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BNDES anuncia linha de R$ 2,5 bi para leilões de concessão

Recursos virão do financiamento adicional de R$ 10 bilhões para o banco anunciado na semana passada

Reuters e Agência Estado,

13 de novembro de 2008 | 14h18

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, anunciou nesta quinta-feira, 13, que o banco vai disponibilizar até R$ 2,5 bilhões em uma linha de empréstimo-ponte para grupos interessados em futuros leilões concessão em infra-estrutura no Brasil.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos   Segundo ele, parte desses recursos são oriundos de um financiamento adicional de R$ 10 bilhões para o BNDES, anunciado recentemente pelo Ministério da Fazenda. O presidente do banco acrescentou que o empréstimo-ponte terá um custo de 14,5% ao ano, spread básico de 1,3% e spread de risco do tomador de empréstimo que poderá oscilar entre 0,4% e 3,5% ao ano.   "É uma linha de ponte indissociável do investimento... é um conforto adicional para que o leilão seja benéfico para a sociedade", disse Coutinho a jornalista na sede do banco.   Sobre os recursos extras anunciados na semana passada, o presidente do BNDES afirmou que eles "provavelmente" virão do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Assim, de acordo com ele, "poderá não ser necessário emitir títulos" públicos. Mantega tinha mencionado que os recursos viriam de títulos do Tesouro Nacional.   De acordo com Coutinho, do total, R$ 4 bilhões já estão certos, equacionados, entre os bancos federais, sendo que os R$ 2,5 bilhões para a infra-estrutura "já estão entrando". Segundo ele, o BNDES só tomará os recursos com BB e Caixa à medida que for repassar.   Ele lembrou que o BNDES já tinha R$ 5 bilhões adicionais anunciados em outubro para o financiamento de exportação pela nova linha "pré-embarque especial". Até quarta-feira, a linha já tinha tido demanda de US$ 1 bilhão, e, "se for necessário", receberá mais recursos dentre os R$ 10 bilhões anunciados por Mantega na semana passada. Parte dos recursos pode ser usada também para capital de giro, mas Coutinho deixou claro que esta não é uma prioridade do banco.

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