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BNDES defende nova forma de 'explorar' o petróleo

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, defendeu hoje que as reservas de petróleo brasileiras não podem mais ser pensadas "como vinham sendo até agora" e argumentou que a sociedade deve refletir como a riqueza deverá ser explorada daqui para a frente, a partir da descoberta da Petrobras do megacampo de Tupi, na Bacia de Santos.Ele comentou que o banco é um grande financiador da Petrobras e que o novo campo gera um "desafio futuro" para instituição de fomento. A avaliação foi feita quando Coutinho traçava um cenário sobre os investimentos no Estado, na sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).Ele defendeu a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que retirou 41 blocos da 9ª Rodada da Agência Nacional de Petróleo (ANP). "Por quê? Porque essa província de petróleo pode ter um potencial de quadruplicar o tamanho da reserva brasileira", explicou Coutinho à platéia de executivos.Segundo o economista, a área de Tupi é apenas uma fração da nova província petrolífera descoberta na chamada camada pré-sal, a 7 mil metros de profundidade no mar, entre o Espírito Santo e Santa Catarina. "As reservas brasileiras têm 14 bilhões de barris. O campo de Tupi tem de seis bilhões a oito bilhões. O potencial da província toda pode chegar a 60 bilhões ou 70 bilhões de barris".O economista comentou que a província é "tão grande, um patrimônio da sociedade e da nação brasileira e precisa ser pensada, como os países petroleiros fazem, como uma riqueza que tem uma expressão intertemporal, intergerações", chegou a comentar, concordando que esses casos exigem um "tratamento especial". "Então é preciso que a sociedade reflita qual o tratamento mais adequado a um tipo de riqueza tão expressiva quanto à forma, ao tempo, à maneira, às condições sob as quais ela será explorada e de que forma ela deve beneficiar a sociedade", afirmou.Ao fim da apresentação, afirmou que já há uma reunião agendada entre as diretorias do BNDES e da Petrobras para tratar dos projetos da estatal. O banco já financia projetos como gasodutos, complexos petroquímicos, construção de navios e plataformas ligadas à Petrobras. "Agora, teremos pela frente o desafio futuro, que é examinar quais serão os requisitos adicionais necessários à exploração possível, no futuro, desse novo potencial", afirmou.

NILSON BRANDÃO JUNIOR, Agencia Estado

13 de novembro de 2007 | 18h04

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