Alexander Astafyev/EFE
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Bloco asiático cria área de livre-comércio

Líderes das dez nações da Asean, reunidos em Kuala Lumpur, assinaram acordo que estava sendo desenvolvido havia 12 anos

O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2015 | 02h04

KUALA LUMPUR - A Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) estabeleceu neste domingo uma comunidade formal que busca propiciar a circulação mais livre de comércio e de capital em uma área de 625 milhões de pessoas com uma produção econômica combinada de US$ 2,6 trilhões.

A declaração da comunidade foi assinada pelos seus dez membros, em Kuala Lumpur, anfitriã da cúpula anual do grupo neste ano.

Em desenvolvimento há 12 anos, a comunidade Asean é um marco na história de 48 anos de um grupo fundado no auge da Guerra Fria como um baluarte anticomunista.

A comunidade Asean inclui uma dimensão política, de segurança e sociocultural em uma região com governos que vão desde o comunista no Vietnã e quase militar em Mianmar ao reino de Brunei e a democracia turbulenta das Filipinas.

Mas é a comunidade econômica que oferece as oportunidades mais concretas para a integração em uma região cujo Produto Interno Bruto (PIB) combinado a tornaria a sétima maior economia do mundo.

Na prática, a Asean já eliminou as barreiras tarifárias entre os dez países, disse o primeiro-ministro malaio, Najib Razak, o anfitrião da cúpula, na cerimônia de assinatura. "Agora temos de assegurar que criemos um verdadeiramente único mercado e base de produção, com maior liberdade de circulação de bens e serviços."

O dirigente malaio disse que as medidas de integração adotadas melhoraram a competitividade da indústria dos Estados-membros da organização. Com as novas diretrizes para os próximos dez anos, Najib declarou que a Asean espera crescer até um PIB conjunto de US$ 4,7 bilhões em 2020 e a passar a ser a quarta potência econômica do mundo dentro de 20 anos.

A organização, criada em 1967, é formada por Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

A cúpula terá ainda encontros paralelos com as delegações de EUA, China, Japão, enter outros, onde deve se abordar as disputas territoriais no Mar da China Meridional entre Pequim e vários sócios do grupo. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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