BNDES deixa de financiar obra da OAS na Argentina

Banco informou, em nota, que não vai disponibilizar recursos para exportações de serviços destinados à construção do Aqueduto do Chaco no país vizinho

Daniela Amorim, Rio

15 de janeiro de 2017 | 16h05

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, em nota, que não vai mais financiar as exportações de serviços para construção do Aqueduto do Chaco, na Argentina. O projeto, liderado pela construtora OAS, estava entre os 25 contratos de exportação de serviços de engenharia que tiveram desembolsos temporariamente suspensos em maio de 2016.

O prazo para utilização do crédito contratado com o banco de fomento venceu em junho de 2016. Em dezembro, o governo da Província do Chaco formalizou a desistência do pedido de prorrogação do prazo. O restante da obra OAS, terá financiamento local, segundo o BNDES.

Na nota, o banco esclarece que continuará a receber os pagamentos referentes à parcela já desembolsada, que corresponde a 70% do financiamento de US$ 165 milhões.

Com a decisão, o BNDES informa que soluciona o segundo dos 25 contratos que foram suspensos. No final de dezembro, o banco retomou os desembolsos destinados à construção do Corredor Logístico que liga Puente San Juan I a Goascorán, em Honduras, obra conduzida pela Construtora Queiroz Galvão.

Segundo o banco de fomento, neste caso, a empresa cumpriu os requisitos estabelecidos para a retomada do financiamento, como o porcentual necessário de avanço físico da obra e participação de outras instituições no financiamento. "Os critérios levam em consideração consultas à Advocacia Geral da União (AGU) e aos demais órgãos do sistema de apoio oficial às exportações", declarou a instituição, em nota. Os 23 contratos restantes ainda estão sob análise, diz o banco.

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