Paulo Vitor/Estadão
Paulo Vitor/Estadão

BNDES capta US$ 100 milhões para financiar energia renovável

Dinheiro será destinado a projetos de usinas eólicas, solares e de biomassa; operação foi feita com bancos japoneses

Vinícius Neder, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2018 | 22h32

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira, 21, a captação de US$ 100 milhões com bancos japoneses para financiar projetos de preservação do meio ambiente, redução de emissão de gases de efeito estufa e energia renovável. Japan Bank for International Cooperation (JBIC) e o Mizuho Bank e The Bank of Saga foram os bancos envolvidos.

Os recursos serão aplicados na carteira do BNDES de energia renovável, que inclui as usinas eólicas, solares e de biomassa. A operação teve como diferencial o custo financeiro. Segundo o diretor de finanças do banco de fomento, Carlos Thadeu de Freitas, a captação com os japoneses surgiu como uma oportunidade, pois o juro total ficou entre 100% e 101% do CDI com prazo de 12 anos.

A título de comparação, uma emissão de títulos “verdes” (“green bonds”) do BNDES, em maio de 2017, conseguiu juros acima de 110% do CDI, disse o diretor. O prazo dos títulos “verdes” emitidos em 2017 é de sete anos, com vencimento em 2024. “Essa taxa de risco com um prazo longo compensa.”

Troca. Segundo Freitas, a oportunidade de captar a um custo mais vantajoso permite ao BNDES lucrar com a “arbitragem” de juros, ou seja, aproveitar taxas mais baixas para substituir outras mais altas. Nesse sentido, ontem, o BNDES recomprou títulos externos dele mesmo, com ganho de US$ 157 milhões. Esse ganho se tornou mais importante porque o BNDES devolveu recursos ao Tesouro e, num ambiente de juros mais baixos, precisa ganhar eficiência.

Apesar da oportunidade desta semana no mercado externo, Freitas disse que a tendência é que o mercado brasileiro fique mais vantajoso para o BNDES. Em maio passado o banco levantou R$ 1,7 bilhão em Letras Financeiras (LFs), a primeira operação do tipo da instituição de fomento, com juro de “menos de 102% do CDI”, disse o diretor. Na ocasião, a demanda por esses papéis teria chegado a R$ 14 bilhões, conforme Freitas.

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