BlackBerry registra prejuízo de US$ 84 mi e ações desabam

Fabricante canadense de smartphones vendeu menos aparelhos do que o esperado apesar de lançar novos modelos

TORONTO, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2013 | 02h20

Ficou mais distante o restabelecimento da canadense BlackBerry no mercado mundial de celulares. Ontem, a empresa divulgou um prejuízo no primeiro trimestre fiscal e estimou perdas para o atual trimestre. Como resultado, suas ações desabaram 27,8% na Nasdaq.

A fabricante de smartphones divulgou um prejuízo líquido de US$ 84 milhões ou US$ 0,16 por ação, no trimestre encerrado em 1o de junho. Um ano antes, a empresa teve prejuízo de US$ 518 milhões, ou US$ 0,99 por ação. O faturamento no período foi de US$ 3,1 bilhão.

A BlackBerry popularizou o hábito de mandar e-mail no celular com seus aparelhos de teclas pequenas. Graças a seus recursos de segurança, chegou a ser a marca favorita do mundo corporativo. Nos últimos anos, a empresa viu seu território ser progressivamente tomado por Apple, Samsung e Google (com o sistema operacional Android). Segundo a consultoria IDC, a participação no mercado global encolheu de 6,4% para 2,9% no último ano.

Neste ano, a empresa lançou dois smartphones com um novo sistema BB10: o aparelho Z10, com tela de toque, e o Q10, que inclui o pequeno teclado que muitos usuários antigos da marca ainda apreciam. A empresa diz que pretende apresentar até o fim do ano um novo modelo mais econômico que utiliza seu velho sistema operacional BlackBerry 7.

As vendas dos lançamentos não foram como o esperado. A empresa vendeu 6,8 milhões de smartphones no último trimestre - 2,7 milhões eram modelos novos, em especial o Z10. A expectativa era de 7,5 milhões de vendas totais com 3,6 milhões de aparelhos dos modelos novos.

"Eles não são mais a escolha sofisticada do mercado, como a Apple se tornou, e eles também não são a escolha econômica, como a Nokia. Eles estão no meio e vendem volumes relativamente baixos", disse Daniel Ernst, analista na Hudson Square Research em Nova York. "É difícil conseguir grandes margens com esse tipo de volume. Eu diria que as perspectivas são bem negativas."

O CEO da BlackBerry, Thorsten Heins, tentou manter o ânimo. "Estou confiante no futuro do BlackBerry 10. É uma maratona. Com as finanças que temos, estamos prontos para correr nela." / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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