Alex Silva/Estadão
Comum nos anos anteriores, cenas de aglomerações em lojas físicas dão cada vez mais espaço a compras online Alex Silva/Estadão

Black Friday 2020: varejistas de moda têm descontos de até 80%

Renner, C&A, Riachuelo e Marisa apostam em ofertas para diversas categorias, como vestuário, calçados e acessórios, e em programas de reembolso

Luciana Lino, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2020 | 12h30

Além de descontos em peças, que podem chegar a 80%, os varejistas de moda apostam em programas de reembolso, o chamado cashback, para novas compras na marca nesta edição da Black Friday, oficialmente nesta sexta-feira, 27. Além das promoções antecipadas, as lojas estenderam as ofertas até o fim do mês. 

De acordo com estudo realizado pela Go2Mob, empresa que oferece soluções integradas para o setor mobile, os itens de vestuário são os mais desejados nesta Black Friday para 18% de 28 mil entrevistados - a categoria ficou atrás apenas dos smartphones (50%) e ficou à frente de produtos como eletrodomésticos (16%) e eletroportáteis (6%). 

Confira as promoções das maiores varejistas de moda para a Black Friday 2020. 

Renner

No site e no aplicativo, as promoções para a Black Friday apresentam descontos de até 80%. A empresa oferece frete grátis para compras de qualquer valor efetuadas pelo aplicativo e para as compras acima de R$ 99,90 feitas pelo site. 

Nas lojas físicas, a Black Friday da Renner ocorre até 30 de novembro, com 60% de desconto nos itens sinalizados com bolinhas pretas ou 20% de desconto nos produtos indicados com etiquetas amarelas. Os descontos são aplicados diretamente no momento do pagamento. 

A loja também vai oferecer cashback para compras efetuadas com o cartão da loja, que será disponibilizado para uso entre entre os dias 7 e 18 de dezembro, em forma de desconto na próxima compra.

C&A

Até o dia 30, a loja oferece descontos de até 70% para todas as categorias e ações exclusivas no e-commerce, aplicativo e nas lojas físicas. Dentre os produtos de destaque, estão aparelhos celulares e acessórios com ofertas de até 50%, maquiagens e produtos de beleza com descontos de até 60% e calçados femininos, masculinos e infantis com até 70% de desconto. Peças de vestuário também entram na promoção, com destaque aos jeans, com peças etiquetadas a partir de R$ 49,99. 

Para Entender

Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio eletrônico e varejo físico do Brasil será no dia 27 de novembro
 

Riachuelo

Todas as categorias, como vestuário, moda casa, calçados e acessórios, apresentam descontos de até 70% no site, no aplicativo e nas lojas físicas até o dia 29 de novembro. 

Nas compras feitas pelo aplicativo, o consumidor pode receber cashback e utilizar o valor recebido durante o mês de dezembro. Quem for comprar pelo site vai encontrar uma lista de produtos selecionados com descontos de até 50% e poderá ganhar 20% off usando um cupom de desconto. 

Marisa

As categorias de vestuário - feminino, masculino, infantil e lingerie - e acessórios serão contemplados por ofertas de até 70% de desconto no site, nas lojas físicas e no aplicativo. A campanha de Black Friday da marca vai até o dia 30 de novembro. 

Os consumidores que adquirirem o cartão da loja poderão se beneficiar da dinâmica de cashback e ganhar de volta 15% do valor da compra para utilizar em dezembro. 

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Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio eletrônico e varejo físico do Brasil será no dia 27 de novembro

Luciana Lino, especial para o Estado

09 de novembro de 2020 | 14h55

Um dos principais eventos no calendário do varejo físico e do comércio eletrônico do Brasil, a Black Friday será no próximo dia 27. Ainda que sob impacto da crise provocada pela pandemia de covid-19, a expectativa para a edição deste ano é de aumento nas vendas, principalmente no e-commerce.

Em 2019, a campanha registrou recorde de faturamento para o comércio eletrônico. Segundo levantamento da consultoria Ebit/Nielsen, o varejo online brasileiro faturou R$ 3,2 bilhões entre quinta e sexta, aumento de 23,6% em relação à data de 2018.

Em 2020, o faturamento deve ser ainda maior. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com o Neotrust-Compre&Confie, a estimativa para a Black Friday 2020 é de crescimento de 77% nas vendas em relação a 2019, atingindo a marca de R$ 6,9 bilhões. A previsão considera o período que vai da quinta anterior até segunda-feira pós-Black Friday. 

Para a Ebit/Nielsen, a alta será 27% nas vendas na comparação com o ano anterior, considerando o período entre quinta e sexta-feira. 

Também é esperado aumento na vendas das lojas físicas. A projeção da Federação do Comércio de São Paulo (FecomercioSP) é de alta de até 3% nas vendas em novembro em relação ao mesmo período de 2019, sob o impacto da data. “Poderíamos estar em um cenário muito melhor, mas, olhando para o contexto, podemos considerar uma vitória ter 3% de aumento em um ano extremamente difícil”, diz o assessor econômico da FecomercioSP, Guilherme Dietze. 

Quais produtos devem ter mais descontos

A plataforma de descontos Promobit fez um levantamento dos produtos mais desejados da Black Friday 2020 e sua projeção de desconto, com base nos descontos médios da Black Friday de 2019. 

O produto mais desejado para este ano é o smartphone, que representa 22% das intenções de compra de 1.500 entrevistados. Segundo a pesquisa, os preços dos smartphones podem cair em torno de 27% este ano. Se a intenção for comprar um iPhone, o desconto passa para 20%, em média.

Entre os produtos mais desejados e listados pelo Promobit, o único não eletrônico é a cadeira, que representa a maior projeção de desconto da lista: 52%. 

Produtos mais desejados e sua projeção de desconto, segundo o Promobit

  • Smartphone - 27%
  • TV - 20%
  • Notebook - 22%
  • Placa de vídeo - 23%
  • Máquina de lavar - 22%
  • Fone de ouvido - 36%
  • PS4 - 45%
  • Monitor - 32%
  • Geladeira - 20%
  • Cadeira - 52%

Como encontrar os melhores descontos

Apesar de a Black Friday 2020 ocorrer só no dia 27 de novembro, os consumidores podem começar a procurar por descontos e ofertas desde agora. “Logo no início do mês de novembro, vários lojistas começam a antecipar algumas ofertas”, diz o diretor do site www.blackfriday.com.br, Ricardo Bove. 

Para acompanhar os preços e seus descontos, ele sugere que o consumidor faça uma lista com os produtos que deseja e tenha em mente quanto está disposto a pagar para ajudar na busca pelas promoções. 

O diretor da ConQuist Consultoria, Roberto Madruga, ressalta que há consumidores que podem fazer o caminho inverso: verificar o orçamento disponível e, a partir dele, traçar suas intenções de compra. 

Mas com tantas ofertas antecipadas, quando comprar o produto desejado? Madruga aconselha a determinar a urgência com a qual você precisa daquele item. “Se você tiver um benefício imediato ao usar aquele produto, não vale a pena esperar, porque pode ser que o estoque acabe antes do dia da Black Friday”, aconselha. Porém, Bove lembra que a maior parte dos descontos ocorre mesmo entre a noite da quinta-feira anterior à Black Friday e o domingo posterior. “Apesar de os lojistas já lançarem boas ofertas agora, a maior parte delas é guardada para o momento da ação”, afirma. 

Os especialistas também recomendam que o consumidor identifique as grandes ofertas de acordo com a categoria do produto. “Você nunca vai encontrar uma lavadora com um desconto de 70%, porque esse é um produto de valor alto”, afirma Bove. 

Para identificar as melhores ofertas, Bove e Madruga aconselham o consumidor a acompanhar os sites e as redes sociais das lojas de preferência, e a ativar as notificações dos e-mails e aplicativos para ser informado sobre as promoções do dia. “O usuário pode se cadastrar antecipadamente nos sites ou nos aplicativos das lojas onde ele está acostumado a comprar, porque muitas dessas ofertas são exclusivas ou antecipadas para quem já é cliente”, diz Bove. 

Como evitar golpes

Você já deve ter ouvido falar no termo “Black Fraude”, utilizado de forma irônica na internet por consumidores que encontram propaganda enganosa em vez de descontos reais. Apesar de a confiança do consumidor em relação à data ter aumentado nos últimos anos, é importante conferir a reputação das lojas.

Bove orienta que o cuidado deve ser redobrado se a compra for feita em uma loja desconhecida. “Se o consumidor vir um desconto que está muito abaixo dos outros, ele tem que desconfiar e procurar a reputação da loja na internet para identificar se não é um desconto falso.” A pesquisa antecipada dos preços ajuda o consumidor a identificar os descontos reais. 

Uma das possibilidades é consultar a reputação da marca em sites como o Reclame Aqui, em que é possível filtrar as reclamações dos consumidores por empresa e checar a resposta dela. Procure informações cadastrais como CNPJ, razão social e telefone fixo para contato.

Para as compras realizadas no e-commerce, uma das formas de checar se as informações do site são criptografadas de ponta a ponta é conferir os ícones que aparecem no próprio navegador. Um dos indicativos é quando a URL do site começa com “https”, em que S vem de ‘segurança’. 

Além disso, ao lado do campo de endereço há um ícone de cadeado, que certifica a segurança do site. Porém, o ícone do cadeado não significa uma transação comercial totalmente segura. De acordo com o especialista em segurança da informação e consultor da assessoria Daryus, Hélio Cordeiro, o cadeado dificulta o vazamento de informações, mas não significa que o comerciante envolvido na negociação seja idôneo. 

Ainda que o cliente esteja realizando a compra em um site idôneo, a clonagem dos dados do cartão de crédito ainda é uma possibilidade. Por isso, é preciso se cuidar: evite comprar por meio de computadores compartilhados ou redes de wi-fi pública, em que todas as informações enviadas à rede podem ser capturadas e repassadas a terceiros. Mesmo em casa, instale no computador ferramentas como antivírus e firewall, que bloqueiam invasores, e mantenha os sistemas operacionais de computadores, smartphones e tablets atualizados. 

Outra possibilidade para evitar a clonagem de dados é o uso do chamado cartão virtual. Algumas instituições financeiras oferecem a ferramenta, gerada na hora, a partir da solicitação do cliente no aplicativo ou site. “Além de poder fazer uma compra única, não fornece seu dado real", explica Hélio Cordeiro.

A compra é lançada na fatura convencional e integra o mesmo limite, mas os números do cartão e código de segurança são diferentes do cartão físico. Após o cliente efetuar a compra, os números são inutilizados. Dentre as instituições que já oferecem o cartão virtual estão Nubank, Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica.

A origem da Black Friday

A origem do termo Black Friday (Sexta-feira Negra, em tradução livre) não é exata, mas não está relacionada à venda de escravos, hipótese que ganhou força nas redes sociais no ano passado. 

Há teorias que indicam que a expressão surgiu no fim do século 19, em referência a um colapso da “corrida do ouro” na Bolsa de Valores norte-americana. A palavra “negra” é erroneamente utilizada na história para descrever algum evento tido como negativo.

Outra teoria que explica o termo é seu suposto uso por policiais da Filadélfia, nos anos 1960, que descreviam como “Black Friday” a data que sucede o Dia de Ação de Graças. Na ocasião, o trânsito da cidade ficava congestionado devido ao fim do feriado e os lojistas teriam aproveitado a lentidão dos veículos para expor descontos promocionais nas fachadas das lojas, com o intuito de atrair compradores. Essa origem foi descrita pelo repórter do jornal diário Philadelphia Bulletin, Joseph P. Barrett, em um artigo de 1994.

Apesar das teorias, o que se sabe é que, em relação ao período de compras, o termo ganhou popularidade nos Estados Unidos durante a década de 1990, sobretudo com o surgimento do e-commerce. Na data, diversas marcas oferecem grandes descontos para os consumidores, iniciando a temporada de compras para o Natal.

Black Friday no Brasil

A campanha chegou ao Brasil por meio do site Busca Descontos, em 2011, focado inicialmente nas promoções pela internet. O Busca Descontos surgiu em 2010 como um site de promoções via cupons e, desde então, é um dos líderes em ofertas no e-commerce. Além da Black Friday, o site promove o Cyber Monday, Brasil Day, Boxing Week, Mega Saldão e Dia do Frete Grátis - todos eventos importantes para o comércio eletrônico.

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Venda de eletrônicos na Black Friday deve crescer até 15%, dizem fabricantes

Se confirmado, avanço será menor que o de 2019 na comparação com o ano anterior; projeção é que descontos sejam menores nesta edição do evento

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2020 | 15h53

As vendas nesta Black Friday de eletroeletrônicos, normalmente os produtos mais desejados pelo consumidor na data, deverão aumentar entre 10% e 15%, aponta levantamento da Associação  Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Eletros) com as indústrias responsáveis por 90% do mercado nacional. Na Black Friday do ano passado, as vendas desses itens tinham avançaram 18% em relação a 2018.

Uma forte demanda reprimida provocada pelo fechamento das lojas físicas no segundo trimestre impulsionou os negócios entre a indústria e o varejo no terceiro trimestre, quando foram reabertos os pontos de venda do comércio. Nessa arrancada, segundo a Eletros, o consumidor antecipou parte das compras. Esse é um dos motivos que explicariam um crescimento menor de vendas desses itens nesta Black Friday.

Também a pressão de custos de matérias-primas, que tem impacto sobre os preços dos eletrônicos, deve significar descontos menores para o consumidor nesta Black Friday. Isso pode arrefecer o desempenho das vendas na data em relação a anos anteriores.

Capacidade plena

Nos últimos meses, a indústria do setor está em ritmo acelerado para atender os pedidos do varejo. De agosto a outubro, mais de 80% das fábricas estão operando na capacidade máxima, com ociosidade de cerca de 3%. “Parte  considerável das nossas fábricas ampliou a produção para três turnos, o que não era registrado desde 2016”, diz o presidente da entidade, José Jorge do Nascimento.

Com a retomada, as vendas da indústria para o varejo no terceiro trimestre cresceram 73% em número de unidades na comparação com o trimestre anterior, quando a queda  havia sido de quase 20%.

Nascimento aponta vários fatores combinados que levaram a essa virada do mercado do terreno negativo  para o positivo. Um deles é que as pessoas isoladas em casa passaram a  dar prioridade para mais conforto e equiparam o domicílio. Com isso,  compraram mais eletrodomésticos e eletroeletrônicos. O outro fator é que o auxílio emergencial garantiu renda básica para as famílias mais pobres, o que sustentou, em parte, o ritmo de atividade da economia como um todo.

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Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio eletrônico e varejo físico do Brasil será no dia 27 de novembro

 

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Redes de fast-food apostam em promoções ‘agressivas’ para a semana da Black Friday

Lanchonetes investem em parcerias com empresas de delivery, para evitar as aglomerações vistas nas lojas no ano passado

Luciana Lino, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2020 | 15h41

De olho na proximidade da Black Friday 2020, nesta sexta-feira, 27, as empresas de fast-food têm apostado em promoções mais “agressivas” nesta semana para atrair clientes. O formato deu certo em 2019, quando lanchonetes atraíram multidões na data. 

Por outro lado, em ano de pandemia, as redes estão investindo em parcerias com empresas de delivery, como iFood, Rappi e Uber Eats. Os sistemas de pagamentos, como o Mercado Pago, também têm atuado como parceiros das redes. 

Veja abaixo as promoções que as principais redes de fast-food estão oferecendo para esta semana de Black Friday. 

McDonald's

A rede McDonald’s começou a liberar ofertas no dia 12 de novembro. Porém, desde segunda-feira, 23, o cliente pode comprar dois sanduíches Big Mac por R$ 6,90, pagando pelo Código QR no aplicativo do Mercado Pago, desde que ainda não tenha participado da promoção em parceria com o sistema de pagamentos. 

Outras promoções estão disponíveis no aplicativo, no site e no WhatsApp da marca para compras nos balcões e no drive-thru dos restaurantes, como o combo 5 cheeseburgers e 5 McFritas pequenas por R$ 37,90. 

No delivery, a marca lançou promoções que chegam a 50% de desconto no iFood até domingo, 29, como a oferta 2 Quarteirão, 2 McFritas Médias e 2 bebidas.  

Na sexta-feira, o cliente vai poder escolher 4 itens, entre Cheeseburger, Extra Chicken, McFiesta, McFritas Média ou McNuggets, por R$19. A promoção está disponível no iFood.

Burger King

A rede lançou um hotsite no dia 19 de novembro, onde estarão disponíveis os cupons de desconto. O usuário deve fazer uma cópia dos cupons no celular e apresentá-los nas lojas físicas para resgatar os pedidos até o dia 23 de dezembro nas lojas físicas da rede. 

Para a própria sexta-feira, o hotsite do Burger King dará acesso a uma oferta especial para o Cheeseburger: 5 sanduíches sairão por R$ 9,90. Outras ofertas serão disponibilizadas ao longo do dia. 

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Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio eletrônico e varejo físico do Brasil será no dia 27 de novembro

Bob’s

Desde segunda-feira, 23, os clientes têm direito a descontos de até 70%. Entre quinta, 26, e domingo, 29, nas lojas físicas da rede, haverá ofertas como o Trio Tentador Carne, de R$ 29,90 por R$ 19,90, o Trio Tentador Frango, de R$ 27,90 por R$ 17,90 e o Milk Shake de 300ml por R$ 7,90. 

Em parceria com o Mercado Pago, o Bob's vai oferecer o Trio Big Bob de R$ 26,50 por R$ 16,50 - a promoção é válida somente para as compras feitas pelo aplicativo do Mercado Pago. Ao chegar à loja, o cliente deverá escanear o QR Code para pagamento que levará para o app Mercado Pago.

Na própria sexta-feira, o cliente pode pedir o Milk Shake de 300 ml por 70% de desconto no Rappi e no iFood. No Uber Eats, a promoção para a sexta contempla três Milk Shakes de 300 ml pelo valor de um, e novos consumidores poderão comprar um milk shake de 300 ml por R$ 1.

Subway

Até o dia 29, a Subway vai promover a SubWeek, com dois sanduíches de 15 cm por R$ 15,90. A rede também contará com promoções no delivery, no estilo ‘leve 2, pague 1’. Porém, nesse caso, as ofertas dependerão de cada restaurante.  

Habib’s

A rede disponibilizou sua campanha de Black Friday desde o início do mês. Para esta semana, o destaque é a promoção “Rodízio de Bib’sfiha”, que acontece nesta quarta-feira, 25, e, depois, nos dias 30 de novembro, 1.º e 2 de dezembro. Dentro dos salões, os clientes poderão comer esfihas à vontade pelo valor de R$19,90 por pessoa. 

A rede também contará com duas campanhas para o iFood. Entre esta quarta e quinta-feira, 26, acontece a ação ‘Tudo por R$ 9,99’, com as seguintes opções: 10 esfihas clássicas, 6 esfihas de qualquer sabor ou 6 mini quibes. Para os dias 27 e 30 de novembro, a campanha ‘Tudo por R$ 0,99’ abraçará 6 esfihas clássicas, 4 esfihas de qualquer sabor ou 2 esfihas de chocolate. 

Ragazzo

Dentre as ofertas para a semana de Black Friday da redehá promoções exclusivas para o iFood. Nesta quarta e na quinta-feira, 26, a oferta ‘Tudo por R$ 9,99’ vale para 10 coxinhas de frango ou calabresa, 12 Ragazzones ou 1 lasanha ao sugo ou bolonhesa. Para os dias 27 e 30, a campanha ‘Tudo por R$ 0,99’ contempla 6 coxinhas de frango ou calabresa, 7 ragazzones, ou 1 nhoque ao sugo ou bolonhesa.

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Procon-RJ publica lista de sites não recomendados

Mais de 200 páginas suspeitas aparecem na listagem; fundação também criou uma cartilha com orientações para consumidores

Luciana Lino, especial para o Estadão

24 de novembro de 2020 | 16h56

Com a proximidade da Black Friday 2020, na próxima sexta-feira, 27, o Procon-RJ lançou uma lista com 203 sites não recomendados para compras online. O intuito é ajudar o consumidor a verificar páginas e lojas virtuais que não são consideradas seguras.

De acordo com a entidade de defesa do consumidor, diversos fatores foram analisados para a criação da lista. Foram acrescentadas empresas que não cumprem com a entrega dos produtos e serviços comprados, não respondem às reclamações do consumidor e não respondem às notificações enviadas pelo Procon.

O órgão também avaliou se o estabelecimento tem cadastro ativo na Receita Federal, se está apto a emitir nota fiscal e se o site disponibiliza informações de contato e dados da empresa.

O Procon-SP também tem a sua relação de sites que devem ser evitados pelo consumidor. A listagem foi atualizada em março deste ano.

Dicas para o consumidor

De acordo com o presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho, o consumidor não deve enviar cópias dos seus documentos pessoais por e-mail e por aplicativos de mensagens, mesmo que a loja afirme que o envio é necessário para a emissão de nota fiscal, atualização de cadastro, fornecimento de descontos ou confirmação de endereço. “Essa é a forma mais comum utilizada para burlar a verificação em duas etapas, que é uma segurança maior para o usuário”, diz.

Coelho também orienta o cliente a não informar os códigos gerados por empresas que anunciam e vendem por telefone, WhatsApp e SMS, e reforça a preferência pelo pagamento via cartão de crédito. “Atenção com os sites que só aceitam boleto bancário, pois, se houver algum problema com a compra, o consumidor terá mais dificuldade de ressarcimento junto ao banco”, afirma.

Por fim, é recomendável que os consumidores efetuem compra de produtos ou serviços em sites que tenham endereço físico em território brasileiro. “Nossa lei tem abrangência nacional e ocorrendo algum problema com o pedido realizado em site estrangeiro, haverá dificuldade na aplicação do Código de Defesa do Consumidor”, finaliza Coelho.

Cartilha de orientações

No fim de outubro, o Procon-RJ preparou uma cartilha voltada para os consumidores que desejam comprar na Black Friday.

Entre as recomendações para as compras nas lojas físicas, a entidade destaca que o preço do produto deve estar visível, ser exibido no seu total à vista e que condições de pagamento, como a quantidade, a duração e valor das prestações, bem como os juros e eventuais acréscimos e encargos, devem estar explícitos.

Em relação às compras online, a cartilha orienta o internauta a desconfiar de sites que oferecem preços muito abaixo do mercado e dar preferência aos sites com boa reputação.

Para Entender

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Confira os seus direitos como consumidor

Procon-SP tem feito reuniões preventivas com as lojas que tiveram mais reclamações na data de descontos no ano passado 

Érika Motoda, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2020 | 13h00

Transparência das lojas e atenção dos clientes. Se essa receita é capaz de prevenir maiores dores de cabeça no dia a dia, quem dirá agora com a proximidade da Black Friday e as compras por impulso. O evento de descontos deste ano será na próxima sexta-feira, 27, mas muitas redes varejistas anteciparam as promoções, que começaram já no início de novembro. 

O Procon-SP, vinculado à Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, tem feito desde o início do mês reuniões preventivas com as varejistas mais reclamadas na edição passada da Black Friday, como Carrefour, Magazine Luiza e B2W (Americanas, Submarino e Shoptime). “O primeiro compromisso firmado é o de deixar muito bem esclarecido quais produtos vão estar em promoção e todas as regras que serão aplicadas. Em segundo lugar, que haja um pós-venda eficiente, que atendam rapidamente os clientes”, disse o diretor-executivo da fundação, Fernando Capez

Do lado dos clientes, é importante saber os direitos básicos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e como fazer o uso consciente do dinheiro. O Estadão consultou o advogado Pedro Barradas Barata, sócio do escritório Pinheiro Neto, e a coordenadora do programa de Serviços Financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, para tirar dúvidas sobre o tema. 

Pesquisei o preço na internet e decidi comprar porque estava em promoção. Mas, na hora de pagar, o valor promocional não estava mais lá. Isso pode ser considerado abusivo? 

Essa prática fere o Código de Defesa do Consumidor; a maior dificuldade será provar o ocorrido. O CDC garante que o fornecedor é obrigado a vender pelo preço promocional que anunciou. O fornecedor até pode colocar exceções, mas precisa estar bem sinalizado. Tire prints da página da internet para comprovar que o desconto foi anunciado. 

Se o lojista facilitar a compra por Pix, por exemplo, mas não oferecer as mesmas comodidades para a compra no cartão de crédito, isso pode ser considerado abusivo? 

Não. Durante um tempo, houve a discussão se poderia haver preços diferentes para cada forma de pagamento, tanto no estabelecimento como fora (nas lojas online). Atualmente, há uma lei federal que permite cobrar preços diferentes, baseado no argumento de que cada forma de pagamento tem um custo. Por exemplo, se o lojista aceita cartão de crédito, ele tem que pagar uma tarifa sobre o porcentual da venda para as empresas de cartão. 

A empresa é obrigada a informar a data de entrega na hora da compra? 

A empresa é obrigada a dar prazo de entrega e não exceder o limite que ela se comprometeu. Existem alguns Estados com leis que preveem o agendamento da entrega, mas a regra vale mais para produtos em que é necessário fazer instalação. Se forem outros produtos, entregues pelos Correios, aí não há muito controle do horário exato.

O que fazer quando a loja demora ou não entrega meu pedido?

Se a loja, seja física ou virtual, não entregar o produtos dentro do prazo combinado, o consumidor pode cancelar a compra e ter seu dinheiro de volta sem pagar nenhuma taxa de cancelamento, já que a desistência foi provocada pelo estabelecimento comercial.

Acabei perdendo o controle e gastei mais do que deveria no cartão de crédito. Posso renegociar as parcelas? Se sim, com quem tenho que falar, com o banco ou com a loja?

Para renegociar a parcela, é necessário entrar em contato com o emissor do cartão de crédito, porque é ele quem faz o pagamento para a loja. Mas não existe nenhuma obrigação legal do banco renegociar a dívida. Em caso de compras realizadas fora da loja, a lei garante o direito ao arrependimento em um período de sete dias após a compra, em que é possível cancelar a operação. 

Para Entender

Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio eletrônico e varejo físico do Brasil será no dia 27 de novembro

Quando o cancelamento é válido?

O cancelamento de uma operação é autorizado pelo CDC em casos de:

  • compras feitas fora do estabelecimento comercial (pela internet, telefone ou vendedor porta a porta),
  • defeitos que o fornecedor não tenha resolvido,
  • informações não condizentes com a realidade na embalagem do produto atraso na entrega de um produto.

Se eu comprar algum produto na Black Friday estrangeira, estou resguardado de alguma forma pelas leis brasileiras?

Não. Ainda que a empresa envie um produto para o Brasil, a lei nacional não vai se aplicar à compra. Você estará sujeito às leis do país onde se encontra esse site.

Meu produto veio danificado. Tenho direito de receber o dinheiro de volta? 

Uma vez notificado sobre o defeito, o fornecedor tem até 30 dias para resolver o problema encontrado pelo cliente. Caso desrespeite esse período, o consumidor tem três opções: 

  • pedir um produto igual e sem defeito, 
  • exigir o dinheiro de volta ou 
  • requerer o abatimento do preço.

Vale a pena pegar um empréstimo pessoal para aproveitar as promoções?

A não ser algo que vá impulsionar a sua atividade profissional, não faz sentido se endividar para se beneficiar de um desconto. Ao pegar um empréstimo, você ainda estará sujeito a pagar juros, que podem ser altos. 

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