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BNDES defende mercado forte no evento Destaques Cias Abertas

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Eleazar de Carvalho, ressaltou - durante o evento Destaques Cias Abertas, realizado pela Agência Estado - a importância do fortalecimento do mercado de capitais brasileiro para o crescimento da economia nacional. Ele citou como exemplo o bom desempenho que algumas empresas obtiveram, como as premiadas no ano passado. Segundo Carvalho, o retorno obtido pelos acionistas minoritários dessas companhias fortalece o mercado e abre espaço para que esse segmento continue financiando o crescimento das empresas brasileiras. "O BNDES não pode financiar sozinho. Seus recursos têm limite. É preciso buscar parceiros e o mercado de capitais é o melhor lugar para isso", disse Carvalho.O evento Destaques Cias Abertas, que premia as dez empresas com melhores desempenhos no mercado de capitais em 2001, está sendo realizado no hotel Inter-Continental, em São Paulo. O ranking de companhias foi elaborado pela Agência Estado em parceria com a Economática. Internacionalização das empresasEleazar de Carvalho, disse que ainda há muito o que fazer na área de financiamento às exportações e à internacionalização das empresas. Segundo ele, as exportações precisam ser encaradas como uma estratégia e não apenas como um complemento de vendas ou como uma técnica para substituir as importações. Ele afirmou que o banco, em conjunto com a Funcex e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), fez estudos para traçar uma radiografia das exportações do País e seus potenciais de crescimento. A intenção é trazer novas empresas para o mercado exportador. Hoje, cerca de apenas mil empresas respondem por 80% das exportações nacionais. O BNDES quer com esses estudos definir estratégias para estimular o mercado e dar vantagens competitivas às empresas. A dificuldade de acesso ao crédito pelas empresas brasileiras só será minimizada quando houver uma redução do risco Brasil, segundo o presidente do BNDES. Ele lembrou que existe "um constrangimento muito grande" no financiamento para as companhias nacionais e que, muitas vezes, isso impede que projetos importantes alcancem a rentabilidade necessária para que sejam implementados. A preocupação com essa redução de risco, segundo ele, estará na agenda de todos os candidatos à presidência da República. Apesar das turbulências do cenário econômico vividas nos últimos meses e que têm elevado a taxa de risco Brasil, o presidente do BNDES acredita que algumas empresas nacionais vêm conseguindo driblar estes problemas e obtendo bons resultados. Ele citou como exemplo a estatal paulista Sabesp, que acessou o Novo Mercado da Bovespa, e o BNDES, que captou junto ao BID, US$ 900 milhões para financiar pequenas e médias empresas. A emissão foi de 20 anos, a uma taxa de juros de 6% ao ano. "Isso mostra que as empresas continuam operando no dia-a-dia e as turbulências não as param. O esforço das companhias que venceram (o prêmio Destaques Cias Abertas) é um testemunho do que se tem de melhor", afirmou. Eleazar de Carvalho disse que as empresas brasileiras estão se reestruturando e caminhando para ter foco em suas atividades. Ele citou como exemplo o caso da Companhia Vale do Rio Doce, que passou por uma profunda transformação e hoje é líder no mercado. Segundo ele, as empresas buscam atualmente obter uma escala maior em suas atividades para garantir participação no mercado internacional. O executivo destacou ainda que setores importantes da economia já promoveram reestruturações que resultaram em ganhos de rentabilidade, entre eles o de papel e celulose, siderurgia e petroquímica. Transparência e participaçãoNa abertura da cerimônia, o diretor-geral da Agência Estado, Rodrigo Mesquita, afirmou: "No momento em que a questão da competitividade é tão discutida no País, é um prazer estar com executivos de empresas que se destacam por critérios de transparência, conseguindo resultados que as diferenciam no mercado", afirmou. Segundo ele, a Agência Estado se sente confortável em uma cerimônia com essas companhias, pois possui um sistema de gestão que também pressupõe transparência e participação. Responsabilidade fiscal não será derrubada, diz KapazPara o deputado federal Emerson Kapaz (PPS-SP), as 10 primeiras companhias colocadas no Ranking Agência Estado/Economática 2001 em termos de retorno para o acionista "devem servir como balizadoras para o resto do mercado". Ao fazer o discurso de encerramento do evento de premiação, ele atribuiu muitos dos ganhos do mercado de capitais brasileiro ao esforço dos dirigentes da Bovespa, "que tiveram a coragem de se exporem para defender avanços como a invenção da CPMF para as Bolsas". Segundo Kapaz, os integrantes do mercado estão quebrando o estigma de que a negociação em bolsa "é coisa para especulador". De acordo com o deputado, o Brasil só terá bons financiamentos com uma bolsa de valores vigorosa. Responsabilidade fiscalKapaz comentou, durante a cerimônia, a liminar que derruba a "regra do ouro" da Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada em segunda decisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao debater o assunto, ele afirmou não acreditar que a Lei de Responsabilidade Fiscal venha a ser derrubada no País. Segundo Kapaz, a medida ainda é liminar e poderá ser revertida. ?A Lei de Responsabilidade Fiscal é muito importante para a seriedade com os gastos, que envolvem o dinheiro público?, afirmou o deputado.Leia mais sobre o Destaques Cias Abertas

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