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Bloqueios elevam risco de faltar combustível, diz sindicato

Segundo o Sincopetro, problemas no interior do Estado de São Paulo ainda são pontuais; região é abastecida pelos terminais de Paulínia, Barueri e Guarulhos

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2015 | 15h03

SOROCABA - Os bloqueios de rodovias por caminhoneiros liderados pelo Comando Nacional do Transporte (CNT) aumentam o risco de faltar combustível nos postos de abastecimento, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), regional de Sorocaba. 

O setor, que estava em alerta pela greve dos petroleiros, iniciada há duas semanas, trabalha agora com a possibilidade de desabastecimento, caso a mobilização continue. "Tivemos um aumento de 10% na procura pelo combustível desde que os bloqueios começaram e alguns postos estão tendo dificuldade para repor o estoque", disse o presidente regional, Jorge Alexandre Marques.

Segundo ele, os problemas ainda são pontuais. A região é abastecida pelos terminais de Paulínia, Barueri e Guarulhos. A manifestação no acesso do terminal da Petrobrás em Paulínia, nesta terça-feira, 10, afetava algumas entregas. "Esperávamos a chegada de um caminhão às 14 horas, mas não veio e ainda não tivemos retorno se virá. A situação começa a ficar complicada", disse Ricardo Diniz, gerente do Posto Dez, um dos maiores de Sorocaba.

Outros setores já são afetados pelos bloqueios. A Soromadeiras esperava uma carga de madeira do Rio Grande do Sul, mas a carreta ficou retida num bloqueio próximo de Porto Alegre. A madeireira gaúcha desistiu de embarcar uma segunda carga. A empresa de Sorocaba tentava a compra do produto no Paraná para não ficar sem a matéria-prima.

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