'Bloomberg' é alvo de análise do governo dos EUA

Caso envolve o acesso de jornalistas da agência de notícias Bloomberg a dados sigilosos de seus assinantes

O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2013 | 02h05

A Corporação Federal de Seguro de Depósitos dos EUA (FDIC, na sigla em inglês) uniu-se ontem ao Departamento do Tesouro e ao Federal Reserve Bank norte-americano na análise de um caso que envolve o acesso de jornalistas da agência de notícias Bloomberg a dados sigilosos de seus assinantes.

Fontes ligadas ao assunto disseram que a FDIC pediu à Bloomberg informações específicas em relação a que tipo de informações de sua conta os repórteres da agência tiveram acesso.

 

O pedido vem à tona dias depois da revelação, após queixa do banco Goldman Sachs, de que jornalistas da Bloomberg estariam acessando dados de seus assinantes.

Desculpas. Ontem, a Bloomberg entrou em contato com centenas de assinantes, incluindo agências do governo dos EUA, e reafirmou que foi cortado o acesso de seus jornalistas a determinadas informações sobre a utilização de sua plataforma pelos usuários.

O editor-chefe da Bloomberg News, Matthew Winkler, pediu desculpas por permitir o acesso "limitado" de jornalistas a dados delicados sobre como os clientes utilizavam os terminais da agência, dizendo que a prática era "imperdoável", mas que os dados importantes dos clientes sempre foram protegidos.

Em um editorial publicado no Bloomberg.com, Winkler afirmou que os repórteres da agência não deviam ter acesso a todos os dados considerados proprietários. "Sinto muito que eles fizeram. O erro é imperdoável", escreveu o executivo.

"Conforme a privacidade dos dados tornou-se uma preocupação central para os nossos clientes, devemos ir além na proteção de dados, especialmente quando temos até mesmo a aparência de impropriedade", continuou Winkler. "E é por isso que fizemos essas mudanças recentes do que os repórteres podem acessar." Por fim, o executivo enfatizou que os jornalistas da Bloomberg estão sujeitos a padrões dentre os mais rígidos do mercado. / DOW JONES E REUTERS

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