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BM&F Bovespa lucra R$165,2 mi no 2o trimestre

A BM&F Bovespa fechou o segundotrimestre de 2008 com lucro líquido de 165,2 milhões de reais,o que representa uma queda de 6,1 por cento em relação ao mesmointervalo do ano passado. O lucro apurado no primeiro semestre foi de 329,2 milhõesde reais, levando em conta itens não recorrentes como asdespesas com a integração das duas bolsas --concluída em maio--e a amortização do ágio da operação. Sem considerar essesefeitos, o lucro semestral teria sido de 476,6 milhões dereais. A receita operacional líquida da terceira maior bolsa domundo em valor de mercado foi de 826,9 milhões de reais dejaneiro a junho, um incremento de 37,5 por cento frente a 2007.Apenas no segundo trimestre, a receita líquida foi de 434,2milhões de reais, 10,6 por cento maior que um ano atrás. O volume médio diário transacionado na Bolsa de Valores deSão Paulo aumentou de 4,5 bilhões de reais no segundo trimestrede 2007, passado para 6,5 bilhões de reais neste ano. No casoda Bolsa de Mercadorias & Futuros, a média diária de contratosnegociados caiu de 1,97 milhão para 1,77 milhão no mesmointervalo. "Esse recuo a gente experimentou mais no mercado de juro eé um recuo até pequeno pelo tamanho da crise externa", comentoua jornalistas o presidente-executivo da BM&F Bovespa, EdemirPinto. Esta foi a primeira divulgação conjunta de resultados dasduas bolsas, que lideram o mercado na América Latina. A ação danova instituição estreará de forma unificada na Bovespa nopróximo dia 20. Nesta quinta-feira, os papéis da BM&F fecharam em alta de0,67 por cento, a 10,47 reais e os da Bovespa subiram 0,95 porcento, para 14,94 reais. O Ibovespa avançou 1,04 por cento. Nesses níveis, as ações da BM&F acumulam queda de 47,7 porcento desde a estréia, enquanto as da Bovespa registram baixade 35 por cento. O processo de sinergia com corte de pessoal estaráconcluído até 1o de setembro, acrescentou Edemir Pinto. AVANÇO NA A.LATINA Entre os projetos que a nova bolsa pretende deslanchar,está o de ajudar a aperfeiçoar os mercados de países da região,consolidando sua liderança. "Chile, Colômbia, Peru, México e Argentina têm mercadosainda muito diferentes para serem aperfeiçoados", citou oexecutivo. "Outra iniciativa é também atrair as maiores empresasdesses países a fazer uma listagem no Novo Mercado", reiterou. A BM&F Bovespa estuda maneiras de aprimorar esse segmentode negociação que preza boas práticas de governança corporativae estender algumas das regras para a negociação de BrazilianDepositary Receipts (BDR). "No caso dos BDRs, criar uma câmara de arbitragemespecífica é uma alternativa importante para dar segurança aoacionista", apontou o presidente-executivo. "A gente está emfase final internamente (de discussão de regras) e vamos levarpara consulta pública e conversar com os órgãos reguladores." Neste segundo semestre, duas iniciativas da bolsa entram emoperação: o sistema que permite o acesso direto de clientes e adisponibilização na rede Globex, da CME, de todos os produtosda BM&F. Edemir Pinto evitou projetar o volume de negócios extra queas duas medidas podem gerar, mas lembrou que hoje os produtosda BM&F estão disponíveis em 760 terminais no Brasil e passarãoa ter acesso potencial a mais de 100 mil terminais em 80países. (Reportagem adicional de Aluísio Alves)

DANIELA MACHADO, REUTERS

14 de agosto de 2008 | 20h30

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