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BNDES aprova financiamento de R$ 774 milhões para a Vale

A Companhia Vale do Rio Doce voltou a buscar financiamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nesta terça-feira, 10, o banco anunciou a aprovação do empréstimo de R$ 774,6 milhões, para expansão de capacidade da Estrada de Ferro Carajás. Com status de investment grade - empresas classificadas internacionalmente como risco quase zero para o investidor - a Vale há anos não recorria ao banco estatal de fomento, dando preferência à captação de recursos no exterior."As reduções nos juros começam a tornar atrativas as linhas de financiamento do BNDES. As condições dadas à Vale devem ter sido bem interessantes", comentou Pedro Galdi, do banco ABN Amro.A Vale não quis comentar a operação. O gerente do departamento de logística do BNDES, Antonio Tovar, disse que, além do financiamento aprovado para a área de logística da mineradora, outros cinco projetos de ferrovias estão em fase de análise na instituição, com possibilidade de aprovação até o final deste ano. Segundo ele, se aprovados, os financiamentos do banco nesses projetos somarão R$ 4 bilhões.A ferrovia de Carajás terá sua capacidade ampliada de 70 milhões de toneladas para 103 milhões de toneladas transportadas por ano. O empréstimo do banco representa 57% do total de investimentos da mineradora na estrada de ferro, que é de R$ 1,4 bilhão.Na avaliação do BNDES, o aumento do volume transportado "significará o início de um novo ciclo de crescimento da CVRD e exigirá importante volume de investimentos, não só em infra-estrutura e superestrutura da EFC, como, também, no Porto da Madeira, por onde é exportada a produção de minério da região de Carajás."Condições de financiamentoO banco vem reduzindo sistematicamente as taxas de juros de todas as suas linhas de crédito. A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e que serve de base para os empréstimos do BNDES, caiu 2,75 pontos porcentuais desde janeiro de 2006.De acordo com Tovar, hoje a infra-estrutura de transporte é uma das principais prioridades do banco e, na carteira de operações contratadas da instituição no segmento de ferrovias, há sete operações em fase de desembolso, com investimento total de R$ 8 bilhões e R$ 1,5 bilhão de financiamento da instituição.Segundo ele, no caso específico da Vale, a expansão da capacidade de transporte da Estrada de Ferro Carajás (EFC)terá impacto positivo na balança comercial do País, já que haverá aumento das exportações de minério de ferro. A expansão está diretamente relacionada ao aumento da capacidade de produção de minério na região de Carajás. Os investimentos serão realizados em sinalização das linhas, ampliação e construção de pátios de cruzamentos, oficinas de locomotivas e vagões,ampliação de terminais ferroviários e aquisição de novas locomotivas e vagões.Inaugurada em 1985, com o propósito de escoar a produção de minério de ferro de Carajás, a EFC é atualmente a ferrovia mais moderna e produtiva do Brasil, com 892 quilômetros. Passa por 22 municípios (19 do Maranhão e três do Pará), sendo responsável pelo transporte de 1,5 mil passageiros por dia.

Alessandra Saraiva e Jacqueline Farid, da Agência Estado

10 de julho de 2007 | 18h13

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