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BNDES bate recorde de desembolso até setembro

Até o último mês, instituição atingiu total de liberações de R$ 62,558 bi e as aprovações somaram R$ 89,139 bi

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

17 de outubro de 2007 | 14h46

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) bateu em setembro novo recorde de valor total de desembolso. Nos 12 meses acumulados até o mês passado, a instituição atingiu um total de liberações de R$ 62,558 bilhões. Já as aprovações de projetos somaram R$ 89,139 bilhões.O presidente da instituição, Luciano Coutinho, destacou a diferença entre os dois números e a necessidade de buscar mais recursos para o banco, já que as aprovações devem se transformar em liberações no futuro. "É um bom problema. Quando um banco de desenvolvimento tem falta de dinheiro é porque a economia está marchando bem", disse.   Coutinho viajaria nesta quarta-feira, 17, à noite para Washington para participar de reunião do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial (Bird). Ele pretende obter cerca de US$ 2 bilhões para o BNDES com o Bird, o International Finance Corporation (IFC) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Coutinho também quer ampliar o acesso do banco aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e está em conversações com o Ministério da Fazenda para capitalizar o BNDES.     Infra-estrutura   O setor de infra-estrutura recebeu R$ 22,5 bilhões em créditos do BNDES nos 12 meses até setembro, 40% mais que de outubro de 2005 a setembro de 2006. No mesmo período, teve R$ 38,2 bilhões aprovados pela diretoria do banco, 136% mais que nos 12 meses anteriores, de acordo com o Boletim de Desempenho.   Para Coutinho, os números refletem o andamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo governo no início deste ano. "O PAC está em pleno vapor. Os projetos estão sendo aprovados, estão crescendo e vão continuar crescendo", afirmou.   Os desembolsos do BNDES para a indústria alcançaram R$ 29,529 bilhões, superando em 18% o total nos 12 meses até setembro do ano passado. No entanto, as aprovações para a indústria, caíram 5% em relação ao período anterior, ficando em R$ 38,431 bilhões, segundo o Boletim.   "A indústria está oscilando em um patamar muito alto", disse Coutinho sobre os desembolsos. Em relação às aprovações, considerou normal que ocorram reduções devido a ciclos de investimentos concentrados e com altos volumes, mas sua expectativa é de que elas voltem a crescer para a indústria.   O grupo de "comércio e serviços" recebeu R$ 5,361 bilhões da instituição de desenvolvimento nos 12 meses até setembro, o que representa aumento de 115% sobre o período anterior. As aprovações de outubro de 2006 até o mês passado atingiram R$ 7,466 bilhões, com alta de 53%.   Para a agropecuária, o BNDES liberou R$ 4,560 bilhões em 12 meses até setembro, ultrapassando em 33% o valor em igual período anterior. As aprovações para o setor subiram 27% e somam R$ 4,989 bilhões. O banco ainda desembolsou R$ 611 milhões para outros setores.   Créditos   A demanda pelos créditos do BNDES está crescendo principalmente no setor de infra-estrutura. É o que sugerem números apresentados pela instituição. A diferença de R$ 27 bilhões entre aprovação e desembolso do Banco nos 12 meses até setembro, que reflete esse crescimento da procura pelos recursos do banco, é explicada em 58% pela infra-estrutura e em 34% pela indústria. Juntos, agropecuária, comércio e serviços respondem pelos outros 8%.   Os transportes respondem por 38% desse crescimento de R$ 27 bilhões, sendo que 25 pontos percentuais referem-se a projetos de transporte do setor de infra-estrutura e 13 pontos percentuais a créditos para fabricantes de veículos, aviões e outros.   A energia elétrica explica 16% da diferença entre aprovações e desembolso e as telecomunicações mais 10%, com outros projetos de infra-estrutura respondendo por mais 8%. Na indústria, também são destaques no aumento das aprovações sobre os desembolsos os setores de química e petroquímica (11%) e agroindústria (9%).   Matéria ampliada às 15h53

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