Bloqueios na fronteira Brasil e Argentina são suspensos

Moradores e comerciantes da cidade argentina de Puerto Iguazú suspenderam, nesta quinta-feira, 7, o bloqueio da ponte que une a região à cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, depois do governo argentino ter vetado a cobrança de uma taxa migratória para aqueles que deixam o território.O bloqueio da ponte Tancredo Neves começou na última segunda-feira e foi complementado com outro protesto que os manifestantes realizaram na estrada que une Puerto Iguazú e Posadas, capital da província de Misiones (nordeste), que também foi suspenso hoje. "Trata-se de uma trégua de 20 dias", declarou Hugo Digiovani, secretário da Associação de Taxistas e porta-voz dos manifestantes.Digiovani também informou que em dez dias haverá outra reunião entre as partes para tratar sobre a cobrança de taxas alfandegárias ao setor que ele representa.A suspensão da cobrança de 5 pesos (US$ 1,6) em conceito de taxa migratória era uma das exigências dos moradores, transportadores, comerciantes e empresários de Puerto Iguazú, um dos destinos turísticos mais importantes da Argentina por sua proximidade com as imponentes Cataratas do Iguaçu.O governo argentino decidiu na quarta-feira suspender por 180 dias a cobrança da taxa, após negociações entre o ministro do Interior, Aníbal Fernández, e o governador de Misiones, CarlosRovira.TaxasEm agosto, a Argentina tinha estendido o pagamento da taxa migratória, que até então deveria ser feito por passageiros de vôos internacionais, às saídas do país por via terrestre, fluvial ou marítima. A taxa era de 5 pesos (US$ 1,6) para as saídas por via terrestre ou fluvial e de 30 pesos (US$ 9,7) para as marítimas.Ficavam isentos do tributo os turistas que se hospedassem em cidades limítrofes da Argentina e seus países vizinhos e os habitantes de zonas fronteiriças, mas na prática havia dificuldades para creditar essa condição.Com a decisão adotada na quarta, só fica vigente a taxa para vôos internacionais, que é de 25 pesos (US$ 8).

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