Tiago Queiroz/ Estadão 19/11/2018
Uma das principais datas do comércio brasileiro, Black Friday 2020 será no dia 27 de novembro. Tiago Queiroz/ Estadão 19/11/2018

Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio eletrônico e varejo físico do Brasil será no dia 27 de novembro

Luciana Lino, especial para o Estado

09 de novembro de 2020 | 14h55

Um dos principais eventos no calendário do varejo físico e do comércio eletrônico do Brasil, a Black Friday será no próximo dia 27. Ainda que sob impacto da crise provocada pela pandemia de covid-19, a expectativa para a edição deste ano é de aumento nas vendas, principalmente no e-commerce.

Em 2019, a campanha registrou recorde de faturamento para o comércio eletrônico. Segundo levantamento da consultoria Ebit/Nielsen, o varejo online brasileiro faturou R$ 3,2 bilhões entre quinta e sexta, aumento de 23,6% em relação à data de 2018.

Em 2020, o faturamento deve ser ainda maior. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com o Neotrust-Compre&Confie, a estimativa para a Black Friday 2020 é de crescimento de 77% nas vendas em relação a 2019, atingindo a marca de R$ 6,9 bilhões. A previsão considera o período que vai da quinta anterior até segunda-feira pós-Black Friday. 

Para a Ebit/Nielsen, a alta será 27% nas vendas na comparação com o ano anterior, considerando o período entre quinta e sexta-feira. 

Também é esperado aumento na vendas das lojas físicas. A projeção da Federação do Comércio de São Paulo (FecomercioSP) é de alta de até 3% nas vendas em novembro em relação ao mesmo período de 2019, sob o impacto da data. “Poderíamos estar em um cenário muito melhor, mas, olhando para o contexto, podemos considerar uma vitória ter 3% de aumento em um ano extremamente difícil”, diz o assessor econômico da FecomercioSP, Guilherme Dietze. 

Quais produtos devem ter mais descontos

A plataforma de descontos Promobit fez um levantamento dos produtos mais desejados da Black Friday 2020 e sua projeção de desconto, com base nos descontos médios da Black Friday de 2019. 

O produto mais desejado para este ano é o smartphone, que representa 22% das intenções de compra de 1.500 entrevistados. Segundo a pesquisa, os preços dos smartphones podem cair em torno de 27% este ano. Se a intenção for comprar um iPhone, o desconto passa para 20%, em média.

Entre os produtos mais desejados e listados pelo Promobit, o único não eletrônico é a cadeira, que representa a maior projeção de desconto da lista: 52%. 

Produtos mais desejados e sua projeção de desconto, segundo o Promobit

  • Smartphone - 27%
  • TV - 20%
  • Notebook - 22%
  • Placa de vídeo - 23%
  • Máquina de lavar - 22%
  • Fone de ouvido - 36%
  • PS4 - 45%
  • Monitor - 32%
  • Geladeira - 20%
  • Cadeira - 52%

Como encontrar os melhores descontos

Apesar de a Black Friday 2020 ocorrer só no dia 27 de novembro, os consumidores podem começar a procurar por descontos e ofertas desde agora. “Logo no início do mês de novembro, vários lojistas começam a antecipar algumas ofertas”, diz o diretor do site www.blackfriday.com.br, Ricardo Bove. 

Para acompanhar os preços e seus descontos, ele sugere que o consumidor faça uma lista com os produtos que deseja e tenha em mente quanto está disposto a pagar para ajudar na busca pelas promoções. 

O diretor da ConQuist Consultoria, Roberto Madruga, ressalta que há consumidores que podem fazer o caminho inverso: verificar o orçamento disponível e, a partir dele, traçar suas intenções de compra. 

Mas com tantas ofertas antecipadas, quando comprar o produto desejado? Madruga aconselha a determinar a urgência com a qual você precisa daquele item. “Se você tiver um benefício imediato ao usar aquele produto, não vale a pena esperar, porque pode ser que o estoque acabe antes do dia da Black Friday”, aconselha. Porém, Bove lembra que a maior parte dos descontos ocorre mesmo entre a noite da quinta-feira anterior à Black Friday e o domingo posterior. “Apesar de os lojistas já lançarem boas ofertas agora, a maior parte delas é guardada para o momento da ação”, afirma. 

Os especialistas também recomendam que o consumidor identifique as grandes ofertas de acordo com a categoria do produto. “Você nunca vai encontrar uma lavadora com um desconto de 70%, porque esse é um produto de valor alto”, afirma Bove. 

Para identificar as melhores ofertas, Bove e Madruga aconselham o consumidor a acompanhar os sites e as redes sociais das lojas de preferência, e a ativar as notificações dos e-mails e aplicativos para ser informado sobre as promoções do dia. “O usuário pode se cadastrar antecipadamente nos sites ou nos aplicativos das lojas onde ele está acostumado a comprar, porque muitas dessas ofertas são exclusivas ou antecipadas para quem já é cliente”, diz Bove. 

Como evitar golpes

Você já deve ter ouvido falar no termo “Black Fraude”, utilizado de forma irônica na internet por consumidores que encontram propaganda enganosa em vez de descontos reais. Apesar de a confiança do consumidor em relação à data ter aumentado nos últimos anos, é importante conferir a reputação das lojas.

Bove orienta que o cuidado deve ser redobrado se a compra for feita em uma loja desconhecida. “Se o consumidor vir um desconto que está muito abaixo dos outros, ele tem que desconfiar e procurar a reputação da loja na internet para identificar se não é um desconto falso.” A pesquisa antecipada dos preços ajuda o consumidor a identificar os descontos reais. 

Uma das possibilidades é consultar a reputação da marca em sites como o Reclame Aqui, em que é possível filtrar as reclamações dos consumidores por empresa e checar a resposta dela. Procure informações cadastrais como CNPJ, razão social e telefone fixo para contato.

Para as compras realizadas no e-commerce, uma das formas de checar se as informações do site são criptografadas de ponta a ponta é conferir os ícones que aparecem no próprio navegador. Um dos indicativos é quando a URL do site começa com “https”, em que S vem de ‘segurança’. 

Além disso, ao lado do campo de endereço há um ícone de cadeado, que certifica a segurança do site. Porém, o ícone do cadeado não significa uma transação comercial totalmente segura. De acordo com o especialista em segurança da informação e consultor da assessoria Daryus, Hélio Cordeiro, o cadeado dificulta o vazamento de informações, mas não significa que o comerciante envolvido na negociação seja idôneo. 

Ainda que o cliente esteja realizando a compra em um site idôneo, a clonagem dos dados do cartão de crédito ainda é uma possibilidade. Por isso, é preciso se cuidar: evite comprar por meio de computadores compartilhados ou redes de wi-fi pública, em que todas as informações enviadas à rede podem ser capturadas e repassadas a terceiros. Mesmo em casa, instale no computador ferramentas como antivírus e firewall, que bloqueiam invasores, e mantenha os sistemas operacionais de computadores, smartphones e tablets atualizados. 

Outra possibilidade para evitar a clonagem de dados é o uso do chamado cartão virtual. Algumas instituições financeiras oferecem a ferramenta, gerada na hora, a partir da solicitação do cliente no aplicativo ou site. “Além de poder fazer uma compra única, não fornece seu dado real", explica Hélio Cordeiro.

A compra é lançada na fatura convencional e integra o mesmo limite, mas os números do cartão e código de segurança são diferentes do cartão físico. Após o cliente efetuar a compra, os números são inutilizados. Dentre as instituições que já oferecem o cartão virtual estão Nubank, Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica.

A origem da Black Friday

A origem do termo Black Friday (Sexta-feira Negra, em tradução livre) não é exata, mas não está relacionada à venda de escravos, hipótese que ganhou força nas redes sociais no ano passado. 

Há teorias que indicam que a expressão surgiu no fim do século 19, em referência a um colapso da “corrida do ouro” na Bolsa de Valores norte-americana. A palavra “negra” é erroneamente utilizada na história para descrever algum evento tido como negativo.

Outra teoria que explica o termo é seu suposto uso por policiais da Filadélfia, nos anos 1960, que descreviam como “Black Friday” a data que sucede o Dia de Ação de Graças. Na ocasião, o trânsito da cidade ficava congestionado devido ao fim do feriado e os lojistas teriam aproveitado a lentidão dos veículos para expor descontos promocionais nas fachadas das lojas, com o intuito de atrair compradores. Essa origem foi descrita pelo repórter do jornal diário Philadelphia Bulletin, Joseph P. Barrett, em um artigo de 1994.

Apesar das teorias, o que se sabe é que, em relação ao período de compras, o termo ganhou popularidade nos Estados Unidos durante a década de 1990, sobretudo com o surgimento do e-commerce. Na data, diversas marcas oferecem grandes descontos para os consumidores, iniciando a temporada de compras para o Natal.

Black Friday no Brasil

A campanha chegou ao Brasil por meio do site Busca Descontos, em 2011, focado inicialmente nas promoções pela internet. O Busca Descontos surgiu em 2010 como um site de promoções via cupons e, desde então, é um dos líderes em ofertas no e-commerce. Além da Black Friday, o site promove o Cyber Monday, Brasil Day, Boxing Week, Mega Saldão e Dia do Frete Grátis - todos eventos importantes para o comércio eletrônico.

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Black Friday 2020: smartphone é produto mais buscado por consumidores

Segundo levantamento do Promobit, os aparelhos celulares apresentam 22% das intenções de compra e a projeção é que tenham desconto em torno de 27%

Luciana Lino, especial para o Estado,

30 de outubro de 2020 | 15h28

O smartphone é o produto mais buscado pelos consumidores interessados em comprar na Black Friday 2020, segundo levantamento realizado pela plataforma de descontos Promobit. O aparelho representa 22% das intenções de compra de 1.500 entrevistados. Em seguida, aparecem outros eletrônicos, como televisão (14,4%) e notebook (6,6%).

Com base nos descontos médios da Black Friday de 2019, os preços dos smartphones podem cair em torno de 27% na data este ano. Se a intenção for comprar um iPhone, o desconto passa para 20%, em média.

Demais eletrônicos e acessórios que também aparecem na lista dos produtos mais desejados pelos consumidores, como o PlayStation 4 e fones de ouvido, apresentam projeções de ofertas mais vantajosas: 45% e 36%, respectivamente. 

Para o coordenador do curso de Economia da FGV EESP, Joelson Sampaio, a disparidade entre os dados está associada ao conceito de elasticidade. “Para os consumidores, o smartphone é um item de necessidade maior do que um videogame ou um fone de ouvido. Então, para esses produtos chamarem mais atenção e conseguirem alavancar as vendas, é necessário oferecer um desconto maior”, explica.

O valor é outro motivo que pode explicar a diferença entre as projeções. “Quanto maior o valor do item, menor o porcentual de desconto, porque, em termos absolutos, o desconto se torna maior conforme aumenta o valor do produto”, diz Sampaio. 

Entre os produtos mais desejados e listados pelo Promobit, o único não eletrônico é a cadeira, que representa a maior projeção de desconto da lista: 52%. Para o head de conteúdo da plataforma, Willian Oliveira, o aumento no interesse pelo objeto pode ser explicado pela maior procura pelas cadeiras gamer, voltadas para quem passa muito tempo jogando no computador. 

Produtos mais desejados e sua projeção de desconto, segundo o Promobit

  • Smartphone - 27%
  • TV - 20%
  • Notebook - 22%
  • Placa de vídeo - 23%
  • Máquina de lavar - 22%
  • Fone de ouvido - 36%
  • PS4 - 45%
  • Monitor - 32%
  • Geladeira - 20%
  • Cadeira - 52%

Queima de estoque

Entre os produtos eletrônicos, a maior projeção de ofertas pode estar relacionada também a uma questão de estratégia mercadológica. A Sony, fabricante do PlayStation 4, lançará o sucessor do videogame, o PlayStation 5, no dia 19 de novembro. Possivelmente, isso pode explicar a tendência de grandes descontos para o PS4 na Black Friday. 

Um caso semelhante aconteceu na Black Friday do ano passado. Segundo o Promobit, o preço do aparelho Samsung Galaxy A30 saiu de R$ 1.499 para R$ 879, o que representa um desconto de 47%. Em março deste ano, a empresa divulgou o modelo sucessor, o Galaxy A31, lançado no Brasil no fim de abril.

“As fabricantes sempre vão lançar linhas novas. Uma forma de retirar ou de reduzir uma linha de produtos é por meio da queima de estoque”, diz Sampaio.

Desafios para o e-commerce

Os preços não são os únicos fatores decisivos de compra na Black Friday, de acordo com a pesquisa do Promobit. Pontos como frete, reputação da loja, condições de pagamento e prazo de entrega também foram citados pelos entrevistados. 

Esses elementos podem representar um desafio para as varejistas, que vão lidar com uma Black Friday muito mais virtual do que as anteriores, devido à pandemia da covid-19. De acordo com a consultoria Ebit Nielsen, a expectativa é de aumento de 27% no faturamento do e-commerce em relação à campanha de 2019. 

Para o cofundador do Promobit, Fabio Carneiro, outro entrave que pode ser enfrentado pelas lojas é a experiência do usuário. “Alguns consumidores podem encontrar dificuldades para comprar no site, que envolve não só a parte de interface, mas especialmente a questão de infraestrutura, quando o site não comporta o tráfego que está recebendo”, explica. 

Carneiro também aposta que um dos principais desafios da Black Friday 2020 será a logística. “Neste ano, tivemos um aumento muito grande no volume de pessoas comprando pela internet. No início da pandemia, o varejo sofreu muito com a questão de entrega e de gestão de estoque, e acredito que isso também possa acontecer na Black Friday”, diz. 

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Reclame Aqui lança plataforma para ajudar nas compras online durante a Black Friday

Nova plataforma, voltada para lojistas, apresenta soluções de marketing e dicas para melhorar a experiência de compra

Luciana Lino, especial para o Estado

06 de novembro de 2020 | 12h45

O Google lançou, na quarta-feira, 4, o site Temporada Black Friday, para ajudar empresas a se prepararem para data de descontos, no próximo dia 27. O conteúdo já havia sido apresentado para clientes da gigante da tecnologia no início de outubro. 

No site, o Google apresenta a ‘Cidade Black Friday’, uma experiência imersiva na qual o usuário pode navegar por espaços virtuais que representam os objetivos de marketing para a data. “Com a cidade, conseguimos significar cada área com um objetivo de negócio diferente e, assim, demonstrar que o Google tem soluções adequadas para todos esses objetivos”, explica o head de negócios para Varejo do Google Brasil, José Melchert.

A plataforma também traz palestras com executivos sobre os desafios e tendências para a Black Friday 2020 e vídeos que abordam conceitos e ideias de varejo, bens de consumo e tomada de decisão durante a data comercial. 

Nova relação com o digital

Para Melchert, a Black Friday deste ano se destaca das demais devido à “nova relação com o digital, somada às mudanças de comportamento e o cenário atual”. Para ele, as marcas e varejistas devem aproveitar a data para lançar produtos e serviços diferenciados, a fim de conquistar novos clientes e de estabelecer canais de comunicação mais rápidos. 

 

Apesar do foco no digital, os conteúdos no site valem para os varejistas online e para as lojas físicas. “Sabemos da relevância dos dois canais para os consumidores e as soluções do Google ajudam ambos a impulsionar os seus negócios”, diz Melchert. 

O conceito lúdico de cidade virtual é o grande diferencial da plataforma. Com o uso do mouse ou do teclado, o usuário pode navegar por diferentes locais e ter acesso a conteúdos, vídeos e dados sobre soluções de marketing, tendências e experiências de compra dos consumidores para a Black Friday. 

Cada tópico de marketing e vendas está atrelado a um estabelecimento diferente. Dentre os lugares representados há a ‘Biblioteca de Leads’, que simula o espaço de uma biblioteca física; a ‘Avenida do Reconhecimento de Marca’, que lembra a Times Square, em Nova York; e um cinema, cujos ‘destaques’ são as palestras com executivos do Google e do mercado brasileiro.

O usuário pode fazer até 40 interações com o mapa da cidade e aprimorar sua experiência com o volume ligado, pois a plataforma reproduz os sons característicos de uma cidade grande. 

A ‘Avenida de Reconhecimento de Marca’ é um dos espaços da cidade virtual do Temporada Black Friday e pode ser explorada pelo usuário. 

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Sob efeito da pandemia, Black Friday 2020 deve crescer nas vendas online

Expectativa é de aumento de 27% no faturamento do e-commerce, segundo a consultoria Ebit Nielsen; uma das principais datas para o comércio brasileiro, o dia de descontos será em 27 de novembro 

Luciana Lino, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2020 | 11h01

No dia 27 de novembro será realizada a edição de 2020 da Black Friday, um dos principais eventos no calendário do varejo físico e do comércio eletrônico do Brasil. A expectativa para a data é de aumento nas vendas principalmente no e-commerce

De acordo com levantamentos realizados pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e pela consultoria Ebit/Nielsen, o faturamento da Black Friday 2020 será maior do que no ano passado, quando bateu recorde nas vendas online. Dentre os motivos que explicam o crescimento, o principal deles é unânime: o isolamento provocado pela pandemia de covid-19, que já preparou o consumidor para as compras virtuais. 

Segundo pesquisa da ABComm, em parceria com o Neotrust-Compre&Confie, a estimativa para o evento deste ano é de crescimento de 77% nas vendas em relação a 2019, atingindo a marca de R$ 6,9 bilhões. A previsão considera o período que vai da quinta anterior até segunda-feira pós-Black Friday. 

Para a Ebit Nielsen, a projeção é de alta de 27% nas vendas na comparação com o ano anterior. Os cálculos consideram as vendas efetuadas entre a quinta anterior e a sexta-feira. 

Em 2019, a campanha também trouxe resultados positivos para as lojas online. Segundo a ABComm, entre a quinta e a segunda-feira pós-Black Friday, o e-commerce cresceu 18% em relação ao mesmo período de 2018, chegando a R$ 3,45 bilhões em faturamento. Segundo pesquisa da Ebit/Nielsen, o varejo online faturou  em 2019 R$ 3,2 bilhões entre quinta e sexta, representando um aumento de 23,6% em relação ao ano anterior. 

Além da pandemia, há outros motivos que explicam as boas expectativas para o setor. “A entrada de novos consumidores no e-commerce foi alta durante o primeiro semestre, são pessoas que já estão comprando no ambiente virtual”, diz a líder da Ebit/Nielsen, Júlia Ávila. 

Ainda de acordo com a consultoria, outros fatores que favorecem a movimentação do comércio online este ano são a redução da taxa de juros, a recuperação da confiança do consumidor, a criação de contas digitais para o pagamento do auxílio emergencial e a maior confiança nas promoções divulgadas pelas empresas para a data. 

Para o vice-presidente da ABComm, Rodrigo Bandeira, o home office também ajuda a impulsionar o e-commerce. “Muitas pessoas ainda estão trabalhando de casa, estão mais tempo conectadas e expostas a ofertas online”, diz. 

Apesar da alta estimada para 2020, há fatores, também relacionados à pandemia, que impedem previsões mais otimistas, como a redução do valor do auxílio emergencial, segundo Júlia. Bandeira destaca que a insegurança com o futuro da economia também pode frear o consumo na data. 

A Federação do Comércio de São Paulo (FecomercioSP) prevê aumento de até 3% nas vendas do comércio varejista no mês de novembro em relação ao mesmo período de 2019 sob impacto da Black Friday. Para a data específica, a expectativa é que a demanda por eletroeletrônicos tenha um desempenho melhor do que o do ano passado.

A origem da Black Friday

A origem do termo Black Friday (Sexta-feira Negra, em tradução livre) não é exata, mas não está relacionada à venda de escravos, hipótese que ganhou força nas redes sociais no ano passado. 

Há teorias que indicam que a expressão surgiu no final do século 19, em referência a um colapso da “corrida do ouro” na Bolsa de Valores norte-americana. A palavra “negra” é erroneamente utilizada na história para descrever algum evento tido como negativo.

Outra teoria que explica o termo é seu suposto uso por policiais da Filadélfia, nos anos 1960, que descreviam como “Black Friday” a data que sucede o Dia de Ação de Graças. Na ocasião, o trânsito da cidade ficava congestionado devido ao fim do feriado e os lojistas teriam aproveitado a lentidão dos veículos para expor descontos promocionais nas fachadas das lojas, com o intuito de atrair compradores. Essa origem foi descrita pelo repórter do jornal diário Philadelphia Bulletin, Joseph P. Barrett, em um artigo de 1994.

Apesar das teorias, o que se sabe é que, em relação ao período de compras, o termo ganhou popularidade nos Estados Unidos durante a década de 1990, sobretudo com o surgimento do e-commerce. Na data, diversas marcas oferecem grandes descontos para os consumidores, iniciando a temporada de compras para o Natal.

Black Friday no Brasil

A campanha chegou ao Brasil por meio do site Busca Descontos, em 2011, focado inicialmente nas promoções pela internet. O Busca Descontos surgiu em 2010 como um site de promoções via cupons e, desde então, é um dos líderes em ofertas no e-commerce. Além da Black Friday, o site promove o Cyber Monday, Brasil Day, Boxing Week, Mega Saldão e Dia do Frete Grátis - todos eventos importantes para o comércio eletrônico.

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Buscas no Google por campeões de venda da Black Friday já superam marcas de 2019

Para executiva do buscador, dados mostram que consumidor está mais cauteloso e pesquisando os melhores preços com antecedência

Talita Nascimento, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2020 | 11h52

Em 2019, a semana da Black Friday foi o pico de buscas no Google para 72% das macro categorias do varejo. Neste ano, entre os dias 26 de agosto e 22 de setembro, 19 das 29 categorias analisadas pelo Google já registraram um volume de buscas que supera a Black Friday de 2019. Categorias como móveis e decoração - que estavam no pico de aumento de buscas da sexta-feira de ofertas no ano passado - estão 22% e 51% acima do registrado na última edição do evento. Alimentos e bebidas, que não registravam picos durante a Black Friday, estão hoje num novo patamar de buscas, 40% e 23% acima da data de promoções de 2019. 

Para a diretora de negócios para o Varejo do Google Brasil, Gleidys Salvanha, esse crescimento não significa que as compras para a Black Friday estejam antecipadas, o que minguaria a data. Pelo contrário, os indícios são de uma Black Friday histórica. “A data tem acontecido há mais tempo e o consumidor tem ficado mais maduro. Olhando o patamar a que as buscas chegaram, não faz sentido cair”, diz.

O maior volume de compras online e buscas esperados para a Black Friday deste ano, porém, vem mais da evolução do e-commerce, do que de um momento de confiança do consumidor. “Pelo que vimos, essa data será de um consumidor mais cauteloso”, afirma Gleidys. Isso porque o consumidor está focado em preços baixos e pesquisando com antecedência.

Segundo os dados do Google, a pandemia aumentou o interesse por promoções. A partir de abril, as buscas no Google relacionadas ao tema subiram e cresceram 38% entre abril e julho de 2020 ante o mesmo período no ano passado, enquanto entre janeiro e março, as buscas por promoções estavam 28% menores que no primeiro trimestre de 2019. O volume de buscas pelo termo "cupom" é 35 vezes maior que por "cashback", mas o interesse por termos relacionados a cashback cresce em um ritmo mais acelerado: 74% ano a ano; enquanto a procura por cupom avança 30% ano a ano.

Outra tendência acelerada pela pandemia foi o aumento expressivo do interesse por "frete grátis" no buscador. Em julho deste ano, o tema já era 118% maior do que no mês da Black Friday de 2019. O "frete expresso" também ganhou relevância no período e, segundo o Google, terá um papel importante na temporada e principalmente no Natal, em razão das compras de última hora. Aliás, essa pressa faz o consumidor optar por estratégias multicanais, como o "clique & retire".

De olho no movimento, a Google vai permitir que varejistas e marcas exibam seus produtos gratuitamente na aba do Google Shopping. Em abril, a empresa anunciou a listagem gratuita de produtos no Google Shopping nos Estados Unidos. A partir da segunda quinzena de outubro, a novidade estará disponível no Brasil.

Isso significa que quando um consumidor procurar um produto específico, como uma peça de roupa, os resultados da busca exibidos na aba Google Shopping serão, em sua maioria, listagens gratuitas. A empresa diz que a intenção com o benefício não é, ao menos no momento, crescer como um marketplace, já que o processo de compra e pagamento seria direcionado para o site do varejista. 

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Amazon anuncia três novos centros de distribuição no Brasil

Com investimento, empresa aumenta para 500 o total de cidades para onde pode entregar produtos em dois dias

Talita Nascimento, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2020 | 08h40

A Amazon anuncia nesta segunda-feira, 9, três novos Centros de Distribuição no Brail, localizados nas cidades de Betim (MG) e Nova Santa Rita (RS) e na região administrativa de Santa Maria, no Distrito Federal. De 2019 para cá, a companhia passou de um para oito centros logísticos no País

"Até mês passado entregávamos em dois dias em mais ou menos 400 cidades. Agora são cerca de 500 cidades", afirma o presidente da Amazon no Brasil, Alex Szapiro. Ele diz que já consegue cumprir esse prazo para os assinantes Prime em mais locais, mas não muda a "promessa" para o cliente enquanto a empresa não atingir um nível de cerca de 98% das entregas nesse prazo por semanas recorrentes.

A empresa não informou o motivo da escolha dos locais para instalação dos novos centros nem o valor investido. Szapiro afirma apenas que as escolha não foi pautada por benefícios fiscais e sim por questões estratégicas. Sobre o centro de distribuição do DF, ele diz que a partir dali é possível atender o Norte e o Nordeste por meio da malha aérea da região. "Nossa estratégia não é regional, é nacional", complementa. A companhia deve gerar 1.500 empregos diretos com as novas instalações.

Black Friday

A menos de três semanas para a Black Friday, no próximo dia 27, o executivo reafirma que, para a Amazon, o mais importante é a entrega rápida e a experiência de compra do cliente na data de descontos. E, nesse ponto, o maior número de centros de distribuição é fundamental para a empresa acelerar suas entregas, já que seu modelo de negócios no Brasil não envolve lojas físicas.

No País, modelos de negócios multicanais no varejo - combinando unidades físicas e e-commerce - tem se mostrado eficientes em regiões com mais dificuldades logísticas, com as lojas funcionando como minicentros de distribuição. Sem contar com esse artifício, a Amazon avança de outras formas, fazendo o produto viajar mais, do centro de distribuição até a casa do cliente. 

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Black Friday 2020: redes de fast-food e supermercados antecipam descontos

Varejistas e lanchonetes apostam em cupons de promoção disponíveis nos aplicativos das marcas que podem ser usados antes mesmo do dia 27

Luciana Lino, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2020 | 10h08

Redes de fast-food e supermercados, que a cada ano aumentam sua participação na Black Friday, que será no próximo dia 27, anteciparam suas ofertas desta vez. Em 2019, lanchonetes atraíram multidões com promoções agressivas

De acordo com levantamento realizado pelo Google, os consumidores já estão antecipando a sua pesquisa por alimentos e bebidas para a Black Friday. 12% de 850 entrevistados entre 6 e 8 de novembro afirmaram que estão procurando, no buscador, por descontos para essa categoria.

Para Entender

Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio eletrônico e varejo físico do Brasil será no dia 27 de novembro

Veja abaixo as promoções que as principais redes de fast-food e supermercados estão preparando ou já estão oferecendo para esta Black Friday. 

McDonald's

A rede McDonald’s começou a liberar ofertas no aplicativo e no WhatsApp da marca nesta quinta-feira, 12. Os clientes podem resgatar as promoções para utilizá-las no balcão, nos totens de autoatendimento e no drive-thru. A recomendação da rede é que os clientes verifiquem as unidades participantes de cada promoção nos canais oficiais. Por enquanto, entre os descontos disponíveis no aplicativo da marca e nas plataformas parceiras de entrega estão 4 batatas médias por R$ 15,90 e dois sundaes por R$ 6,50.

Burger King

A rede lançará um hotsite na próxima quinta-feira, 19, onde estarão disponíveis os cupons de desconto. O usuário deve fazer uma cópia dos cupons no celular e apresentá-los nas lojas físicas para resgatar os pedidos. 

A campanha terá início na segunda-feira, 23, e durará até sexta-feira, 27. Porém, quem pegar os cupons de desconto no site poderá trocá-los até o dia 23 de dezembro nas lojas físicas da rede. Vários itens do cardápio, como os sanduíches Whopper, Whopper Rodeio e Whopper Barbecue Bacon, estão em promoção, com até 70% de desconto. 

Subway

Entre os dias 23 e 29, a Subway vai promover a SubWeek, com dois sanduíches de 15 cm por R$ 15,90. A rede também contará com promoções no delivery, no estilo ‘leve 2, pague 1’. Porém, nesse caso, as ofertas dependerão de cada restaurante.  

Habib’s

No ar desde o início do mês, a Black Friday do Habib's tem apostado na distribuição de cupons no aplicativo e em algumas lojas da rede, com promoções diferentes a cada semana nos pontos físicos e no delivery. Os principais destaques ficam para o cupom de Bib’sfiha de carne por R$ 0,99, e para o cupom de 20 Bib’sfihas por R$ 19,90. A promoção vale para todos os canais da marca, incluindo salão, delivery, drive thru e viagem.  

Ragazzo

O Ragazzo está distribuindo cupons de desconto no aplicativo e em algumas lojas físicas da marca. A cada semana, um produto diferente terá desconto. Entre as promoções, estão o cupom de coxinha com cremely por R$ 0,99, 3 mini churros de doce de leite por R$ 1,98 e o combo com 10 itens escolhidos pelo cliente por R$ 17,90. As ofertas estão disponíveis para as lojas físicas, delivery e drive thru da rede. 

Carrefour 

A rede antecipou as ofertas para a Black Friday no início do mês, tanto no e-commerce quanto nas lojas físicas, com descontos em diversas categorias, como alimentos, eletroeletrônicos, têxtil,perfumaria e bebidas. A maior parte dos descontos tem validade superior a três dias. 

Extra 

Também com ações voltadas para a Black Friday, Extra divulga semanalmente promoções disponíveis tanto nas lojas físicas quanto no site. Alimentos, bebidas e produtos de limpeza são algumas das categorias contempladas. Entre os dias 23 a 27, o foco da campanha serão os produtos eletroeletrônicos. 

Uma das estratégias de vendas do hipermercado tem sido a ativação de cupons de desconto no aplicativo e no site. Os clientes cadastrados nos programas de fidelidade vão ter acesso às ofertas um dia antes da divulgação para o público geral e podem ativar seus descontos para utilizar tanto nas lojas quanto no site. 

Pão de Açúcar 

O Pão de Açúcar também tem divulgado ofertas semanais desde o início do mês em diversas categorias, de alimentos a bebidas alcoólicas. A partir desta sexta-feira, 13, todas as lojas terão descontos de até 60% em vinhos e espumantes. Clientes fidelizados terão acesso às ofertas antes do público geral por meio do aplicativo e do site da marca. 

Dia 

A rede Dia destaca que todas as categorias de produtos terão ofertas a partir de segunda-feira, 16. Desde o início do mês, os descontos já estão sendo divulgados no aplicativo da rede. 

St. Marche

Nesta Black Friday, a rede dará destaque especial para itens da adega. Entre quinta-feira, 26, e segunda-feira, 29, todos os vinhos terão 46% de desconto. 

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Mercado Livre terá quatro aviões para entregas no Brasil a partir da Black Friday

Empresa fechou parceria com companhias aéreas para aeronaves serem utilizadas sete dias por semana

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2020 | 20h00

O Mercado Livre, em parceria com as empresas aéreas Azul, Latam, Sideral e Total, terá, a partir deste mês, quatro aviões dedicados à empresa, sete dias por semana, com o objetivo de agilizar as entregas. A iniciativa, chamada de Meli Air, já estará em funcionamento para a Black Friday 2020, no próximo dia 27. comércio eletrônico aposta em alta nas vendas na data. 

Um dos objetivos da parceria é aumentar a quantidade de produtos na categoria chamada de Full - são as compras entregues de um dia para o outro. Os produtos desse segmento ficam nos centros da distribuição da empresa, localizados em São Paulo e na Bahia

A iniciativa faz parte do investimento previsto pelo Mercado Livre para 2020, de R$ 4 bilhões. O aporte chegou a ser colocado em dúvida pela própria empresa em abril deste ano, no início dos efeitos econômicos da pandemia de covid-19

Para Entender

Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio eletrônico e varejo físico do Brasil será no dia 27 de novembro

No balando do terceiro trimestre, divulgado nesta semana, a empresa registrou lucro líquido de US$ 15,035 milhões, ante prejuízo de US$ 146 milhões visto um ano antes. A receita líquida foi de US$ 1,11 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 85% sobre o resultado apresentado mesmo período do no ano passado. 

De acordo com a companhia, o número de usuários na plataforma ultrapassou 76 milhões. De julho a setembro, foram vendidos mais de 205 milhões de itens e mais de 300 milhões de anúncios foram postados na plataforma. 

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'Black Friday' chinesa: saiba o que é o Dia dos Solteiros

Evento acontece no dia 11 de novembro e, na China, movimenta mais dinheiro que a data tradicional

Felipe Laurence, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2019 | 09h29
Atualizado 11 de novembro de 2020 | 15h26

Black Friday se tornou uma das datas mais consagradas no e-commerce e varejo físico no Brasil nos últimos anos, movimentando mais de R$ 3,2 bilhões em apenas dois dias no ambiente virtual em 2019. Aproveitando o sucesso do evento e a maior atenção dos consumidores às ofertas durante o mês de novembro, sites que importam produtos da China tentam emplacar no País o Dia dos Solteiros, que acontece anualmente no país asiático no dia 11 de novembro e gera mais receitas por lá do que o tradicional data conhecida no Ocidente.

Só em 2019, o faturamento do Grupo Alibaba no Dia dos Solteiros atingiu  US$ 38,4 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 206 bilhões, mostrando a força que o evento tem na China - o grupo é um dos apostam no evento para o Brasil.

Conheça mais sobre o Dia dos Solteiros, a "Black Friday" chinesa.  

Como surgiu o Dia do Solteiro

As festividades do Dia do Solteiro, Guanggun Jie em chinês, começaram na Universidade de Nanquim, em 11 de novembro de 1993, como uma atividade oposta ao Dia dos Namorados. O evento, que era voltado apenas para homens, acabou se tornando muito popular em outras faculdades do país. O objetivo da data era dar oportunidade para os rapazes encontrarem um par romântico, até mesmo com encontros às cegas.

Observando o crescimento do poder aquisitivo de jovens, incluindo mulheres, os varejistas notaram um potencial de vendas na data. A importância do dia foi crescendo e agora todo o comércio chinês celebra a data.

Para Entender

Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio eletrônico e varejo físico do Brasil será no dia 27 de novembro

Por que acontece no dia 11 de novembro?

A data foi escolhida porque o número 1 parece uma pessoa sozinha e a junção de outro 1 forma um par, objetivo original da data. Desde 2012, o termo 'duplo 11' é registrado pelo Alibaba, que se tornou o principal grupo a lucrar com o evento.

Como aproveitar o Dia do Solteiro no Brasil?

Sites de importação de produtos chineses, como AliExpressGearbest e Banggood, que fazem envios ao Brasil, têm descontos para a data. 

O produto da China vai chegar aqui?

Por vir de navio do país asiático, o tempo de entrega costuma ser maior e é sim possível que alguma coisa dê errado no meio do caminho. Mas as lojas chinesas consagradas garantem a entrega do produto e oferecem caminhos caso o produto seja extraviado. O AliExpress informou que está com três vôos fretados semanais para entrega no País, ainda assim, as compras feitas pelo site costumam chegam aqui no prazo médio de 30 dias. É importante olhar a procedência do site em que você está fazendo a compra e as garantias que são oferecidas. 

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Google lança site com ‘cidade virtual’ para ajudar empresas na Black Friday

Nova plataforma, voltada para lojistas, apresenta soluções de marketing e dicas para melhorar a experiência de compra

Luciana Lino, especial para o Estado

06 de novembro de 2020 | 12h45

O Google lançou, na quarta-feira, 4, o site Temporada Black Friday, para ajudar empresas a se prepararem para data de descontos, no próximo dia 27. O conteúdo já havia sido apresentado para clientes da gigante da tecnologia no início de outubro. 

No site, o Google apresenta a ‘Cidade Black Friday’, uma experiência imersiva na qual o usuário pode navegar por espaços virtuais que representam os objetivos de marketing para a data. “Com a cidade, conseguimos significar cada área com um objetivo de negócio diferente e, assim, demonstrar que o Google tem soluções adequadas para todos esses objetivos”, explica o head de negócios para Varejo do Google Brasil, José Melchert.

A plataforma também traz palestras com executivos sobre os desafios e tendências para a Black Friday 2020 e vídeos que abordam conceitos e ideias de varejo, bens de consumo e tomada de decisão durante a data comercial. 

Nova relação com o digital

Para Melchert, a Black Friday deste ano se destaca das demais devido à “nova relação com o digital, somada às mudanças de comportamento e o cenário atual”. Para ele, as marcas e varejistas devem aproveitar a data para lançar produtos e serviços diferenciados, a fim de conquistar novos clientes e de estabelecer canais de comunicação mais rápidos. 

 

Apesar do foco no digital, os conteúdos no site valem para os varejistas online e para as lojas físicas. “Sabemos da relevância dos dois canais para os consumidores e as soluções do Google ajudam ambos a impulsionar os seus negócios”, diz Melchert. 

O conceito lúdico de cidade virtual é o grande diferencial da plataforma. Com o uso do mouse ou do teclado, o usuário pode navegar por diferentes locais e ter acesso a conteúdos, vídeos e dados sobre soluções de marketing, tendências e experiências de compra dos consumidores para a Black Friday. 

Cada tópico de marketing e vendas está atrelado a um estabelecimento diferente. Dentre os lugares representados há a ‘Biblioteca de Leads’, que simula o espaço de uma biblioteca física; a ‘Avenida do Reconhecimento de Marca’, que lembra a Times Square, em Nova York; e um cinema, cujos ‘destaques’ são as palestras com executivos do Google e do mercado brasileiro.

O usuário pode fazer até 40 interações com o mapa da cidade e aprimorar sua experiência com o volume ligado, pois a plataforma reproduz os sons característicos de uma cidade grande. 

A ‘Avenida de Reconhecimento de Marca’ é um dos espaços da cidade virtual do Temporada Black Friday e pode ser explorada pelo usuário. 

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Black Week em investimentos tem de CDB a cursos de finanças

A exemplo da Black Friday no comércio eletrônico e nas lojas de varejo, ela também exige uma pesquisa prévia e cautela dos investidores

Ernani Fagundes, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2020 | 09h59

A Black Week de Investimentos que começou na segunda-feira, 12, e vai até a próxima sexta, 20, tem diversas promoções para quem quer abrir contas em instituições financeiras e plataformas de investimento. A exemplo da Black Friday no comércio eletrônico e nas lojas de varejo, porém, ela também exige uma pesquisa prévia e cautela dos aplicadores.

Entre as dicas consideradas mais relevantes pelas próprias instituições financeiras está a orientação para que o investidor pessoa física observe o prazo de permanência na aplicação, os riscos e o respeito ao perfil de investimento (conservador, moderado, arrojado).

Na questão do prazo, por exemplo, a Órama Investimentos listou um certificado de depósito bancário (CDB) do Banco Máxima com rendimento de 12% ao ano, mas duração de nove anos e meio. Em prazos menores, a plataforma lista CDBs do Máxima de três anos e meio com taxa de 8,85% ao ano, e outro de cinco anos e meio com taxa de 11,10% ao ano. O investimento em CDB tem cobertura pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF na instituição emissora.

Para Entender

Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio eletrônico e varejo físico do Brasil será no dia 27 de novembro

Na Blue Week do BTG Pactual Digital há um CDB prefixado, com retorno próximo aos 11% ao ano e o valor exato definido a cada dia, e outro pós-fixado, com rendimento de 155% do CDI. Os produtos têm prazo de cinco anos e aplicação mínima de R$ 10 mil. "A título de comparação, a rentabilidade destes produtos supera hoje em mais de quatro vezes o retorno da poupança", diz o texto do informe.

O discurso da atratividade também aparece em outras promoções. Em seu comunicado, a Órama exalta o ganho do CDI de "um ano inteiro" (2% ao ano) para atrair até mil novos investidores. Nessa campanha chamariz, a cada R$ 3,5 mil depositados, o cliente recebe 2% desse valor (R$ 70) numa cota de um fundo imobiliário. O limite é de três cotas, ou seja, um depósito de até R$ 10,5 mil.

De aulas a tratamento dentário

As promoções não estão restritas ao universo de investimentos e seus riscos. A casa de análise independente Suno promete "duas super-aulas" grátis para quem se inscrever na semana da Black Friday. Outra casa de análise, a Eleven dá descontos entre 25% a 60% em seus pacotes de relatórios.

O Banco Inter entrou na semana de promoções com produtos do setor de seguros, via cashback em seguro de vida e seguro de automóveis, e também com descontos em planos odontológicos e consórcios imobiliários e de veículos.

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Black Friday 2020: celulares e eletrônicos são os mais pesquisados com antecedência, aponta o Google

Levantamento mostra que essas duas categorias de produtos e itens de moda têm o maior volume de vendas antecipadas este ano, considerando as lojas que oferecem descontos desde o início do mês

Luciana Lino, especial para o Estadão

17 de novembro de 2020 | 13h34

Levantamento do Google revelou que celulares e eletrônicos são as categorias com maior antecipação de pesquisa e intenção de compras para a semana da Black Friday 2020

A pesquisa também mostra os itens mais comprados antecipadamente, considerando que muitas lojas fazem promoções durante todo o mês. Nesse quesito, smartphones e gadgets aparecem na segunda e na terceira posição, respectivamente, encabeçados pela categoria moda. “Tradicionalmente, celulares e eletrônicos são categorias de alta intenção de compras para a Black Friday”, diz o líder de insights para varejo do Google Brasil, Rodrigo Chamorro

A pesquisa foi realizada com 850 brasileiros conectados de 6 a 8 de novembro e revela uma alta expectativa para a Black Friday, segundo Chamorro. 

“Um estudo encomendado pelo Google e realizado pela Provokers mostra que 6 entre cada 10 consumidores declararam que irão aguardar a Black Friday para comprar um produto que pretendem adquirir nos próximos 6 meses”, diz o especialista, que também frisa o planejamento do brasileiro: 62% pesquisam o que vão comprar com um mês ou mais de antecedência. Para ele, "a Black Friday de 2020 será sobre fazer bons negócios”.

Categorias com maior antecipação de pesquisa e de espera para a virada da Black Friday 2020, segundo o Google

  • Eletrônicos - 37% e 34%
  • Celulares - 34% e 35%
  • Moda - 28% e 24%
  • Eletro e portáteis - 25% e 27%
  • Móveis e decoração - 21% e 20%
  • Alimentos e bebidas - 12% e 16%

Efeitos da pandemia

Para Chamorro, o comportamento “cauteloso” do consumidor tem relação com a pandemia de covid-19, que trouxe mudanças de comportamento e desencadeou uma nova relação com o digital, deixando o consumidor “mais consciente de suas prioridades e mais planejado”. 

Ele também aponta que a diminuição da renda e o aumento da incerteza sobre o futuro são fatores que possivelmente desencadearam a antecipação de pesquisa e de espera para a virada da Black Friday 2020.

Antecipação de compra

Por outro lado, a pesquisa do Google também traz dados de consumidores que anteciparam as suas compras para a Black Friday deste ano. “A data se estendeu para a quinta-feira, a semana, o mês e o pós-Black Friday, se consolidando como uma temporada de compras”, aponta Chamorro, que destaca as promoções antecipadas dos varejistas para evitar aglomeração no dia do evento, que este ano é em 27 de novembro

Categorias com maior antecipação de compras , aproveitando as promoções dos varejistas para a Black Friday 2020, segundo o Google

  • Moda - 26%
  • Celulares - 23% 
  • Eletrônicos - 20%
  • Eletro e portáteis - 19%
  • Móveis e decoração - 14% 
  • Alimentos e bebidas - 13% 

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Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

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Varejo deve ter faturamento recorde de R$ 3,74 bi na Black Friday de 2020, aponta CNC

Apesar do crescimento das vendas online nos últimos meses, lojas físicas devem responder por mais de R$ 3,34 bilhões desse total

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2020 | 13h41

RIO - O comércio varejista deve movimentar um recorde de R$ 3,74 bilhões em vendas na campanha de promoções da Black Friday deste ano, calcula a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Se confirmado, o faturamento será 6% maior que o da temporada de liquidações de 2019, quando somou R$ 3,67 bilhões. Descontada a inflação do período, as vendas terão crescimento real de 1,8% em relação a igual período do ano passado.

"Será a primeira data do varejo a registrar crescimento este ano, pelo menos até agora. Desde a Páscoa até o Dia das Crianças, todas as datas comemorativas registraram queda nas vendas", disse o economista Fabio Bentes, responsável pelo cálculo da CNC.

O volume vendido pelo comércio eletrônico terá um salto de 61,4% na Black Friday, enquanto as lojas físicas venderão 1,1% a mais. No entanto, as vendas online motivadas pela data devem ficar em torno de R$ 400 milhões, enquanto os R$ 3,34 bilhões restantes serão arrecadados em lojas físicas, segundo os cálculos da CNC.

"O peso da loja física ainda é muito maior que o do e-commerce. As vendas online cresceram muito nos últimos meses, mas a gente estima que a participação do comércio eletrônico no varejo esteja em torno de 8%", justificou Bentes.

O levantamento considera que a nova onda de contaminação e internações pela covid-19 no País não se traduza em fechamento de estabelecimentos comerciais até a Black Friday. Se as medidas de combate à disseminação do novo coronavírus forem novamente impostas nas próximas semanas, a projeção da CNC para uma elevação de 2,2% nas vendas do Natal deste ano em relação ao de 2019 pode ser ameaçada.

"As medidas restritivas que estão sendo consideradas neste momento ainda não foram implementadas, e a Black Friday já é na semana que vem. Então, acho que isso não atrapalhará tanto o varejo físico neste momento, porque elas ainda serão anunciadas. Se tiver piora na situação da pandemia, aí sim o Natal pode ser afetado por essas novas restrições", previu Fabio Bentes.

Produtos que devem ter mais descontos

A Black Friday foi incorporada ao calendário do varejo nacional em 2010, mas já é a quinta data mais relevante para o setor, atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais, aponta a CNC. Este ano, o evento foi marcado para o próximo dia 27.

Em 2020, o segmento de eletroeletrônicos e utilidades domésticas deve movimentar R$ 1,022 bilhão, seguido pelos ramos de hipermercados e supermercados (R$ 916,9 milhões), móveis e eletrodomésticos (R$ 853,4 milhões), vestuário, calçados e acessórios (R$ 328,7 milhões) e perfumaria e cosméticos (R$ 247,0 milhões).

A CNC fez um estudo de preços para identificar os produtos com maior probabilidade de descontos efetivos e outros que poderiam cair no fenômeno informalmente conhecido como "Black Fraude"

Segundo uma coleta diária de preços de mais de 2 mil itens agrupados em 48 linhas de produtos ao longo dos 40 dias encerrados em 15 de novembro, os produtos com mais chances de terem descontos atrativos são os consoles de videogame, que ficaram 19% mais baratos no período. Em seguida aparecem notebooks, 17% mais baratos no período anterior às promoções; games para PC (14% mais baratos); calça masculina (13% mais baratos); aspirador de pó e água (-11%), smart TV Box (-10%); e tênis (-8%).

Na direção oposta, ficaram mais caros nas semanas que antecedem a Black Friday - e por isso menos propensos a descontos efetivos - os óculos de sol (10%), joystick (15%), camisas de clubes de futebol (17%), colchão (21%) e bicicleta (22%).

"A loja que vende uma bicicleta vai ter que dar um desconto de pelo menos 30% para chamar atenção. O desconto, para ser efetivo, teria que ser ao menos de 23%. E a gente pesquisa os cinco modelos de bicicletas mais vendidos em cinco lojas diferentes. A chance de todas darem o desconto é pequena. E a loja pode dar o desconto em apenas uma das bicicletas, nos outros modelos não. Por isso, a chance de um desconto efetivo de fato é maior num videogame, laptop, aspirador de pó", explicou Bentes.

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Black Friday 2020: vale a pena comprar pelo Instagram?

Possibilidade de fazer compras pelo aplicativo foi reforçada há poucos dias; veja vantagens e dicas para fazer bom uso da plataforma durante a Black Friday

Luciana Lino, especial para o Estadão

18 de novembro de 2020 | 13h58

Na semana passada, os usuários do Instagram se depararam com uma novidade: a interface da página inicial do aplicativo. Entre as alterações, destaca-se a inserção da aba “Loja” na barra inferior do aplicativo - antes, o ícone comercial, presente na plataforma desde 2018, ficava ‘escondido’ na aba Explorar. A mudança acontece pouco antes da Black Friday 2020, no dia 27 de novembro, que promete ser a mais digital da história.

A consultoria Ebit Nielsen, por exemplo, apontou projeção de alta de 27% nas vendas no e-commerce na comparação com 2019, levando em consideração o período entre a quinta anterior e a sexta-feira.

Para o Instagram, a Black Friday deste ano se consolidará como a data comercial mais importante no Brasil, “ficando à frente até mesmo do Natal”, diz comunicado enviado à imprensa. 

Crescimento das compras pelo celular

De acordo com pesquisas conduzidas pelo Facebook, o celular se tornou o principal canal de pesquisa e de compras em 2020: 85% dos entrevistados afirmam que o mobile é a maneira mais fácil para descobrir novos produtos e serviços.

O resultado está relacionado diretamente aos efeitos da pandemia. Prova disso é o novo comportamento do consumidor: mais de 70% das pessoas mudaram os hábitos de compra e estão se preocupando mais com filas e multidões, enquanto 58% evitam mais aglomerações na temporada de compras de fim de ano, segundo o levantamento.

Social selling

De acordo com o professor de Marketing da FGV-EAESP Benjamin Rosenthal, o processo de compra pelas redes sociais, chamado de social selling, é uma forma de esses canais se tornarem não só redes de conteúdo, mas também plataformas de vendas.

“O Facebook e o Instagram, por exemplo, já têm um tráfego natural de pessoas. O desafio é transformar esse tráfego em potenciais consumidores de produtos, porque hoje eles são consumidores de informação, não de produtos”, diz o professor, que crê que o modelo de social selling tem “um potencial gigantesco” de competir com os e-commerces tradicionais. 

Aba ‘Loja’ do Instagram

Segundo o Instagram, a aba Loja (ou ‘Shop’) visa fortalecer a conexão da plataforma com marcas e criadores, e oferece a possibilidade de o usuário descobrir produtos e apoiar pequenas empresas. As transações não são realizadas dentro da plataforma, mas sim em um ambiente externo, acessado por meio de um link que a marca informar.

Black Friday: vale a pena comprar pelo Instagram?

Para Rosenthal, a iniciativa do Instagram é válida. “Imagine que o consumidor está navegando na rede e se depara com um produto de interesse. Se ele vir o ícone para comprar, achar um bom preço e ficar sensibilizado, por que não seguir adiante?”

Ele diz que o fato de o consumidor ter mais um canal de compra à disposição é bastante vantajoso. “Para o usuário, é interessante ter o máximo de canais possíveis, que sejam simples de resolver a vida dele”, afirma.

Comprar pelo Instagram ou pelo e-commerce das varejistas tradicionais?

A escolha mais acertada de comprar em um ou em outro pode variar do produto, da oferta e até mesmo do tipo de consumidor. Para o professor, o e-commerce tradicional ainda leva vantagem em relação ao consumidor que está buscando há dias e comparando preços de um produto específico. “Mas há vários momentos de consumo. Um deles é quando você não precisa de um produto, mas você o vê na rede social e o desejo é despertado”, aponta.

Ele acredita que  o maior desafio do social selling é criar o hábito de compra no consumidor via redes sociais, uma vez que o modelo do e-commerce tradicional já está bastante difundido e facilitado.

Porém, se esse hábito for criado, as redes sociais podem ter uma vantagem competitiva, já que elas funcionam como redes de conteúdo no dia a dia e passarão a atuar, também, como redes de compras.

Quais cuidados o consumidor precisa ter ao comprar pelo Instagram?

Assim como no e-commerce tradicional, é aconselhável que o consumidor priorize por distribuidores reconhecidos. Caso contrário, Rosenthal recomenda que ele procure pela loja em sites de reputação e de avaliação, como o Reclame Aqui.

Em tempos de Black Friday, o cuidado deve ser redobrado, já que há quem aproveite a incidência de compras do período para aplicar golpes virtuais.

Na opinião do professor, a junção da plataforma com uma marca grande e reconhecida não gera perigo. “O grupo Facebook é muito grande, e acho que isso facilita a construção e a sensação de segurança para o consumidor. Ele parte do pressuposto de que essas redes têm cuidados muito grandes com o processo de pagamento, estoque e entrega”, diz.

O próprio Instagram compartilhou algumas dicas para comprar com segurança:

  • prefira comprar de páginas ou perfis comerciais verificados e que contam com um selo azul depois do nome;
  • confira os comentários nas publicações e a data de criação da página ou do perfil comercial;
  • preste atenção a contas ou pessoas que direcionam a um site externo ou que exigem compartilhamentos ou dinheiro para obter um prêmio ou oferecer uma promoção; 
  • desconfie de ofertas com preços muito abaixo dos valores médios no mercado;
  • nunca compartilhe senhas com terceiros e suspeite de contas que pedem para fornecer dados bancários e códigos de segurança de acesso a outros aplicativos, como o WhatsApp;
  • e tome cuidado com pessoas que sugerem transferir a conversa para um local fora das plataformas, como através de um e-mail diferente.

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Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

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Black Friday: com recente aumento na procura, livros já estão em oferta

Livrarias e lojas online apostam em promoções antecipadas para a categoria

Luciana Lino, especial para o Estadão

19 de novembro de 2020 | 13h27

Para muitos, 2020 foi o ano de começar (ou retomar) o hábito da leitura. De acordo com pesquisa da empresa de soluções de publicidade online Criteo, 39% de 13 mil consumidores entrevistados afirmaram que passaram a ler mais durante a pandemia de covid-19. Com a chegada da Black Friday, portanto, esses e demais consumidores apaixonados por livros podem procurar por boas ofertas em livrarias e e-commerces do País

Segundo levantamento feito pela plataforma de descontos Promobit, a média de descontos para a categoria na Black Friday 2019 foi de 54%. Como a pesquisa só considera a quinta-feira anterior e a segunda-feira pós-evento, ainda não é possível projetar a média deste ano. 

Porém, para o cofundador da Promobit, Fabio Carneiro, a expectativa é de que a segunda quinzena de novembro tenha o dobro de ofertas da primeira - entre os dias 1º e 15 deste mês, a plataforma identificou 136 ações de ofertas de livros e 31 ações de ofertas de e-books. 

A Black Friday pode ser positiva para o varejo de livros, que, depois de quedas acentuadas nas vendas, vem se recuperando. Segundo o 11º Painel do Varejo de Livros no Brasil de 2020, divulgado na terça-feira, 17, pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Nielsen, houve aumento de 25% em volume e 22% em valor dos livros vendidos em outubro deste ano comparado ao mesmo período de 2019.

Veja abaixo as promoções que livrarias e e-commerces estão preparando ou já estão oferecendo para esta Black Friday.

Amazon

A gigante do e-commerce está com a campanha "Esquenta Black Friday" para diversas categorias, incluindo livros. Durante toda a ação, será oferecido frete grátis para a primeira compra de itens enviados pela Amazon.

Diariamente, são oferecidos descontos diferentes. Para esta quinta-feira, 19, é possível encontrar até 80% de desconto em eBooks e 70% em livros. Para quem deseja comprar um e-reader, dois modelos de Kindle - o Paperwhite e o da 10ª geração - estão com até 40% de desconto.

Saraiva

Até o dia 26, as lojas físicas da Saraiva estão com desconto progressivo em livros: 2 livros têm 15% de desconto, 3 livros, 20%, e 4 livros, 30%. O desconto é aplicado sobre o valor final da compra. As ofertas não são válidas para livros didáticos, cursos de idiomas e dicionários.

A área de papelaria segue a mesma lógica do desconto progressivo para livros. As categorias de Música e Filmes estão sendo contempladas com a oferta de "Leve 3, pague 2". A campanha efetiva de Black Friday nas lojas físicas acontecerá entre os dias 27 e 30.

O site está com uma promoção de "aquecimento" para a Black Friday até o dia 25. Entre os dias 16 e 22 de novembro, o consumidor pode encontrar um cupom de 15% de desconto nas compras acima de R$ 59,90, um cupom de 20% de desconto nas compras acima de R$ 79,90 e demais ofertas antecipadas com até 60% de desconto.

Entre os dias 26 e 30, o site terá ofertas de até 80% para diversas categorias, principalmente livros e games.

Livraria da Vila

Nesta quinta-feira, 19, a livraria começa a campanha "Descontão na Vila", que vai até o dia 30. Mais de 250 títulos literários terão descontos de 10% a 90% nas lojas físicas e no site. Outros itens, como brinquedos, jogos e itens de papelaria também entram na promoção.

Blooks

Em São Paulo, apenas a loja do Shopping Frei Caneca participa da ação de Black Friday, que já está ativa. Livros de teatro da editora Cobogó, livros de culinária e sobre feminismo da editora Boitempo estão com 25% de desconto até dezembro.

Livraria Cultura

A assessoria de imprensa não retornou o contato até a publicação desta reportagem.

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Black Friday 2020: eletroeletrônicos devem ter descontos menores em relação a 2019

Alta do dólar é um dos fatores que explicam a redução, segundo a consultoria GfK; projeção de oferta para smartphones é de 27%, segundo a plataforma Promobit

Luciana Lino, especial para o Estadão

19 de novembro de 2020 | 16h13

De acordo com pesquisas recentes, a Black Friday 2020 deve ter recorde de vendas e uma presença massiva do e-commerce como canal de compras. Ainda assim, pesquisa da consultoria especializada em comportamento de consumo GfK indica que o evento deste ano deve ter descontos menores na comparação com 2019. 

A pesquisa da GfK leva em consideração o volume de vendas, o preço médio e faturamento repassados pelos varejistas para a categoria de eletroeletrônicos, que é a mais desejada pelo consumidor na Black Friday 2020, segundo a plataforma de descontos Promobit. De acordo com estudo da plataforma, o smartphone representa 22% das intenções de compra de 1.500 entrevistados. Em seguida, aparecem outros eletrônicos, como televisão (14,4%) e notebook (6,6%).

De acordo com o diretor de varejo da GfK, Fernando Baialuna, fatores como alta do dólar e escassez de matéria-prima prejudicam a possibilidade de grandes ofertas. “Grande parte dos equipamentos montados no Brasil vem com componentes importados, que ficaram mais caros por conta da alta do dólar. Isso acaba influenciando o preço”, explica. 

Segundo Baialuna, a pesquisa da GfK ainda não consegue prever a média de descontos para a Black Friday 2020, mas é possível afirmar que as ofertas para a data serão menores de acordo com o histórico de descontos do restante do ano. Segundo a pesquisa, entre maio e agosto de 2019, 43% dos itens vendidos no setor de eletroeletrônicos tiveram descontos de 5% a 10%. No mesmo período de 2020, apenas 17% dos produtos foram oferecidos com essa faixa de descontos.  

Projeção de ofertas para a Black Friday 2020

Com base nos descontos médios da Black Friday de 2019, o Promobit projetou ofertas para diferentes categorias. Dentre os eletroeletrônicos, os que apresentam as maiores projeções de descontos são relógios e pulseiras inteligentes, PlayStation 4 e fones de ouvido. 

Projeção de desconto para as categorias de eletroeletrônicos, segundo o Promobit

  • Smartwatch e smartbands - 52%
  • PS4 - 45%
  • Fones de ouvido - 36%
  • Monitor - 32%
  • Smartphone - 27%
  • Placa de vídeo - 23%
  • Máquina de lavar - 22%
  • Notebook - 22%
  • TV - 20%
  • Geladeira - 20%
  • PC Gamer - 20%

Outros itens eletroeletrônicos apresentam menos de 20% de projeção de descontos, como tablets (18%), máquina lava e seca (15%) e home theater (15%). 

Para o coordenador do curso de Economia da FGV EAESP, Joelson Sampaio, a disparidade entre os dados - como a da projeção de descontos para o PlayStation 4 e para os smartphones - está associada ao “conceito de elasticidade”. “Para os consumidores, o smartphone é um item de necessidade maior do que um videogame ou um fone de ouvido. Então, para esses produtos chamarem mais atenção e conseguirem alavancar as vendas, é necessário oferecer um desconto maior”, explica.

O valor é outro motivo que pode explicar a diferença entre as projeções. “Quanto maior o valor do item, menor o porcentual de desconto, porque, em termos absolutos, o desconto se torna maior conforme aumenta o valor do produto”, diz Sampaio. 

Como acompanhar as ofertas?

Para acompanhar os preços e seus descontos, o diretor do site www.blackfriday.com.br, Ricardo Bove, sugere que o consumidor faça uma lista com os produtos que deseja e tenha em mente quanto está disposto a pagar para ajudar na busca pelas promoções. 

O diretor da ConQuist Consultoria, Roberto Madruga, ressalta que há consumidores que podem fazer o caminho inverso: verificar o orçamento disponível e, a partir dele, traçar suas intenções de compra. 

Os especialistas também recomendam que o consumidor identifique as grandes ofertas de acordo com a categoria do produto. “Você nunca vai encontrar uma lavadora com um desconto de 70%, porque esse é um produto de valor alto”, afirma Bove. 

Para identificar as melhores promoções, Bove e Madruga aconselham o consumidor a acompanhar os sites e as redes sociais das lojas de preferência, e a ativar as notificações dos e-mails e aplicativos para ser informado sobre as promoções do dia. “O usuário pode se cadastrar antecipadamente nos sites ou nos aplicativos das lojas onde ele está acostumado a comprar, porque muitas dessas ofertas são exclusivas ou antecipadas para quem já é cliente”, diz Bove. 

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Black Friday 2020: confira os direitos do consumidor

Procon-SP tem feito reuniões preventivas com as lojas que tiveram mais reclamações na data de descontos no ano passado 

Érika Motoda, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2020 | 13h00

Transparência das lojas e atenção dos clientes. Se essa receita é capaz de prevenir maiores dores de cabeça no dia a dia, quem dirá agora com a proximidade da Black Friday e as compras por impulso. O evento de descontos deste ano será na próxima sexta-feira, 27, mas muitas redes varejistas anteciparam as promoções, que começaram já no início de novembro. 

O Procon-SP, vinculado à Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, tem feito desde o início do mês reuniões preventivas com as varejistas mais reclamadas na edição passada da Black Friday, como Carrefour, Magazine Luiza e B2W (Americanas, Submarino e Shoptime). “O primeiro compromisso firmado é o de deixar muito bem esclarecido quais produtos vão estar em promoção e todas as regras que serão aplicadas. Em segundo lugar, que haja um pós-venda eficiente, que atendam rapidamente os clientes”, disse o diretor-executivo da fundação, Fernando Capez

Do lado dos clientes, é importante saber os direitos básicos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e como fazer o uso consciente do dinheiro. O Estadão consultou o advogado Pedro Barradas Barata, sócio do escritório Pinheiro Neto, e a coordenadora do programa de Serviços Financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, para tirar dúvidas sobre o tema. 

Pesquisei o preço na internet e decidi comprar porque estava em promoção. Mas, na hora de pagar, o valor promocional não estava mais lá. Isso pode ser considerado abusivo? 

Essa prática fere o Código de Defesa do Consumidor; a maior dificuldade será provar o ocorrido. O CDC garante que o fornecedor é obrigado a vender pelo preço promocional que anunciou. O fornecedor até pode colocar exceções, mas precisa estar bem sinalizado. Tire prints da página da internet para comprovar que o desconto foi anunciado. 

Se o lojista facilitar a compra por Pix, por exemplo, mas não oferecer as mesmas comodidades para a compra no cartão de crédito, isso pode ser considerado abusivo? 

Não. Durante um tempo, houve a discussão se poderia haver preços diferentes para cada forma de pagamento, tanto no estabelecimento como fora (nas lojas online). Atualmente, há uma lei federal que permite cobrar preços diferentes, baseado no argumento de que cada forma de pagamento tem um custo. Por exemplo, se o lojista aceita cartão de crédito, ele tem que pagar uma tarifa sobre o porcentual da venda para as empresas de cartão. 

A empresa é obrigada a informar a data de entrega na hora da compra? 

A empresa é obrigada a dar prazo de entrega e não exceder o limite que ela se comprometeu. Existem alguns Estados com leis que preveem o agendamento da entrega, mas a regra vale mais para produtos em que é necessário fazer instalação. Se forem outros produtos, entregues pelos Correios, aí não há muito controle do horário exato.

O que fazer quando a loja demora ou não entrega meu pedido?

Se a loja, seja física ou virtual, não entregar o produtos dentro do prazo combinado, o consumidor pode cancelar a compra e ter seu dinheiro de volta sem pagar nenhuma taxa de cancelamento, já que a desistência foi provocada pelo estabelecimento comercial.

Acabei perdendo o controle e gastei mais do que deveria no cartão de crédito. Posso renegociar as parcelas? Se sim, com quem tenho que falar, com o banco ou com a loja?

Para renegociar a parcela, é necessário entrar em contato com o emissor do cartão de crédito, porque é ele quem faz o pagamento para a loja. Mas não existe nenhuma obrigação legal do banco renegociar a dívida. Em caso de compras realizadas fora da loja, a lei garante o direito ao arrependimento em um período de sete dias após a compra, em que é possível cancelar a operação. 

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Quando o cancelamento é válido?

O cancelamento de uma operação é autorizado pelo CDC em casos de:

  • compras feitas fora do estabelecimento comercial (pela internet, telefone ou vendedor porta a porta),
  • defeitos que o fornecedor não tenha resolvido,
  • informações não condizentes com a realidade na embalagem do produto atraso na entrega de um produto.

Se eu comprar algum produto na Black Friday estrangeira, estou resguardado de alguma forma pelas leis brasileiras?

Não. Ainda que a empresa envie um produto para o Brasil, a lei nacional não vai se aplicar à compra. Você estará sujeito às leis do país onde se encontra esse site.

Meu produto veio danificado. Tenho direito de receber o dinheiro de volta? 

Uma vez notificado sobre o defeito, o fornecedor tem até 30 dias para resolver o problema encontrado pelo cliente. Caso desrespeite esse período, o consumidor tem três opções: 

  • pedir um produto igual e sem defeito, 
  • exigir o dinheiro de volta ou 
  • requerer o abatimento do preço.

Vale a pena pegar um empréstimo pessoal para aproveitar as promoções?

A não ser algo que vá impulsionar a sua atividade profissional, não faz sentido se endividar para se beneficiar de um desconto. Ao pegar um empréstimo, você ainda estará sujeito a pagar juros, que podem ser altos. 

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Black Friday 2020: Procon-RJ publica lista de sites não recomendados

Mais de 200 páginas suspeitas aparecem na listagem; fundação também criou uma cartilha com orientações para consumidores

Luciana Lino, especial para o Estadão

24 de novembro de 2020 | 16h56

Com a proximidade da Black Friday 2020, na próxima sexta-feira, 27, o Procon-RJ lançou uma lista com 203 sites não recomendados para compras online. O intuito é ajudar o consumidor a verificar páginas e lojas virtuais que não são consideradas seguras.

De acordo com a entidade de defesa do consumidor, diversos fatores foram analisados para a criação da lista. Foram acrescentadas empresas que não cumprem com a entrega dos produtos e serviços comprados, não respondem às reclamações do consumidor e não respondem às notificações enviadas pelo Procon.

O órgão também avaliou se o estabelecimento tem cadastro ativo na Receita Federal, se está apto a emitir nota fiscal e se o site disponibiliza informações de contato e dados da empresa.

O Procon-SP também tem a sua relação de sites que devem ser evitados pelo consumidor. A listagem foi atualizada em março deste ano.

Dicas para o consumidor

De acordo com o presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho, o consumidor não deve enviar cópias dos seus documentos pessoais por e-mail e por aplicativos de mensagens, mesmo que a loja afirme que o envio é necessário para a emissão de nota fiscal, atualização de cadastro, fornecimento de descontos ou confirmação de endereço. “Essa é a forma mais comum utilizada para burlar a verificação em duas etapas, que é uma segurança maior para o usuário”, diz.

Coelho também orienta o cliente a não informar os códigos gerados por empresas que anunciam e vendem por telefone, WhatsApp e SMS, e reforça a preferência pelo pagamento via cartão de crédito. “Atenção com os sites que só aceitam boleto bancário, pois, se houver algum problema com a compra, o consumidor terá mais dificuldade de ressarcimento junto ao banco”, afirma.

Por fim, é recomendável que os consumidores efetuem compra de produtos ou serviços em sites que tenham endereço físico em território brasileiro. “Nossa lei tem abrangência nacional e ocorrendo algum problema com o pedido realizado em site estrangeiro, haverá dificuldade na aplicação do Código de Defesa do Consumidor”, finaliza Coelho.

Cartilha de orientações

No fim de outubro, o Procon-RJ preparou uma cartilha voltada para os consumidores que desejam comprar na Black Friday.

Entre as recomendações para as compras nas lojas físicas, a entidade destaca que o preço do produto deve estar visível, ser exibido no seu total à vista e que condições de pagamento, como a quantidade, a duração e valor das prestações, bem como os juros e eventuais acréscimos e encargos, devem estar explícitos.

Em relação às compras online, a cartilha orienta o internauta a desconfiar de sites que oferecem preços muito abaixo do mercado e dar preferência aos sites com boa reputação.

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Black Friday 2020: varejistas de moda têm descontos de até 80%

Renner, C&A, Riachuelo e Marisa apostam em ofertas para diversas categorias, como vestuário, calçados e acessórios, e em programas de reembolso

Luciana Lino, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2020 | 12h30

Além de descontos em peças, que podem chegar a 80%, os varejistas de moda apostam em programas de reembolso, o chamado cashback, para novas compras na marca nesta edição da Black Friday, oficialmente nesta sexta-feira, 27. Além das promoções antecipadas, as lojas estenderam as ofertas até o fim do mês. 

De acordo com estudo realizado pela Go2Mob, empresa que oferece soluções integradas para o setor mobile, os itens de vestuário são os mais desejados nesta Black Friday para 18% de 28 mil entrevistados - a categoria ficou atrás apenas dos smartphones (50%) e ficou à frente de produtos como eletrodomésticos (16%) e eletroportáteis (6%). 

Confira as promoções das maiores varejistas de moda para a Black Friday 2020. 

Renner

No site e no aplicativo, as promoções para a Black Friday apresentam descontos de até 80%. A empresa oferece frete grátis para compras de qualquer valor efetuadas pelo aplicativo e para as compras acima de R$ 99,90 feitas pelo site. 

Nas lojas físicas, a Black Friday da Renner ocorre até 30 de novembro, com 60% de desconto nos itens sinalizados com bolinhas pretas ou 20% de desconto nos produtos indicados com etiquetas amarelas. Os descontos são aplicados diretamente no momento do pagamento. 

A loja também vai oferecer cashback para compras efetuadas com o cartão da loja, que será disponibilizado para uso entre entre os dias 7 e 18 de dezembro, em forma de desconto na próxima compra.

C&A

Até o dia 30, a loja oferece descontos de até 70% para todas as categorias e ações exclusivas no e-commerce, aplicativo e nas lojas físicas. Dentre os produtos de destaque, estão aparelhos celulares e acessórios com ofertas de até 50%, maquiagens e produtos de beleza com descontos de até 60% e calçados femininos, masculinos e infantis com até 70% de desconto. Peças de vestuário também entram na promoção, com destaque aos jeans, com peças etiquetadas a partir de R$ 49,99. 

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Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio eletrônico e varejo físico do Brasil será no dia 27 de novembro
 

Riachuelo

Todas as categorias, como vestuário, moda casa, calçados e acessórios, apresentam descontos de até 70% no site, no aplicativo e nas lojas físicas até o dia 29 de novembro. 

Nas compras feitas pelo aplicativo, o consumidor pode receber cashback e utilizar o valor recebido durante o mês de dezembro. Quem for comprar pelo site vai encontrar uma lista de produtos selecionados com descontos de até 50% e poderá ganhar 20% off usando um cupom de desconto. 

Marisa

As categorias de vestuário - feminino, masculino, infantil e lingerie - e acessórios serão contemplados por ofertas de até 70% de desconto no site, nas lojas físicas e no aplicativo. A campanha de Black Friday da marca vai até o dia 30 de novembro. 

Os consumidores que adquirirem o cartão da loja poderão se beneficiar da dinâmica de cashback e ganhar de volta 15% do valor da compra para utilizar em dezembro. 

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Companhias aéreas apostam em descontos na Black Friday para reaquecer o setor

Gol, Latam e Azul têm promoções válidas para viagens neste ano e no ano que vem, para destinos nacionais e internacionais

Luciana Lino, especial para o Estadão

27 de novembro de 2020 | 16h01

Para quem está com saudades de viajar de avião, as principais companhias aéreas do País - Gol, Latam e Azul - oferecem descontos nas passagens durante a Black Friday 2020.

As empresas estão entre as mais afetadas pela pandemia e apostaram em descontos para atrair os clientes, com promessas de reforço na segurança dos passageiros. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de janeiro a outubro de 2020, o número de passageiros de voos domésticos no Brasil foi de 34,7 milhões, o que representa uma queda de 55,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

O número é ainda mais expressivo em relação à quantidade de passageiros pagos transportados em voos internacionais realizados por empresas brasileiras: 2,2 milhões de janeiro a outubro de 2020, apresentando uma queda de 71,3% em relação ao mesmo período de 2019.

Veja a seguir as ofertas para o segmento aéreo para a Black Friday.

Gol

As ofertas da Gol tiveram início na quinta-feira, 26, e terminam às 8h de segunda-feira, 30. Os voos nacionais têm tarifas promocionais de passagens de volta a partir de R$ 99,90, com taxa de embarque inclusa e isenção da taxa de remarcação, válidas entre março a setembro de 2021 (exceto o mês de julho). Demais condições especiais estão disponíveis no site da companhia.

Entre os destinos internacionais, a ida e volta de São Paulo (GRU) para Buenos Aires (EZE) saem a partir de R$ 939, com taxa de embarque inclusa, isenção de taxa de remarcação e data de viagem entre 6 de abril e 30 de junho de 2021. Demais destinos, como Santiago, Miami e Orlando também estão incluídos na promoção.

Outros serviços também estão contemplados na Black Friday da companhia, como desconto de até 40% na escolha de assentos especiais nas aeronaves e oferta de 10% no transporte de animais de estimação na cabine.

Latam

A Black Friday da Latam traz descontos em voos e pacotes de viagens para o Brasil e exterior até às 23h59 de domingo, 29.

Em relação aos voos domésticos, há opções com partida em diversos Estados do País. Em São Paulo, há trechos que saem por R$ 91,44, com taxas inclusas. Com saída do Rio de Janeiro, via aeroporto de Santos Dumont, para Vitória, por exemplo, é possível encontrar voos a partir de R$ 98,57 (o trecho, com taxas inclusas). Os voos domésticos são válidos no período de fevereiro a junho de 2021. Demais condições especiais estão disponíveis no site da companhia.

Para destinos internacionais, há voos para Buenos Aires por R$ 1.240,65, saindo de São Paulo via aeroporto de Guarulhos. Também é possível encontrar promoções que saem de São Paulo para destinos como Santiago, Madri e Nova York. Todas as ofertas têm taxas inclusas e são válidas para voos ida e volta, em classe econômica, entre dezembro de 2020 e junho de 2021. Todas as regras para a promoção estão disponíveis no site da Latam.

A companhia também oferece descontos em pacotes da sua operadora de viagens Latam Travel e em outros voos na classe executiva, a ‘Premium Business’.

Azul

A partir das 17h desta sexta até as 23h59 de domingo, 29, o consumidor pode inserir o código promocional “AZUL20” para receber 20% de desconto sobre o valor da tarifa. A promoção é válida para determinados voos domésticos e diretos operados pela Azul e valem para períodos distintos entre este ano e o ano que vem.

A companhia delimitou dois períodos. Entre os dias 1º a 16 de dezembro, e 7 de janeiro a 1º de fevereiro de 2021, há diversos trechos aplicáveis, como de São Paulo via Guarulhos para Ilhéus, na Bahia.

Entre os dias 2 de fevereiro e 9 de fevereiro de 2021, 23 de fevereiro e 30 de março, 6 de abril e 1º de junho e 8 de junho e 25 de junho de 2021, todos os trechos domésticos estão disponíveis, exceto para as origens ou destinos: Fernando de Noronha (PE) e Jericoacoara (CE). Demais condições especiais estão disponíveis no site.

A companhia também traz promoções especiais nos pacotes da sua operadora de viagens, Azul Viagens, e no programa de milhas TudoAzul.

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