BNDES: crise dos EUA não 'carrega' todo o mundo

A crise das hipotecas de segunda linha (subprime) nos Estados Unidos ainda está longe do fim, mas não deverá "dragar? o resto do mundo. A conclusão é de um trabalho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgado ontem sobre a situação dos EUA. O trabalho mostra que o setor externo americano está forte e indica que o crescimento na Ásia e na América Latina compensará a desaceleração americana."Há uma crise importante no setor financeiro, e o coração dela é o setor imobiliário americano. Ela pode se aprofundar, mas não carregará o resto do mundo", afirmou o superintendente da Área de Pesquisa do BNDES, Ernani Teixeira. A análise mostra que a economia brasileira continuará crescendo em ritmo forte, na visão do BNDES, que revisou de 5% para 5,5% sua projeção para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) do País este ano. A aposta do banco leva em conta que os estoques de produtos caíram com o Natal aquecido e as indústrias estão com produção acelerada. Além disso, o ciclo de crescimento do Brasil é mais recente, enquanto a curva de expansão da economia americana vinha dos últimos dez anos.Segundo o economista, nada garante que a desaceleração americana vai provocar desaquecimento em igual proporção nos países emergentes. O Brasil, prossegue Ernani, vem apresentando forte expansão puxada pela demanda doméstica e por influência do aumento do consumo e dos investimentos. Nesse cenário, o impacto de uma crise americana tende a ser menor do que no passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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