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Fabio Motta/Estadão
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BNDES arrecada R$ 11,5 bi com venda de debêntures da Vale, dizem fontes

Papéis, de caráter perpétuo, tinham sido emitidos em 1997, na privatização da mineradora; oferta, restrita a alguns investidores, foi coordenada pelo Bradesco BBI

Cynthia Decloedt, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2021 | 18h34

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) arrecadou cerca de R$ 11,5 bilhões no processo de venda de debêntures, que são títulos emitidos pela mineradora Vale em sua privatização, em 1997, e que pertenciam ao banco e à União

Conforme apurou o Estadão/Broadcast, o preço estabelecido para a venda ficou em R$ 53,50 por debênture, excluindo R$ 2,76 em dividendos que foram pagos há poucos dias. O resultado ficou abaixo das expectativas de mercado, que giravam em torno de R$ 57.

A demanda teria sido o equivalente a duas vezes a oferta-base, que era de 142 milhões debêntures. Diante disso, observou uma fonte, o BNDES vendeu o lote adicional de 72,3 milhões de debêntures. No total, a oferta soma 214,3 milhões de unidades, ou 55% dos papéis emitidos pela companhia em 1997.

Essas debêntures não têm data de vencimento e oferecem uma remuneração de 1,8% sobre a receita líquida de algumas minas da Vale, sendo Carajás a mais importante delas. A oferta foi anunciada pelo BNDES no fim de março e teve o Bradesco BBI como coordenador do processo.

Processo seletivo

A oferta foi feita somente para 50 investidores qualificados, atendendo as regras das ofertas restritas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dispensou os investidores do lock-up, como é chamado o período de restrição à negociação por 90 dias pelos compradores.

A Vale pretende fazer a recompra dessas debêntures, mas não participou da oferta feita pelo BNDES. Para conduzir a recompra, teve de alterar a escritura das debêntures, que não mencionava essa possibilidade. 

A mudança causou barulho no mercado, porque, ao contrário do que normalmente acontece quando há alterações de escritura, a Vale não ofereceu nenhum prêmio aos detentores desses papéis. Alguns investidores questionaram inclusive o fato de o próprio BNDES e da União não terem exigido tal pedágio.

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