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BM&FBovespa não descarta fusão com bolsa de Chigaco

O presidente da Bolsa, Edemir Pinto, ressaltou que no momento não existe nenhuma negociação com a Chicago Mercantile Exchange

Vinícius Pinheiro, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2011 | 12h46

Em meio à onda de consolidação entre as bolsas internacionais, a BM&FBovespa está sempre em busca de oportunidades, afirmou hoje o presidente da Bolsa, Edemir Pinto. Ele ressaltou que no momento não existe "absolutamente" nenhuma negociação com a Chicago Mercantile Exchange (CME). As duas empresas possuem atualmente uma participação cruzada de 5% cada.

Edemir porém não descartou uma negociação futura. "Nós somos parceiros e nada impede que no futuro essa parceria não resulte em um namoro ou até em casamento", afirmou, ponderando ainda que a mesma regra vale para uma eventual separação.

Atualmente a CME possui um assento no conselho de administração da BM&FBovespa e o presidente da Bolsa brasileira assume este ano uma posição no conselho da parceira norte-americana.

Segundo Edemir, o primeiro objetivo da Bolsa não é realizar aquisições. "Queremos identificar oportunidades de expansão e, partir desse passo, pode ter na mesa alguma aquisição", disse. O presidente da BM&FBovespa voltou a descartar qualquer interesse na compra da Cetip assim como de bolsas na América do Sul.

Questionado sobre o negócio envolvendo as bolsas de Nova York (NYSE) e a alemã Deutsche Boerse, o executivo avaliou o movimento como transformador. "Está claro que a NYSE foi atrás de um outro modelo de bolsa", afirmou. Ele destacou que, com a fusão, a NYSE passa a atuar com um modelo verticalizado, semelhante ao da bolsa brasileira. "Esta operação mostrou que o modelo ideal é vertical, integrado e multiativos, como o nosso", ressaltou.

Concorrência

O modelo de negócio anunciado pela operadora global de bolsas Bats para uma possível atuação no Brasil surpreendeu o diretor-presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto. Ao anunciar o interesse no mercado brasileiro, a Bats informou que pretende atuar de forma integrada, que compreende negociação, liquidação e custódia. Edemir lembrou que a possível concorrente hoje atua apenas na negociação de ativos, assim se mostrou bastante surpreso com os planos da bolsa para País.

Edemir ressaltou que a concorrência não preocupa. "Nosso foco é fortalecer nosso negócio e dar condições de inovação para que ele possa se diferenciar", afirmou hoje em coletiva de imprensa. Ele defendeu que as regras rigorosas do mercado brasileiro não sejam flexibilizadas para permitir a entrada de um novo concorrente. "Pode vir quem quiser, desde que as regras de transparência sejam mantidas".

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