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Blockbuster pede concordata após acordo com detentores de bônus

A empresa cortou sua dívida para US$ 100 milhões ou menos, do valor atual de US$ 1 bilhão

Alexandre Rodrigues e Danielle Chaves, da Agência Estado,

23 de setembro de 2010 | 10h13

A rede de locadoras de vídeo norte-americana Blockbuster pediu concordata nesta quinta-feira, depois de chegar a um acordo com a maior parte dos detentores de bônus para cortar sua dívida para US$ 100 milhões ou menos, do valor atual de US$ 1 bilhão.

A empresa, prejudicada pela intensa concorrência de outras locadoras, como Netflix e Redbox, entrou com o pedido para o Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA no Tribunal de Concordatas de Manhattan. Em 30 de setembro venceria o prazo de um acordo de clemência fechado anteriormente entre a empresa e os detentores de bônus.

Segundo o acordo alcançado entre as duas partes que permitiu o pedido de concordata, os detentores de bônus seniores da Blockbuster, a quem a empresa deve US$ 630 milhões, vão trocar sua dívida pro ações na companhia reestruturada. Os acionistas e os detentores de bônus juniores, a quem a companhia deve US$ 300 milhões, serão eliminados.

Os detentores de bônus seniores também concordaram em fornecer à companhia até US$ 125 milhões em financiamento para custear a reestruturação. O empréstimo para a concordata será convertido em financiamento de saída quando a empresa emergir do Capítulo 11. Mais de 80% dos detentores de bônus seniores da Blockbuster assinaram o acordo de reestruturação.

A Blockbuster afirmou que vai avaliar sua presença nos EUA durante o processo de reestruturação. No começo desta semana, o Wall Street Journal informou que a companhia provavelmente vai fechar mais lojas, em uma tentativa de se concentrar na distribuição digital. A empresa já anunciou planos para fechar entre 500 e 800 lojas durante a concordata.

Em 29 de agosto, a Blockbuster tinha 3.306 lojas nos EUA e 2.333 no exterior e empregava cerca de 25,5 mil pessoas em suas operações domésticas. As operações internacionais da empresa não farão parte da concordata. Proprietários independentes de franquias da Blockbuster nos EUA e no exterior também não estão incluídos no processo.

No Brasil, operação não será afetada

O Grupo Lojas Americanas informou que o pedido de concordata da rede de locadoras de vídeo americana Blockbuster nos Estados Unidos não afeta a operação da marca no Brasil. A Lojas Americanas detém apenas o direito de uso da marca, licenciada pela matriz americana para a companhia brasileira por 20 anos em 2007.

Segundo a empresa, as operações dos cerca de 200 pontos de locação da marca Blockbuster no Brasil não têm qualquer relação com as atividades da rede americana. A Blockbuster não tem mais lojas próprias no Brasil. Todas os pontos de locação configuram uma seção de lojas Americanas Express, ficando a operação por conta da varejista.

(Com informações são da Dow Jones)

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