BMW estima aumento de, no mínimo, 30% nas vendas de carros em 2010

Demanda forte por veículos de alto luxo no mercado nacional foi favorecida pelo crescente poder aquisitivo do consumidor brasileiro de alta renda

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

21 de maio de 2010 | 14h28

Favorecida pelo crescente poder aquisitivo do consumidor brasileiro de alta renda, a BMW estima aumentos de, no mínimo, 30% nas vendas de carros; e de cerca de 100% nas vendas de motos no Brasil este ano, em comparação com o ano passado. As estimativas são do presidente da BMW Group Brasil, Henning Dornbusch, que aposta na continuidade da demanda forte por veículos de alto luxo no mercado brasileiro em 2010. Somente em 2009 as vendas de carros da marca no Brasil subiram 83% ante o ano anterior, somando 5.375 unidades. Já as de motos avançaram em torno de 13,5% no ano passado contra 2008, somando 1.615 unidades. "As perspectivas para nosso segmento são muito boas este ano", afirmou.

Dornbusch explicou que, no segmento carros, o ano passado foi favorecido pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que beneficiou carros de quatro cilindros vendidos pela marca. Do total de vendas de carros em 2009, cerca de 60% eram modelos 118 e 320, com valores próximos a R$ 100 mil.

Porém, mesmo com o anúncio do fim do benefício fiscal no setor automotivo em 2010, o ano começou bem para a montadora alemã, que apurou no primeiro quadrimestre elevação de 104% nas vendas de carros no Brasil ante igual período em 2009, com 2.067 unidades. No mesmo período de comparação, houve avanço de 61% nas aquisições de motos, somando 708 unidades.

Um dos pontos que tem favorecido a marca no mercado brasileiro este ano é a cotação do Euro, atualmente em baixa ante o Real devido ao cenário de turbulência na economia européia, por conta da crise na Grécia. Isso ajudou a tornar os preços dos produtos da marca mais competitivos no mercado brasileiro. No entanto, Dornbusch fez uma ressalva: embora os preços dos veículos da BMW no Brasil estejam sendo beneficiados pelo câmbio, o ambiente de turbulência na Europa pressionou para cima os preços de matérias-primas, o que eleva o custo de produção. Mas a demanda internacional por produtos da marca continua aquecida devido ao crescente consumo da China, agora o terceiro mercado da BMW, atrás apenas de Alemanha e Estados Unidos. "Estamos observando o cenário na Europa, com cautela. Não acho que vá se resolver tão cedo", comentou.

As boas projeções de crescimento de vendas no mercado brasileiro este ano levaram a montadora a decidir elevar o número de pontos de venda no País, dos atuais 22 para 33 até o final de 2010. Além disso, a BMW prevê em torno de cinco lançamentos no Brasil este ano, e investimentos em marketing "proporcionais ao aumento nas vendas da marca no mercado", ou seja, com taxas de crescimento próximas a 30%.

Fora do segmento de carros e de motos, Dornbusch comentou ainda sobre os resultados dos chamados modelos "mini", veículos com design esportivo e que podem alcançar 240 quilômetros por hora, lançados no ano passado no mercado brasileiro. "Foram vendidas 1.023 unidades, e a nossa estimativa era de 600, 650 (unidades). Esperamos um crescimento de pelo menos 60% nas vendas desde modelo este ano no Brasil", afirmou.

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