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BNDES assina acordo de integração com bancos argentinos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou hoje um acordo de cooperação com duas entidades argentinas: o Banco de la Nación e o Banco de Investimentos e Comércio Exterior (BICE).O acordo permitirá o financiamento de obras de infra-estrutura; projetos de investimentos e comércio exterior, segundo informou o vice-presidente do BNDES, Darc Antônio da Costa, durante a solenidade de assinatura do acordo, na sede do ministério de Economia da Argentina. "Estamos dando um novo passo no aprofundamento das relações do Mercosul ao criar possibilidades para as pessoas que sonham em ter crédito", disse Costa. O ministro de Economia da Argentina, Roberto Lavagna, elogiou o BNDES ao destacar que "é uma das instituições mais importantes da América Latina" e disse que "o contato mais profundo com o BICE e o Banco de la Nación é uma tentativa de dar mais um passo na integração do Mercosul com uma integração financeira de fato". Lavagna considerou que o acordo é de "extrema importância em termos de financiamento do comércio e participação de nossos países na exportação para terceiros mercados".Já o secretário executivo do ministério de Indústria, Márcio Fortes, fez questão de destacar o "grande esforço do governo Lula pela integração regional". O presidente do BICE, Arnaldo Bocco, destacou que as entidades já trabalham na elaboração desse convênio de cooperação há mais de um ano. "É um momento muito esperado porque daqui pra frente vamos multiplicar nossos investimentos", disse Bocco. ProjetosSegundo ele, já existem seis projetos que estão sendo analisados pelo BICE, os quais serão encaminhados ao BNDES, para aprovação desse financiamento. Os custos dos projetos variam de US$ 30 a US$ 150 milhões, sendo que o mais caro é o da linha ferroviária chamada Transandino Central , ligando a província argentina de Mendoza ao principal porto chileno, em Valparaíso. O vice-presidente do BNDES, Darc Antônio Costa, explicou que "não há possibilidade de que o BNDES financie nesses acordos somente empresas argentinas porque todo o crédito que for liberado envolverá, obrigatoriamente, empresas brasileiras no projeto". No caso da recuperação da linha ferroviária Transandino Central, que custará cerca de US$ 230 milhões, US$ 150 milhões serão gastos em locomotivas e vagões, os quais serão fornecidos por empresas brasileiras.

Agencia Estado,

15 de abril de 2004 | 17h13

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