Pixabay
Compras online da Black Friday devem movimentar R$ 6,38 bilhões, segundo a ABCom; promoções começam já na quinta-feira. Pixabay

Black Friday 2021: Qual o melhor horário para fazer compras online? 

Maioria das ofertas costuma aparecer na noite de quinta-feira, segundo levantamento da Promobit; confira melhores horários para encontrar promoções

Heloísa Scognamiglio , O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2021 | 15h00

A Black Friday está marcada para começar oficialmente nesta sexta-feira, 26, mas quem planeja aproveitar os preços mais baixos já pode começar a garimpar as ofertas a partir das 18h desta quinta-feira, 25. 

Isso porque a maioria das promoções da Black Friday já começa a aparecer nas lojas virtuais a partir desse horário, segundo estudo realizado pela plataforma online Promobit, que agrega informações sobre ofertas e descontos do e-commerce. O levantamento analisou os dados da Black Friday de 2019 e 2020. 

Segundo Fabio Carneiro, CEO do Promobit, a antecipação de ofertas mais agressivas é uma estratégia dos varejistas para tentar garantir a venda em momentos de menor concorrência. “Inclusive, aqui no Promobit, nós consideramos como Black Friday o período que vai de quinta-feira a partir das 19h até o fim de segunda-feira, pois também é comum aparecerem promoções durante o fim de semana, terminando somente na Cyber Monday”, afirma. A Cyber Monday, assim como a Black Friday, é uma data em que o comércio realiza promoções. 

Na própria sexta-feira, os horários dos principais descontos costumam variar de um ano para o outro. A Promobit estima os melhores horários para compra, mas Carneiro explica que as promoções no dia dependem dos resultados de vendas alcançados pelas lojas anteriormente, entre 18h de quinta e 1h de sexta, chamado de “horário de ouro” da Black Friday. 

Veja os melhores horários para fazer compras na Black Friday 2021

O levantamento da Promobit identifica os horários com maior quantidade de promoções para cada categoria de produtos nas últimas duas edições da Black Friday, estimando os melhores horários para compra na Black Friday 2021. Confira: 

  • Roupas e calçados femininos: Picos das 21h às 22h de quinta, e também às 21h de sexta;
  • Roupas e calçados masculinos: Picos às 11h de quinta, entre 21h e 22h de quinta, meia-noite de sexta, e também às 21h de sexta;
  • Smartphones: Horários de pico que podem variar, mas a maior concentração ocorre entre 23h de quinta e 2h de sexta;
  • Informática: Horários de pico podem variar, mas o intervalo entre 19h de quinta e 2h de sexta possui boa concentração de ofertas;
  • Áudio e Vídeo (TV, fones de ouvido, caixas de som): Maiores chances de encontrar promoção na virada de quinta para sexta, mas a recomendação é procurar a partir das 22h de quinta;
  • Eletrodomésticos: Maior distribuição entre as ofertas que aparecem entre quinta e sexta, com picos à meia-noite;
  • Games: Categoria mais “imprevisível”, podendo ou não ter picos à meia-noite, mas concentra mais promoções entre quinta e sexta.

Quanto tempo duram as ofertas?

Outro levantamento realizado pela Promobit, com dados da Black Friday de 2020, aponta que o tempo médio em que uma oferta ficou no ar foi de 102 minutos. Se a tendência se confirmar neste ano, quer dizer que o consumidor, ao encontrar uma boa oferta do produto que pretende adquirir, não deve perder tempo. 

“A dica é acompanhar os preços, principalmente a virada de quinta para sexta, e, se aparecer o produto que ela deseja comprar por um preço muito bom, ela já garantir a compra para não perder essa oportunidade”, recomenda Carneiro. 

Mesmo com as estimativas, Carneiro afirma que a duração das ofertas pode ser influenciada por inúmeros fatores. 

“É difícil estimar quanto tempo uma oferta vai ficar online, mesmo traçando uma média. Tudo vai depender da agressividade do mercado, de qual vai ser o desconto praticado. Temos também a questão de estoque, que não é muito aberta. O que sabemos, acompanhando o mercado, tanto brasileiro como internacional, é que existe um risco forte de estoque limitado, diversas categorias desabastecidas, mas a gente não tem a real dimensão disso. Então, quanto mais escassos os estoques, e também quanto mais agressiva a precificação, menos vão durar as ofertas”, explica. 

A categoria que teve as promoções mais rápidas em 2020 foi a de câmeras, filmadoras e drones, com um tempo médio de 5 minutos. Já a com descontos que duraram mais tempo foi a de brinquedos e hobbies, com promoções com um tempo médio de 141 minutos. Veja a duração média (em minutos) das promoções de todas as categorias pesquisadas pela Promobit na Black Friday de 2020: 

  • Bebidas: 101 minutos 
  • Bebês e Crianças: 47 minutos
  • Brinquedos e Hobbies: 141 minutos
  • Cama, Mesa e Banho: 46 minutos
  • Casa e Construção: 114 minutos
  • Câmeras, Filmadoras e Drones: 5 minutos
  • Eletrodomésticos: 109 minutos
  • Eletroportáteis: 104 minutos
  • Eletrônicos, Áudio e Vídeo: 105 minutos
  • Esporte e Lazer: 85 minutos
  • Ferramentas e Jardim: 66 minutos
  • Games: 125 minutos
  • Informática: 103 minutos
  • Livros, eBooks e eReaders: 69 minutos
  • Mochilas e Malas: 81 minutos
  • Moda e Calçados Femininos: 116 minutos
  • Moda e Calçados masculinos: 84 minutos
  • Móveis e Decoração: 56 minutos
  • Perfumes e Beleza: 97 minutos
  • Peças e Acessórios para automóveis: 88 minutos
  • Saúde e Higiene: 115 minutos
  • Smartphones, Tablets e Telefones: 113 minutos
  • Supermercado e Delivery: 86 minutos
  • Utilidades Domésticas: 103 minutos 
  • Outros: 125 minutos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Black Friday 2021: brasileiro se rende a sites chineses e produtos ‘baratinhos’

Para ter o gostinho de comprar na data de descontos, quem está sem dinheiro reduziu o valor do objeto de desejo; sites chineses aumentam promoções e facilidades para o consumidor brasileiro

Wesley Gonsalves, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2021 | 13h39

Em tempos de dinheiro curto, como participar da Black Friday? A resposta que muitos brasileiros estão encontrando para essas perguntas está na China - ou, mais especificamente, nos sites asiáticos que vendem produtos baratinhos, partindo de R$ 1,99. É de olho nesse grande contingente de pessoas que não podem gastar muito que sites como Shopee, Shein e AliExpress ganham força no Brasil.

Esses gigantes chineses, que têm ampliado sua estrutura no País e garantido frete grátis para uma parcela maior de suas compras, já são rivais de peso para as gigantes nacionais que sempre dominaram a Black Friday, como Magazine Luiza, Via (dona de Casas Bahia e Ponto) e Americanas. Nas buscas da internet, essas forças asiáticas chamam mais a atenção do que as tradicionais varejistas locais.

De acordo com um levantamento de menções à Black Friday na internet, feito pela plataforma Wiz&Watcher entre 11 e 23 de novembro, das cinco marcas mais lembradas em relação à data de compras na rede, apenas uma era brasileira. Ao todo, foram analisadas 52 mil publicações que citam a data de descontos. Nomes como Shopee, AliExpress, Shein, Amazon e Lojas Americanas saíram na frente. 

As varejistas Magalu e Mercado Livre também apareceram nas publicações da internet, mas em menor quantidade.  “Existe uma desconfiança do brasileiro em relação a efetividade das promoções da Black Friday no País. Com essa super digitalização do processo de compra, é mais fácil comparar e ver os preços que são praticados lá fora”, afirma a fundadora da Wiz&Watcher, Cíntia Gonçalves. 

Nem o dólar alto ou o tempo mais longo para a entrega tem sido um empecilho para as compras além das fronteiras. Para a empreendedora Fernanda Magalhães, de 30 anos, o foco das compras na China são as decorações de Natal. "Fui a lojas físicas atrás de promoções, mas o preço estava muito mais alto”, afirma. “Meu carrinho de compras na Shopee está cheio, vou esperar até sexta-feira para ver se diminui ainda mais o valor."

Black Friday das ‘quinquilharias’

Segundo um levantamento da plataforma Buzzmonitor sobre intenção de compras para a Black Friday - que analisou dados do Twitter entre agosto e outubro deste ano -, as principais categorias de desejo dos brasileiros para a data de descontos serão itens de vestuários (46,7%), entretenimento (23,9%), livros (21,3%) e tecnologia (8,2%). 

Com a grana mais curta em 2021, portanto, uma parcela dos consumidores deixou de lado a busca por itens mais caros, como os eletrônicos, e acabou migrando para as superficialidades. Uma compra focada não na necessidade, mas no prazer de gastar. 

Para o estudante Tainan Toldo, de 24 anos, a expectativa é angariar produtos que não sejam tão afetados pela variação cambial e ainda ofereçam o frete grátis. "Nas lojas gringas, agora na Black Friday, vou focar mais em coisas mais superficiais como capinha para celular, fones de ouvido e fita led", conta.

Promoções ‘tropicalizadas’

Diante o crescimento do consumo brasileiro de produtos importados, algumas plataformas já trazem opções de pagamento convertidas para a moeda local, como explica o fundador da Vixtra, Guilherme Rosenthal. “Nós temos sites chineses hoje que nacionalizaram a forma de pagamento, o que facilita para os clientes e evita que eles sejam tarifados pela autoridade alfandegária do País”, conta. 

Para atender ao público que está em busca das promoções e quer comprar online nos sites estrangeiros, a gigante do e-commerce AliExpress decidiu aumentar sua frota para voos no País. A partir da Black Friday, a companhia passa de cinco para seis voos semanais com as cargas dos clientes. 

A ação ocorre diante do aumento de compras no mercado brasileiro, que atualmente é o quinto país em vendas para a empresa chinesa. “Nós tentamos oferecer um preço de fábrica nos produtos para os consumidores no Brasil. Somos até 39% mais baratos do que os concorrentes”, afirma o executivo da companhia no Brasil, Yan Di.

Dados da empresa de inteligência e análise de dados App Annie mostram que o AliExpress ultrapassou seus concorrentes Magazine Luiza e Americanas no número de usuários cadastrados. 

Segundo divulgado, atualmente a companhia do conglomerado chinês Alibaba tem mais de 4,7 milhões de consumidores ligados à plataforma no Brasil. Desde agosto, a empresa decidiu aceitar no seu marketplace vendedores brasileiros que podem comercializar os produtos em solo nacional, ou para o mercado internacional.  / COLABORARAM RAFAEL NASCIMENTO E SOFIA HERMOSO, ESPECIAL PARA O ESTADÃO

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Black Friday 2021: confira dicas para aproveitar as promoções sem dor de cabeça

Especialistas apontam como verificar se a compra vale mesmo a pena e recomendam que os consumidores fiquem atentos às fraudes nas compras online e aos seus direitos 

Heloísa Scognamiglio , O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2021 | 09h56

A Black Friday, data em que lojas realizam promoções e oferecem descontos especiais, ocorre na próxima sexta-feira, 26. Com promessas de ofertas imperdíveis pelos lojistas, muitos consumidores que já planejam comprar um produto específico aguardam o dia para aproveitar os preços mais baixos. 

Mas o evento, que se tornou uma das principais datas do comércio no País, também pode apresentar perigos, como fraudes e falsos descontos. Para aqueles que estão decididos a realizar compras durante a promoção, é preciso ter cautela e ficar atento às tentativas de golpes - e também aos direitos como consumidor. 

Como a Black Friday deste ano ocorre em meio à alta da inflação e dos juros, também é necessário avaliar cuidadosamente se a decisão de compra realmente compensa. 

Especialistas consultados pelo Estadão dão dicas para os consumidores aproveitarem a Black Friday sem maiores problemas. Confira abaixo. 

Quais cuidados se deve tomar ao realizar uma compra? 

A Black Friday é uma data muito importante para o e-commerce. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), lojas virtuais do País devem movimentar R$ 6,38 bilhões no próximo dia 26. Em 2020, as vendas ficaram em cerca de R$ 5,1 bilhões. Ao realizar compras online, é importante que os consumidores tomem alguns cuidados - e, durante a Black Friday, não será diferente. 

Para aproveitar as ofertas sem dores de cabeça, especialistas recomendam acompanhar com antecedência o preço médio dos produtos para avaliar se o desconto oferecido durante a Black Friday é real. Também é recomendado comparar os valores promocionais entre várias lojas antes de finalizar a compra. Preços muito abaixo da concorrência em compras online devem despertar desconfiança. 

“Não confie em ofertas mirabolantes”, diz Rodrigo Jorge, diretor executivo de Segurança da Neoway. “O golpista vai querer atrair a vítima enchendo os olhos dela com um produto muito mais barato do que é possível. É preciso conferir em outras lojas se aquela oferta existe. Isso vale para ofertas em anúncios, em sites, em todos os lugares da internet”, orienta. 

Ainda em relação ao comércio eletrônico, Jorge afirma que o consumidor nunca deve clicar em links que afirmam ter promoções e que chegam por e-mail, redes sociais, WhatsApp ou mensagem de texto. Esses links podem conter softwares maliciosos ou até mesmo direcionar o consumidor para um site clonado. 

“Golpistas podem clonar sites de grandes lojas. Eles colocam um site falso no ar e o consumidor pensa que está comprando no site verdadeiro. Por isso, ao comprar em lojas já conhecidas, é recomendado que você mesmo digite o link, com cuidado, para realmente entrar no site verdadeiro e não ser direcionado para esses sites falsos”, diz Jorge. 

Ele também indica o uso de antivírus, que detectam sites falsos - esse serviço, no entanto, costuma estar disponível somente nas versões pagas desses programas. Já em compras pelo celular, ele recomenda utilizar sempre os aplicativos oficiais das lojas. 

Para verificar se um site desconhecido é seguro, Jorge recomenda reunir o máximo de informações da página, conferir se há um CPNJ, verificar o CNPJ no site da Receita Federal, identificar um endereço e verificar se ele existe, e também pesquisar a reputação da página em sites como o Reclame Aqui, por exemplo. O Procon-SP também disponibiliza uma lista de sites de empresas que são más fornecedoras e devem ser evitadas.  

Em relação às formas de pagamento nas compras online, o especialista recomenda o uso de carteiras digitais, que oferecem mais segurança aos dados, ou o cartão de crédito virtual oferecido pelos bancos. “E nunca salvar os dados do cartão de crédito físico nos sites”, diz. 

Já em relação ao Pix, Jorge alerta que, caso o consumidor faça a transferência para um golpista, é mais difícil obter o valor de volta. Outros cuidados na hora de fazer compras online são nunca utilizar redes de wi-fi públicas e nunca repetir senhas para acessar diversos sites de compras - é preciso ter uma senha para cada. 

Cuidados ao comprar na Black Friday: 

  • Acompanhar oscilações de preço do produto, para verificar se desconto é real; 
  • Desconfiar de preços muito baixos; 
  • Não clicar em links recebidos por e-mail, redes sociais, WhatsApp ou mensagens de texto; 
  • Usar antivírus; 
  • Se certificar de acessar sites corretos das lojas, digitando o link, ou usar aplicativos oficiais dos estabelecimentos;
  • Não usar redes wi-fi públicas;
  • Usar senhas diferentes para os diversos sites;  
  • Em sites desconhecidos, verificar informações como CNPJ e endereço da loja, além de pesquisar a reputação; 
  • Utilizar carteiras digitais ou cartão de crédito virtual para pagamentos.   

Direitos do consumidor

É importante que o consumidor também esteja atento aos seus direitos durante as compras da Black Friday. Segundo Milton Delgado Soares, professor do curso de Direito da Universidade Candido Mendes, um dos pontos que devem ser observados é o direito à informação, de forma clara e transparente. 

“O Código de Defesa do Consumidor estabelece que ele deve ser informado adequadamente sobre produtos e serviços. O fornecedor tem que esclarecer tudo para o consumidor”, afirma. 

Soares também destaca como, especialmente na Black Friday, em que o volume de vendas é muito grande, há muitos casos em que não há a entrega do produto. Em casos assim, o consumidor pode tentar cobrar a própria loja, mas, não havendo acordo, é possível entrar com ação no Juizado Especial Cível para pequenas causas. 

“No meu entendimento, caberia até mesmo pedido de indenização por dano moral, em razão da frustração por não poder usufruir daquilo que foi criado uma expectativa, que é o produto”, diz Soares. 

A advogada Renata Abalém, presidente da Comissão de Direito do Consumidor da OAB - GO, cita outro direito importante: o direito de arrependimento para compras realizadas a distância, online ou por telefone. O consumidor tem até 7 dias corridos, após receber o produto, para devolver e receber de volta integralmente o valor que pagou, ou solicitar uma troca. 

Em lojas físicas, o direito a troca só ocorre caso o produto comprado apresente algum defeito. A reclamação deve ser feita no prazo de 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para produtos duráveis, para que haja a troca. 

“As lojas podem ter a política de troca delas, geralmente em que é possível trocar o produto que não tem defeitos em até 20 ou 30 dias. É assim que é possível trocar um presente que você recebeu e não gostou, por exemplo. Mas é algo que elas fazem para conquistar o consumidor. As lojas físicas só são obrigadas a trocar no caso de defeito”, afirma Renata. 

Caso o produto apresente um defeito fora do período em que a troca é permitida, mas for provado que o produto já veio com defeito, o que é chamado de defeito oculto, a loja terá que providenciar o reparo. 

Renata também ressalta que, em casos onde o consumidor comprou um produto na Black Friday e depois percebeu que o desconto era falso (ou seja, que o produto teve o preço elevado para depois cair no dia da promoção), ele pode reclamar e, inclusive, entrar com uma ação na justiça. 

No entanto, caso o consumidor perceba a prática de desconto falso em uma loja, mas não adquiriu nenhum produto, ele pode apenas denunciar o estabelecimento nos órgãos de defesa do consumidor. A denúncia muitas vezes pode ser feita de forma anônima e precisa de provas.

Direitos do consumidor para se ter em mente na Black Friday: 

  • O consumidor deve ser informado adequadamente pela loja sobre produtos e serviços;  
  • Em casos em que não há a entrega do produto e a loja não resolve o problema, o consumidor pode entrar com ação judicial; 
  • Em compras online ou por telefone, o consumidor tem 7 dias corridos a partir de quando recebe o produto, para devolver e receber o dinheiro de volta, ou solicitar uma troca - não é preciso haver motivos;
  • Em lojas físicas, a troca do produto só pode ser solicitada caso haja defeito, no prazo de 30 a 90 dias;
  • Caso haja defeito oculto, notado após o período em que a troca é permitida, a loja deve promover o reparo do produto.  

Vale a pena comprar na Black Friday?

Guilherme Dietze, assessor econômico da Fecomércio-SP, explica que, por conta do cenário de alta da inflação, dificilmente serão encontrados produtos mais baratos este ano em relação ao ano passado. 

“Pode haver um ou outro produto que o lojista tem de estoque remanescente e conseguiu manter o preço. Mas a tendência é que os valores sejam bem maiores”, diz. Há situações, porém, em que a compra pode compensar. Isso porque a quantidade de descontos poderá variar de um segmento para outro. 

Alguns setores, como os que foram afetados pela escassez de insumos e, portanto, têm lojas com menos estoque, terão uma parcela menor de produtos em promoção. Já outros poderão ter preços mais competitivos, como o setor de vestuário, por exemplo - o segmento vem de um período de demanda fraca e precisa se livrar do estoque para a chegada de novas coleções no ano que vem. 

“Além disso, os preços não subiram tanto como os eletrônicos e outros produtos que tiveram problemas de importação, então o setor consegue fazer promoções mais agressivas”, acrescenta Dietze. 

Do ponto de vista do consumidor, no entanto, é necessária uma avaliação criteriosa para tomar a decisão de realizar uma compra durante a Black Friday. Com o cenário econômico atual e a perda de poder de compra no País, Klaus Suppion, coordenador do curso de Ciências Contábeis da UMESP, recomenda cautela. “Essas ações pontuais para promoções são voltadas a motivar o consumo. Muitas vezes, de produtos que nem precisamos. Temos que ter cuidado com o dinheiro, porque o dinheiro está escasso”, afirma. 

Para ele, para determinar se uma compra na Black Friday vale a pena, é preciso avaliar três pontos: se o consumidor realmente precisa daquele produto; se ele tem os recursos disponíveis para pagar pelo produto; e se o produto realmente recebeu um desconto (ou passou por um aumento de preço antes da Black Friday para ser diminuído na data). 

“O mais importante é a questão da necessidade. Se eu tiver dinheiro disponível, é possível avaliar se não seria interessante poupar ou fazer um investimento, ao invés de uma compra na Black Friday que talvez não tenha tanta utilidade”, explica.

O que saber para decidir se vou comprar na Black Friday: 

  • Por conta da inflação, a tendência é que os preços sejam maiores que os do ano passado;  
  • Alguns segmentos terão uma parcela menor dos produtos em promoção; 
  • Por outro lado, outros setores, como o de vestuário, provavelmente terão preços mais atrativos;  
  • É preciso analisar se há realmente a necessidade do produto, se há os recursos para comprá-lo e se o desconto dado na Black Friday é real. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.