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BNDES: Brasil precisará de mais R$ 650 bi em 4 anos

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje que para que os investimentos totais da economia brasileira passem dos atuais 19% do PIB para 23% nos próximos quatro anos será necessário agregar algo entre R$ 350 bilhões e R$ 650 bilhões. "Esse é o volume adicional de investimentos que terá que ser financiado nos próximos anos, e é desejável que seja financiado por instrumentos privados, e não pela expansão do BNDES", disse Coutinho.

ADRIANA FERNANDES, FABIO GRANER E EDUARDO RODRIGUES, Agencia Estado

15 de dezembro de 2010 | 19h49

Segundo ele, parte importante dessa necessidade adicional de financiamento deverá vir do próprio lucro das empresas. "Cerca da metade virá do lucro e o restante via crédito ou mercado de capitais. Por isso, quanto mais rápido esse mercado (de debêntures) se desenvolver, melhor", completou.

Para Coutinho, no entanto, a velocidade do desenvolvimento desse mercado dependerá em alguma medida da expectativa de queda da básica de juros, que torna os títulos públicos mais atrativos. "Com uma queda nos juros ao longo do período, no médio prazo, o mercado estará mais propenso a buscar papéis privados que lhe ofereçam alternativas mais interessantes", afirmou.

Coutinho afirmou hoje que as duas primeiras medidas de emissão de debêntures (para infraestrutura) e títulos privados de longo prazo adquiridos por estrangeiros devem, no primeiro ano, levar a emissões primárias para o financiamento da infraestrutura e investimentos industriais da ordem R$ 15 bilhões. Segundo ele, ao longo do tempo, as medidas devem levar a uma ampliação da capacidade de alavancagem do mercado.

De acordo com Coutinho, idealmente, em três ou quatro anos, as emissões primárias de papéis para financiar infraestrutura e investimentos industriais devem chegar a R$ 60 ou 70 bilhões por ano. "Será um processo gradual. Em três ou quatro anos, podemos ter um mercado de debêntures pujante, como o mercado de ações. Esse é um projeto de desenvolvimento financeiro do Brasil", disse Coutinho.

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