BM&FBovespa quer fechar parcerias com Chile e Colômbia

Acordo deve sair até fim do primeiro trimestre de 2010; investidores poderão comprar ações em países vizinhos

Marcílio Souza, Agência Estado

11 de dezembro de 2009 | 13h14

A BM&FBovespa espera fechar um acordo de parceria com as bolsas do Chile e da Colômbia até o final do primeiro trimestre do ano que vem, disse o presidente da bolsa brasileira, Edemir Pinto, à agência Dow Jones nesta sexta-feira, 11. "Temos uma proposta e um plano de ação, podemos fechar esses acordos até o final de março", disse ele.

 

A parceria vai permitir que os investidores comprem ações nos países vizinhos. Depois do Chile e da Colômbia, a BM&FBovespa espera fazer um acordo com a bolsa do Peru. Pinto disse que a BM&FBovespa pretende tornar-se realmente uma bolsa regional, atraindo listagens das maiores companhias da América Latina. "Criamos um grupo de trabalho para abrir o caminho para que essas grandes empresas listem ações no Brasil por meio de Brazilian Depositary Receipts, ou BDRs", afirmou.

 

No Brasil, Pinto disse que a BM&FBovespa que atrair mais investidores individuais. "Atualmente, há 555 mil investidores individuais que aplicam dinheiro na nossa bolsa. Nosso objetivo é aumentar esse número para 5 milhões ata 2014", disse Pinto. "Para cumprir essa meta, estamos investindo em educação", acrescentou.

 

Pinto acrescentou que a bolsa está trabalhando para convencer mais companhias de pequeno e médio porte a fazerem ofertas públicas iniciais (IPO). "Em outros países, há IPOs toda semana, a maior parte deles de pequenas e médias empresas", disse ele. Pinto acrescentou, no entanto, que IPOs grandes, como o da Direcional Engenharia e o da unidade local do Santander são igualmente bem-vindos. As informações são da Dow Jones.

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