Blair espera que OMC decida contra taxas dos EUA ao aço

Citando uma siderúrgica do País de Gales com problemas financeiros, o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, disse que espera que a Organização Mundial do Comércio (OMC) decida contra as sobretaxas ao aço impostas pelos EUA. Blair disse que o seu governo "lamenta muito" que a companhia Allied Steel e Wire (ASW), sediada no sul do País de Gales, tenha sido obrigada a pedir concordata depois de não conseguir garantir o apoio de seus bancos credores. Durante uma sessão na Câmara dos Comuns, o congressista trabalhista Derek Wyatt disse a Blair que as sobretaxas norte-americanas foram provavelmente a "última gota" que levaram a ASW à concordata. Wyatt exigiu uma resolução "rápida" da ação da OMC contra os EUA, "dentro de dias e não de meses", dizendo que as sobretaxas ao aço também poderiam prejudicar alguns bancos do Reino Unido. Blair, que havia criticado antes as sobretaxas, disse que os seus ministros fariam "todo o possível" para ajudar aqueles que possam perder seus empregos. "Eu espero muito que a decisão da Organização Mundial do Comércio seja contra os Estados Unidos nessa questão", disse ele. "Eu realmente acredito que ,no fim, mesmo com as exclusões que estamos obtendo para algumas de nossas empresas, essa seja uma decisão a se lamentar, e não acredito que ela seja do interesse, certamente das pessoas daqui, ou do setor de aço dos EUA."

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