estados Unidos.

Quais são os principais sites da Black Friday nos EUA?

Apesar de a Black Friday ter surgido como uma data no varejo físico norte-americano, hoje a maioria das vendas acontece online e todas as grandes redes têm descontos em suas lojas oficiais. Walmart, Target, Best Buy e Sears são algumas das lojas mais tradicionais. Gigantes da tecnologia, como Amazon, também participam.

Fique atento com o horário

Atualmente, o horário oficial dos Estados Unidos está duas horas na frente ao do Brasil. As promoções começam à meia-noite de lá, 2h aqui. Para aproveitar as ofertas, o consumidor precisa passar a madrugada olhando os sites.

Veja se a loja faz entregas para o Brasil

Muitas das lojas norte-americanas que participam da Black Friday não fazem entregas para o Brasil, então o consumidor terá de acionar algum serviço de entrega terceirizado, como o Shipito. Na hora de comprar, você coloca o endereço desse serviço e eles enviam o pacote para o Brasil.

Cuidado com o câmbio

Algumas das lojas online, como a Amazon, já fazem a conversão do preço do produto para real na hora da compra, valendo o câmbio daquele momento. Outras empresas não fazem isso e quando o valor é cobrado no cartão de crédito, o câmbio só é definido no fechamento da fatura daquele mês.

Meu produto será taxado quando chegar ao Brasil?

Se trazer o produto dos Estados Unidos já pode ficar caro por conta da alta do dólar, as taxas extras podem se um incômodo adicional ao consumidor. Como as compras são feitas por cartão de crédito, incide o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que tem taxa de 6,38% nestas compras no exterior.

Para Entender

Black Friday 2019: tudo o que você precisa saber

Confira dicas e curiosidades sobre a maior campanha de vendas promocionais no comércio online e varejo físico do Brasil, que este ano ocorre no dia 29 de novembro.

Além disso, se os produtos importados ultrapassarem 100 dólares, ao chegar no Brasil ele pode ser taxado pela Receita Federal e será cobrado uma taxa alfandegária de 60% sobre o valor total. Algumas lojas já fazem o pagamento desta taxa no momento da compra para facilitar a vida do cliente.  

Quanto tempo vai demorar para o produto chegar?

Se a loja não envia os produtos por algum serviço privado de entrega, o produto pedido nos Estados Unidos pode demorar a chegar. Os Correios explicam que o prazo é de 40 dias úteis, mas existe uma demora na entrega de produtos internacionais pelo volume de pacotes que chegam ao Brasil. São aproximadamente 300 mil por dia que entram Centro Internacional de Curitiba (CEINT) e deixa lento o trabalho de processamento e taxação feito pela Polícia Federal

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Black Friday 2019: Supermercados aderem à data com descontos em eletrônicos, alimentos e bebidas

Parte das redes focam em produtos utilizados na ceia de Natal, como panetones e bebidas; confira as ofertas

Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2019 | 09h00

Os produtos eletrônicos, principalmente celulares, são alguns dos mais procurados durante a Black Friday. Mas o evento vem se expandindo também para outros setores. Quem aproveita a onda de descontos agora são os supermercados, que, nesta semana, oferecem condições especiais de compra, desde alimentos até eletrodomésticos

De acordo com pesquisa Google, realizada pelo instituto de pesquisas Provokers, 87% das pessoas entrevistadas pretendem aproveitar mais de uma categoria de compra na data de promoções, sendo que, em 2019, os consumidores devem aproveitar mais de seis categorias diferentes. Foram entrevistadas 2.487 pessoas para o estudo. 

Segundo a mesma pesquisa, a intenção de compra de alimentos para 2019, por exemplo, aumentou em 150%, na comparação com a data do ano passado, e bebidas não-alcoólicas, 200%. Na esteira dessas possibilidades, marcas como Carrefour, GPA e Dia vêm neste ano focando nesse tipo de produto. 

Carrefour 

A marca francesa, que tem mais de 670 pontos de venda no País, investe forte na omnicanalidade para a Black Friday deste ano, ou seja, aposta no "clique e retire" - o cliente faz a compra online e retira o produto em loja física. 

Para quem optar em receber o produto em casa, a empresa dará frete grátis para compras acima de R$ 399 para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de pagamento diferenciado e sem juros com o cartão Carrefour. Um serviço oferecido pela empresa no dia será instalação grátis de pneus. No fim de semana seguinte à data, será realizada a “Sinal Black”, com 50% em descontos em produtos selecionados. Para a segunda-feira, 2, conhecida como Cyber Monday, será feita a Cyber Week, o que o Carrefour chama de “saldão”, com itens restantes da Black Friday, com produtos de todos os departamentos e categorias da marca. 

Assaí 

A ação Black Assaí vai sortear no ato da compra -  acima de R$ 100 - a possibilidade de o cliente ter seus produtos pagos pela própria loja - em mercadorias até R$ 1 mil. Na sexta-feira, 29, as lojas vão abrir às 6h. Para concorrer, é necessário informar o CPF ou CNPJ - para empresas. Os vencedores vão ser anunciados logo no caixa, por meio de uma mensagem na tela da operação. 

Extra 

A partir de quinta-feira, 28, os preços na rede entrarão em promoção, com focos em eletroeletrônicos e telefonia. A rede não enumera quais itens especificamente serão ofertados. 

Para Entender

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Confira dicas e curiosidades sobre a maior campanha de vendas promocionais no comércio online e varejo físico do Brasil, que este ano ocorre no dia 29 de novembro.

Pão de Açúcar 

O Pão de Açúcar anunciou que vem antecipando ofertas de Black Friday ao longo do mês de novembro, por meio de seu aplicativo gratuito de fidelidade. Na sexta-feira, 29, a rede vai iniciar seus descontos a partir da abertura, focando em alimentos e bebidas. 

Dia 

A rede Dia destaca que produtos alimentícios e bebidas terão promoções a partir de quinta-feira, 28. Como promoção de ‘leve 3, pague 2’ serão disponibilizados cervejas, linha Ypê de produtos de limpeza e creme dental Oral B. Todos os destilados terão 30% de desconto, cafés serão vendidos a partir de R$ 4,99, por exemplo. 

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Black Friday 2019: restaurantes e fast-food dão descontos nesta sexta

Redes como Burger King oferecem promoções do tipo seis sanduíches por R$ 15; veja outras ofertas

Felipe Laurence, especial para o Estado

26 de novembro de 2019 | 09h00
Atualizado 28 de novembro de 2019 | 18h53

A Black Friday, que neste ano acontece na próxima sexta-feira, 29, é uma data que surgiu com o intuito de movimentar o varejo e o comércio eletrônico do Brasil. Com a popularização da data, outros segmentos começaram a participar, e o de alimentos é um dos que mais conseguem se destacar.

Restaurantes de fast-food como McDonald'sBurger King, Subway e Habib's costumam fazer promoções que atraem multidões e geram engajamento nas redes sociais. 

Veja abaixo as promoções que as principais redes de restaurantes e fast-food vão realizar nesta sexta.

McDonald's

Nesta Black Friday, as ofertas da rede McDonald's serão distribuídas em seu aplicativo oficial na forma de cupons. Ao todo serão sete promoções, que variam desde dez cheesburgers por R$ 20, passando por duas McOfertas médias por R$ 24,90 e até duas sobremesas com o preço de um no caso do McFlurry, Sunday e McColosso. Outros cupons disponíveis serão de dois McDuplos por R$ 10 e dois cheeesburgers por R$ 5.

Quem utilizar o serviço Mercado Pago também vai poder usufruir de promoções exclusivas: dois clássicos por R$ 4,90 em vez de R$ 14,90 no preço habitual e a sobremesa McColosso por R$ 0,50. 

Burger King

Depois de anunciar seu pacote de descontos para a Black Friday na última segunda-feira, 22, com a oferta de seis sanduíches por R$ 15 como destaque, a rede de restaurantes fast food decidiu responder ao McDonald's com mais uma promoção: vai vender três sanduíches por R$ 5 com pagamentos efetuados pelo Mercado Pago, a plataforma de pagamentos do e-commerce do Mercado Livre.

Os sanduíches válidos são Big King, Chicken Sandwich, Cheddar Duplo, Cheeseburguer Duplo Bacon, Whopper Jr. Barbecue Bacon e Long Rodeio, somente nesta sexta-feira, 29.

Subway

Antecipando a Black Friday, a Subway vai usar o Dia Mundial do Sanduíche, nesta quinta-feira, 28, para promover a promoção Leve 2, Pague 1. O cliente, ao comprar um sanduíche, ganha outro do mesmo sabor. A oferta vale para os lanches de 15 cm e 30 cm de todos os sabores e acontece em todos os restaurantes do País. Parte da verba arrecadada no dia será revertida para o Mesa Brasil Sesc, uma rede nacional de bancos de alimentos que atua contra a fome e o desperdício.

Habib’s

Desde o dia 1.º de novembro, a rede Habib's está com a campanha #MandaBlacks com preços a partir de R$ 0,49.  Em parceria com o iFood - maior foodtech da América Latina -, o Habib’s oferece ao consumidor seis Bib’sfihas por R$ 1 e taxa grátis na primeira compra pelo app. Além disso, ao longo do mês, a rede terá promoções segmentadas para novos usuários e para os clientes mais assíduos do aplicativo, que incluirão mais produtos ao valor de R$ 1.

No app do próprio Habib's também há benefícios. Há cupons de vantagens exclusivos para quem baixar o aplicativo Habib’s e realizar o primeiro pedido. Para quem já tem a ferramenta no celular, há promoções especiais como o Beirute Rosbife por R$ 12,90 ou as Bib’sfihas folhadas de chocolate por R$ 2,90. 

Nesta semana, a rede oferecerá Bib’sfihas de carne por R$ 0,49 aos novos usuários do app e por R$ 0,79 para quem já tem o app instalado.

Bob's

Entre sexta-feira, 29, e domingo, 31, todas as lojas da rede Bob's oferecerão o trio Big Bob por R$ 14,90, trio Double Cheese por R$ 13,50, milk shake 300ml por R$ 5,90 e um combo composto por dois Big Bob’s, dois milk shakes 500ml e duas batatas canoas por R$ 41.

Além disso, clientes do programa de fidelidade, o Bob's Fã, tÊm descontos exclusivos até o dia 1º de dezembro, como três trios (Bob’s Burguer + Cheddar + Big Bob) com preço sugerido de R$ 45 e dois milk shakes 300ml + batata mega pelo valor sugerido de R$ 23,90, entre outras ofertas.

Pizza Hut

Na semana da Black Friday, a Pizza Hut vai oferecer 50% de desconto em todos os sabores de pizza grande com massa pan. A promoção vai até a sexta-feira, 29, e é válida em todas as 200 lojas da rede, além dos outros canais de venda, como retirada no balcão e delivery (site www.pizzahut.com.br e app próprio).

Ragazzo

O Ragazzo está com a campanha 4 Tons de Black no ar desde 1.º de novembro e promete promoções que começam em R$ 0,49. Na principal promoção, dez coxinhas de frango são oferecidas por R$ 7,90, ou R$ 0,49 cada, na primeira compra realizada pelo aplicativo, podendo ser consumidas nos restaurantes ou recebidas pelo delivery.

Ainda no aplicativo, são oferecidos preços exclusivos para os clientes que realizarem seu primeiro pedido. Entre os destaques, pastel de belém por R$ 1 e nhoque ao sugo por R$ 2. Os clientes que já possuem o aplicativo ainda terão cupons de desconto: lasanha ao sugo por R$ 7,90 e o Ragazzo Burguer Bacon por R$ 12,90 são alguns exemplos.

Para Entender

Black Friday 2019: tudo o que você precisa saber

Confira dicas e curiosidades sobre a maior campanha de vendas promocionais no comércio online e varejo físico do Brasil, que este ano ocorre no dia 29 de novembro.

Taco Bell

Entre os dias 25 e 29 de novembro, a rede de fast-food californiana Taco Bell vai oferecer o Crunchy Taco Supreme nas versões carne moída e vegetariana por R$ 1,90, desconto de 75% em relação ao valor original de R$ 7,90. A oferta será válida para até 5 unidades por pessoa, em quase todas as 32 lojas do Brasil, exceto a localizada no Aeroporto de Guarulhos.

Domino's Pizza

A Domino's Pizza faz, nesta semana, uma expansão da sua promoção habitual das terças-feiras, com duas pizzas pelo preço de uma. Até o dia 29, na compra de uma pizza média ou grande, a segunda sai de graça (com exceção de pizza pan e a nova massa finíssima). A promoção de 2x1 valerá para todas as lojas da rede e para compras nas lojas físicas, por telefone ou por compras online no site oficial e aplicativo.

KFC

A rede norte-americana KFC aposta em baldes em dobro na Black Friday. Na compra de um minibalde com oito tirinhas de frango, o consumidor leva mais uma de graça. Cada consumidor pode comprar até quatro minibaldes, levando 8 no total. A promoção acontece no dia 29, em todas as lojas KFC do País, enquanto durarem os estoques.

Outback

Entre os dias 27 e 29 de novembro, a rede Outback vai dar a seus clientes dois chopes de graça na compra de uma Bloomin’ Onion, a cebola dourada da marca, ou de uma Kookaburra Wings, asas de frango empanadas. Para garantir o benefício, os clientes deverão entrar no site (https://outback.com.br/blackfriday19) e gerar o voucher, válido por uma mesa por visita.

No serviço de delivery, pelo iFood, a Junior Ribs para duas pessoas sai por R$ 64,90. A promoção é válida até a sexta-feira para os pedidos que forem efetuados entre 14h e 19h.

China in Box

Até o dia 30, toda a linha do Frango Crispy estará 30% mais barata. A promoção é válida apenas para pedidos feitos no balcão e nos canais oficiais da rede.

Montana Grill

O Montana Grill dará descontos nesta sexta-feira em dois de seus principais pratos: picanha e filé de frango. O primeiro será vendido com 30% de desconto e o segundo com 50% de redução. 

Jin Jin

Na rede de culinária asiática Jin Jin na compra de um yakisoba ou um temaki, o cliente vai ganhar 50% de desconto no segundo de mesmo sabor nesta sexta-feira.

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Black Friday 2019: saiba como se proteger de golpes em compras online

Ferramentas de proteção de dados e verificação de autenticidade de sites ajudam a evitar fraudes; especialistas recomendam ter um 'kit de boas práticas'

Ana Luiza de Carvalho e Felipe Siqueira, O Estado de S. Paulo

07 de novembro de 2019 | 05h00
Atualizado 21 de novembro de 2019 | 11h37

Já virou tradição no calendário brasileiro do varejo: o mês de novembro é o mês da Black Friday. Segundo dados da consultoria Ebit/Nielsen, em 2019 a Black Friday brasileira deve ter faturamento 18% maior do que no ano passado, chegando a R$ 3,07 bilhões. Em 2018, a Black Friday foi a principal data para o comércio eletrônico no Brasil, superando Dia das Mães e Dia dos Namorados. Em meio às promoções, porém, surgem as dúvidas de como se proteger ao comprar e vender pela internet. Em meio a supostos descontos imperdíveis do evento, os usuários podem agir por impulso e realizar péssimos negócios.

Pensando na data, a Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) realizou entre os dias 20 e 26 de outubro a Semana de Segurança Digital, com a presença de 18 instituições financeiras que discutiram estratégias de segurança. De acordo com o diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban, Adriano Volpini, a iniciativa surgiu após as instituições financeiras perceberem que o brasileiro não tem o costume de se preocupar tanto com a segurança de seus dados. 

Isso facilita ações de criminosos na hora de roubo de dados e de dinheiro de contas digitais. "Nós temos uma questão cultural muito complicada. Por mais incrível que pareça, as pessoas fornecem dados (para criminosos)", diz. A intenção, segundo ele, é "auxiliar o brasileiro a ter cultura de segurança digital". 

Para Entender

Black Friday 2019: tudo o que você precisa saber

Confira dicas e curiosidades sobre a maior campanha de vendas promocionais no comércio online e varejo físico do Brasil, que este ano ocorre no dia 29 de novembro.

De acordo com Hélio Cordeiro, especialista em segurança da informação e consultor da assessoria Daryus, a dica é se proteger de várias formas. "Não existe um bala de prata, são boas práticas que juntas garantem uma compra", orienta. Saiba como se proteger ao comprar e vender pela internet

PARA COMPRADORES

Prefira lojas conhecidas

Ao comprar em instituições reconhecidas, o consumidor se protege de forma dupla: primeiro, aumenta a probabilidade de receber produtos de boa qualidade e sem sustos na entrega. Em segundo lugar, não fica exposto a plataformas de pagamento inseguras que podem roubar dados bancários.

Para lojas menos conhecidas, é preciso tomar alguns cuidados. Uma das possibilidades é consultar a reputação da marca em sites como o Reclame Aqui, em que é possível filtrar as reclamações dos consumidores por empresa e checar a resposta dela. Procure informações cadastrais como CNPJ, razão social e telefone fixo para contato.

Desconfie especialmente de links patrocinados em sites de pesquisa, aquele primeiro que aparece nas pesquisas com a indicação de que foi impulsionado. Fraudadores costumam pagar para terem seus links maliciosos com destaque. 

Cuidado com o 'mito do cadeado'

Uma das formas de checar se as informações do site são criptografadas de ponta a ponta é conferir os ícones que aparecem no próprio navegador. Um dos indicativos é quando a URL do site começa com “https”, em que S vem de segurança. Além disso, ao lado do campo de endereço há um ícone de cadeado. Ao clicar em cima do cadeado, o carregador abre uma janela certificando que o site é seguro. 

O cadeado, porém, não significa uma transação comercial totalmente segura. Hélio Cordeiro explica que o cadeado dificulta o vazamento de informações, mas não significa que o comerciante envolvido na negociação seja idôneo. “Claro que um cadeado é um dos sinais que podem indicar que a comunicação é segura, mas eu posso criar um site temporário chamado ‘Ebay ponto alguma coisa ponto com’, com cadeado, para roubar seus dados”, afirma.

Google Transparency Report: na dúvida, verifique

De acordo com Hélio Cordeiro, uma alternativa é usar verificadores de autenticidade, como a checagem de URLs do Google Transparency Report. O usuário pode inserir o endereço da página no verificador e checar se há algum registro de insegurança no domínio. Na dúvida, o melhor é desistir da transação.

Compre apenas por equipamentos de confiança

Ainda que o cliente esteja realizando a compra em um site idôneo, a clonagem dos dados do cartão de crédito ainda é uma possibilidade. Isso vale para computadores compartilhados ou redes de wi-fi pública, em que todas as informações enviadas à rede podem ser capturadas e repassadas a terceiros. Mesmo em casa, é preciso se cuidar. Instale no computador ferramentas como antivírus e firewall, que bloqueiam invasores. Também vale instalar um antivírus no celular.

Outra medida importante é  manter os sistemas operacionais de computadores, smartphones e tablets atualizados, para terem acesso aos pacotes mais recentes de segurança do desenvolvedor. Isso inclui não utilizar softwares piratas, nem no computador nem em celulares, porque esses aplicativos não recebem as atualizações.

Use cartões virtuais

Outra possibilidade para evitar a clonagem de dados é o uso do chamado cartão virtual. Algumas instituições financeiras oferecem a ferramenta, gerada na hora, a partir da solicitação do cliente no aplicativo ou site. “Além de poder fazer uma compra única, não fornece seu dado real", explica Hélio Cordeiro.

A compra é lançada na fatura convencional e integra o mesmo limite, mas os números do cartão e código de segurança são diferentes do cartão físico. Após o cliente efetuar a compra, os números são inutilizados. Dentre as instituições que já oferecem o cartão virtual estão Nubank, Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica.

A exceção é o Nubank, que tem uma numeração única para o cartão virtual independente do número de compras. É como se ele fosse uma segunda versão do cartão físico, com data de validade mais longa que os demais cartões virtuais.

Observe as formas de pagamento disponíveis

Uma das formas de pagamento mais seguras para o consumidor é o cartão de crédito. Além de eventuais seguro cobertos pela própria bandeira da marca, é possível solicitar o estorno da compra se houver algum problema. Por outro lado, se o site oferece apenas possibilidades de pagamento à vista, como transferências e boletos, o consumidor deve pensar bem antes de efetuar a compra.

Engenharia social: o e-mail não morreu

Em época de Black Friday, diferentemente de outros períodos do ano, que as pessoas até ignoram mensagens de vendas por falta de interesse, a espera por promoções as deixa mais vulneráveis. 

De acordo com Adriano Volpini, o fornecimento de dados por parte de clientes a ladrões de dados online se dá, principalmente, por um conceito chamado Engenharia Social. Essa prática consiste em uma mensagem, enviada por um fraudador - seja por meio de SMS, email, aplicativo de mensagem ou ligação. É o que muitos chamam de Spam, aquele arquivo que fica como potencialmente malicioso no email, por exemplo. 

A vítima recebe promoções muito atraentes de produtos que, geralmente, possuem um preço muito alto, e que levam para links maliciosos. "A pessoa vê um celular que custa R$ 7 mil por R$ 1 mil e quer comprar, por mais que a gente saiba que esse tipo de promoção é impossível, mesmo em época de Black Friday", explica Volpini. 

Se receber cupons com ofertas de ultra descontos ou produtos de graça, principalmente pelo Whatsapp ou por e-mail, desconfie. Via de regra, as grandes promoções estão disponíveis nas redes sociais e site das marcas e não exigem que os usuários repassem nenhum tipo de link. 

Comumente, o link foi enviado de forma inadvertida por um conhecido. O link geralmente está com algum encurtador de URL, para que o usuário não tenha certeza se ele leva ou não ao site oficial da marca. Para receber o suposto produto, o usuário deve repassar o anúncio e preencher algum formulário.

Helio Cordeiro afirma que, ainda hoje, o e-mail é uma ferramenta de comunicação importante. De acordo com ele, os e-mails de phishing com erros de ortografia são coisa do passado: agora, os golpes reproduzem perfeitamente o design dos e-mails legítimos. 

Além disso, muitas vezes os bandidos usam informações direcionadas para tentar dar mais credibilidade aos golpes. “Imagine que mando para a equipe de jornalismo do Estado um e-mail dizendo que em uma franquia próxima de certa loja de chocolate está com promoção especial. Para isso, tem que fazer o cadastro no site usando o código ‘JornalismoEstadão’. Na pressa, muita gente pode cair”, explica o especialista.

PARA VENDEDORES

Sempre que possível, não negocie fora das plataformas

Em sites que conectam compradores e vendedores, um dos maiores riscos é a comunicação fora das plataformas —principalmente para os vendedores. Um dos golpes mais comuns é a falsificação de e-mails de pagamento. 

A fraude começa quando o suposto comprador manda uma mensagem pelo chat da plataforma pedindo que o vendedor entre em contato, pois quer mais informações sobre o produto. A maioria dos sites alertam para os riscos de negociar fora da plataforma e, por isso, bloqueiam mensagens que tenham sites ou endereços de e-mail. Para driblar o mecanismo de proteção, o golpista digita o próprio e-mail com vários pontos finais intercalados entre os caracteres, dificultando a leitura e bloqueio da mensagem pela plataforma.

O vendedor, então, entra em contato com o suposto comprador para solucionar dúvidas. O golpista afirma que vai finalizar a compra e, com o e-mail do vendedor em mãos, falsifica uma mensagem de comprovação do pagamento idêntica a que os sites intermediadores enviam.

Em seguida a vítima recebe a falsa autorização para enviar o produto e acaba despachando o produto pelos Correios. Dessa forma, ele não recebe o pagamento e fica sem o produto.

Para evitar essa fraude, o vendedor sempre deve conferir o passo a passo da negociação pelo site, ainda que receba e-mails da plataforma, e nunca fornecer contatos pessoais caso essa seja a orientação do site em que está vendendo.

Cuidado com as devoluções de produtos

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, os clientes têm até sete dias para se arrependerem de compras realizadas pela internet e devolverem o produto. Algumas plataformas chegam a oferecer trinta dias de cobertura para arrependimento. Para isso, a plataforma emite um cupom de entrega para ser anexado à caixa de devolução.

O que pode ocorrer é o cliente devolver o produto danificado, ou pior, enviar a caixa de devolução com outro produto ou tijolos dentro. Nesse caso, uma orientação informal repassada entre vendedores é sempre filmar o recebimento do produto para enviar à plataforma de intermédio, caso seja necessário.

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Black Friday 2019: vale mais a pena comprar em lojas físicas ou pela internet?

Com o amadurecimento do evento no Brasil, as divisões entre as duas categorias vão desaparecendo

Sandy Oliveira e Felipe Laurence, especiais para o Estado

19 de novembro de 2019 | 09h24

A Black Friday se consolidou nos últimos anos como uma das grandes datas do e-commerce brasileiro, resultando em faturamento na casa de bilhões e ficando só atrás das festas de fim de ano como período de maior movimentação no setor. Este ano não é diferente, a expectativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e da Ebit/Nielsen é que o faturamento aumente 18% em relação ao evento de 2018, quando chegou a R$ 3,9 bilhões em transações virtuais.

Ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, berço do evento, a Black Friday no Brasil surgiu como um evento estritamente online e só agora também começa a se firmar no varejo tradicional, com empresas de peso investindo na data. Essa mudança de paradigma leva à questão: vale mais a pena comprar online ou ir a lojas físicas?

De acordo com levantamento realizado pelo Google, a intenção de compra somente na internet durante a Black Friday pelo consumidor brasileiro caiu de 52% em 2018 para 38% em 2019. Alguns fatores contribuem para a intenção de ida à lojas físicas: maior segurança na transação, menos chances de fraudes e a possibilidade de sair com o produto na hora da compra.

Vale mais a pena comprar online ou no pessoalmente nas lojas?

Para Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, o preço de ter um determinando produto deve ser levado em consideração, já que, se o consumidor precisa de algo para logo, ele vai sempre comprar em loja física. "Na internet o consumidor pode comprar mais ou menos o que precisa, na loja física ele tem certeza do que está comprando", explica.

Muitas vezes o varejo vende o produto mais barato na sua plataforma virtual, mas o consumidor precisa ficar de olho na taxa de frete, que pode encarecer o produto em detrimento da facilidade da compra. “A compra online é mais vantajosa nesse caso, mas em contrapartida é necessário tempo para se fazer a pesquisa com calma", comenta Marcela. 

Ominichannel

Uma das tendências da Black Friday deste ano, apontada por analistas, é a popularização do chamado omnichannel, um processo logístico que melhora a experiência do consumidor. "O consumidor pode comprar alguma coisa online e retirar na loja, ou eventualmente passar pela loja, testar um produto e comprar online", diz Albert Deweik, CEO da NeoAssist, empresa que realiza soluções em omnichannel para o varejo.

Para Entender

Black Friday 2019: tudo o que você precisa saber

Confira dicas e curiosidades sobre a maior campanha de vendas promocionais no comércio online e varejo físico do Brasil, que este ano ocorre no dia 29 de novembro.

"Já não existem mais barreiras entre o online e o físico, hoje as grandes empresas já estão capacitadas para prestar esse serviço contínuo ao consumidor", continua Deweik. A criação de facilidades nessa experiência do consumidor é um dos maiores fatores de fidelização na Black Friday e diminui a chance de desistência ou cancelamento da compra.    

"A experiência do cliente precisa ser satisfatória em todos os pontos de contato, tanto no digital quanto no físico, então o omnichannel é uma tendência forte para garantir isso antes, durante e depois da compra", fala Roberto Madruga, diretor da ConQuist Consultoria.

Dicas para o consumidor

"A negociação com o vendedor (nas lojas físicas) é mais fácil", diz Marcela. "Vale a pena fazer as duas tentativas, ver o valor na internet e ir até a loja física negociar em cima dos valores na internet." A economista do SPC Brasil também pede cautela ao consumidor na hora de usar o cartão de crédito durante a Black Friday - ceder à tentação de comprar simplesmente por causa dos descontos, e não porque realmente precisa do produto, pode causar endividamento.

Fernando Capez, diretor-executivo do Procon-SP, explica que as empresas são obrigadas a fazer a equivalência de preços caso um produto esteja mais barato no online do que na loja física. "Se não fizerem isso é propaganda ilegal e a empresa pode ser multada", comenta. Capez pede atenção aos prazos de entrega das lojas e que a população fiscalize as lojas que não cumprirem o acordo estabelecido na hora da compra. 

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Black Friday 2019: conheça os direitos do consumidor

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) protege os clientes de eventuais práticas abusivas que podem acontecer durante a tradicional data do comércio varejista, que acontece no dia 29 de novembro neste ano

Érika Motoda, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2019 | 16h33

As lojas podem dobrar os preços para depois cortar pela metade durante a Black Friday? O preço do frete parece mais alto que o normal, o que fazer? Quem é obrigado a indenizar o consumidor que caiu em um golpe? 

O Estado consultou o advogado Pedro Barradas Barata, sócio do escritório Pinheiro Neto, para saber como o Código de Defesa do Consumidor (CDC) protege os clientes de eventuais práticas abusivas que podem acontecer durante a tradicional data do comércio varejista, que acontece no dia 29 de novembro neste ano. Confira.

Para Entender

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Confira dicas e curiosidades sobre a maior campanha de vendas promocionais no comércio online e varejo físico do Brasil, que este ano ocorre no dia 29 de novembro.

Se eu descobrir que uma loja aumentou os preços e fingiu me dar um desconto, posso ser ressarcido de alguma maneira?

Se for possível comprovar que a loja aumentou o preço antes de aplicar um desconto - por exemplo, aumentou o preço de R$ 10 para R$ 20 e concedeu um desconto de 50% -, o consumidor poderá alegar a prática de publicidade enganosa e violação de boa-fé para solicitar o cancelamento do negócio. 

Por outro lado, o fornecedor pode argumentar que o consumidor conhecia o valor do produto e, se aceitou pagar esse preço, não haveria prejuízo a ser indenizado. Mas caso seja comprovado que a fraude causou danos morais, o consumidor pode pedir indenização por isso.

Se os preços dos produtos estiverem bons, mas o frete estiver abusivo, posso reclamar? Como descobrir se é abusivo ou não?

O CDC prevê que o consumidor sempre poderá questionar a validade de contratos que prevejam condições que o coloquem em desvantagem exagerada. Embora não haja o conceito de desvantagem exagerada descrito na legislação, caso os preços cobrados sejam muito superiores à média do mercado, o consumidor poderá questionar o frete cobrado e pedir a revisão. 

A principal dificuldade será comprovar que o valor é desproporcional se comparado à média praticada por outros fornecedores, para fretes de produtos semelhantes e com mesmo ponto de partida e de entrega. O consumidor pode entrar com uma ação, e, então, cabe ao fornecedor comprovar que o valor era razoável e proporcional ao serviço do frete. Caso o fornecedor consiga provar, o consumidor não recebe qualquer restituição. Agora, se o fornecedor não conseguir comprovar a razoabilidade do frete, o consumidor pode pedir a diminuição do valor do frete, com a restituição de parte do preço pago.

Se eu perder a promoção porque o site ficou congestionado, a loja é obrigada a dar o desconto posteriormente?

Caso seja possível comprovar que houve um problema no atendimento oferecido pelo fornecedor, o consumidor poderá alegar que esse problema lhe causou prejuízos e pedir, como indenização, o direito de adquirir o produto ou serviço pelo preço promocional. Mas se o problema decorrer de outros fatores, como o acesso do consumidor à internet, o fornecedor não responde por prejuízos causados por terceiros.

A loja pode colocar em promoção de Black Friday um produto perto do vencimento? Qual é a validade mínima permitida?

Não existe lei que preveja um prazo mínimo de validade para todos os produtos. Vale o bom senso e a boa-fé. O prazo de validade deve ser compatível com a quantidade de produto fornecido e o uso esperado. 

Por exemplo, se o produto contiver 24 unidades de um alimento que só se come uma vez ao dia, não é razoável que a validade seja inferior a 24 dias. Se for um produto para consumo imediato, por outro lado, não seria necessário observar um prazo de validade de 24 dias.

É legal cobrar preços diferentes por modalidades de pagamento? Por exemplo, é certo no boleto ser mais barato que no crédito? Até quanto pode ser essa diferença de preços?

Sim, atualmente os fornecedores podem cobrar preços diferentes, dependendo do meio de pagamento escolhido pelo consumidor. A lei não prevê qual é o valor máximo para essa diferença, então vale a mesma regra aplicável a qualquer condição contratual que coloque o consumidor em desvantagem exagerada. Se a diferença de preço for tão grande a ponto de ser desproporcional com relação à diferença de preço normalmente praticada no mercado, isso poderá ser questionado e o consumidor poderá pedir a revisão do preço exigido.

Se eu cair em um golpe, por exemplo, comprar um produto acreditando se tratar de outro, alguém é obrigado a me indenizar? 

O CDC prevê que o fornecedor não pode ser responsabilizado quando ele provar que não colocou o produto ou serviço no mercado. Portanto, se o dano decorrer da ação de terceiros, que não tenham relação com o fornecedor, este não poderá ser responsabilizado. O consumidor só pode pedir indenização daquele que cometeu o golpe.

Como funciona o prazo de garantia?

A lei brasileira não prevê um prazo de garantia que seja aplicado a todos os produtos. O que existe é o prazo de reclamação que pode ser feita a partir da identificação do defeito em um produto. 

O consumidor tem até 90 dias para reclamar com o fornecedor quando adquirir um produto durável com defeito. Tratando-se de produtos não-duráveis, como alimentos e bebidas, o período cai para 30 dias.

E troca de produto?

Há casos em que a troca de produtos não é obrigatória. Por exemplo, quando o consumidor vai a uma loja de roupa, compra uma peça, mas depois se arrepende por causa do modelo, cor ou tamanho, em tese, ele não teria direito à troca, mas as lojas costumam fazer a substituição como uma maneira de agradar e fidelizar o cliente. 

O que fazer quando a loja demora ou não entrega meu pedido?

Se a loja, seja física ou virtual, não entregar o produtos dentro do prazo combinado, o consumidor pode cancelar a compra e ter seu dinheiro de volta sem pagar nenhuma taxa de cancelamento, já que a desistência foi provocada pelo estabelecimento comercial.

Quando o cancelamento é válido?

O cancelamento de uma operação é autorizado pelo CDC em casos de:

  • compras feitas fora do estabelecimento comercial (pela internet, telefone ou vendedor porta a porta),
  • defeitos que o fornecedor não tenha resolvido,
  • informações não condizentes com a realidade na embalagem do produto atraso na entrega de um produto.

Para as demais situações, o cancelamento da compra será liberalidade do fornecedor.

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