Bloqueio à Camargo Corrêa na Argentina é suspenso

O sindicato dos caminhoneiros suspendeu os bloqueios nas plantas da Loma Negra, a maior fábrica de cimentos da Argentina, do grupo brasileiro Camargo Corrêa. Liderado pelo presidente da Central Geral do Trabalho (CGT), Hugo Moyano, e seu filho Pablo, após dois dias de protestos o sindicato chegou a um acordo com a empresa para negociar. Nos próximos 10 dias o sindicato e a companhia vão buscar uma solução para o conflito salarial com cerca de três mil motoristas de caminhões.Os documentos apresentados pelo sindicato, que, segundo a Loma Negra, são "confusos", serão avaliados na mesa de negociação. A documentação daria amparo aos caminhoneiros para reclamar o pagamento de 27 milhões de pesos, cerca de R$ 14,6 milhões, referentes a contribuição patronal.A Loma Negra explica, em nota oficial, que "o fundamento para solicitar dito pagamento foi o suposto não cumprimento das obrigações de controle dos caminhões que entram nas plantas para carregar mercadoria, entregues aos clientes (que compram a mercadoria a retirar em nossas plantas - modalidade FOB), e a existência de trabalhadores sem contrato na companhia".A acusação, afirma a empresa, é falsa, pois a companhia "não tem a responsabilidade de controlar os caminhões dos clientes ou contratados pelos clientes". Também garante que "cumpre com absolutamente todas as obrigações relacionadas com o controle dos caminhões pertencentes às empresas de transporte que contrata para despachar mercadoria comprada por clientes a ser entregue no destino (modalidade CIF)". Por último, a Loma Negra informa que solicitou uma auditoria internacional para revisar a reivindicação do pagamento de 27 milhões de pesos.

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