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BNDES: crise externa piorou desaceleração programada

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje que o agravamento da crise econômica na Europa e as perspectivas pessimistas nos Estados Unidos agravaram uma "desaceleração programada" da economia brasileira.

ALEXANDRE RODRIGUES E DANIELA AMORIM, Agencia Estado

31 de outubro de 2011 | 13h18

"Houve uma piora no mercado internacional que acentuou uma decisão programada de desaceleração iniciada pelo governo com medidas no começo do ano. A ele se superpôs o efeito da crise internacional. O governo brasileiro tem recursos e capacidade para ultrapassar esse processo de desaceleração", disse Coutinho.

Segundo o presidente do banco de fomento, os investimentos na economia brasileira se mantêm firmes no Brasil, apesar do cenário internacional adverso. "As perspectivas de investimento continuam firmes. Não ocorreu um cancelamento de projeto. Ao contrário, temos visto uma sequência de anúncios de investimentos de várias empresas internacionais, como no setor automotivo, numa demonstração clara de confiança no mercado brasileiro e na capacidade da economia continuar crescendo e mantendo um ciclo de investimentos", disse Coutinho, reforçando que, na sua visão, o investimento seguirá crescendo principalmente na área de infraestrutura.

O banco informou ainda que, além da moderação da economia e da elevada base de comparação vista em 2010, fortemente influenciada pela operação de capitalização da Petrobras, entre outras razões, mudanças introduzidas no Programa de Sustentação do Investimento (PSI) também levaram a um recuo nos desembolsos de janeiro a setembro de 2011. A queda foi de 28% em relação ao mesmo período de 2010.

Também diminuiu o número de consultas e de aprovações. O PSI foi prorrogado em abril com taxas de juros mais altas. Como resultado, os desembolsos do PSI foram de R$ 33,7 bilhões de janeiro a setembro, contra os R$ 50,9 bilhões registrados no mesmo período de 2010. O recuo foi de 34%. Além do aumento dos juros, o BNDES reduziu a participação do PSI nos financiamentos sobre o total dos investimentos.

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