BNDES destaca potencial de crescimento das empresas

Segundo estudo, economia melhorou após ter ocorrido a elevação no faturamento das empresas nacionais

Alaor Barbosa, da Agência Estado,

10 de outubro de 2007 | 17h38

As empresas brasileiras apresentam uma situação financeira "extremamente favorável" e reúnem condições de maior potencial de crescimento, em virtude da maior capacidade de financiar investimentos. A afirmação consta do estudo "Queda no custo financeiro de empresas abertas deve continuar", de autoria do economista Marcelo Nascimento, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O trabalho analisa as condições financeiras de 117 companhias abertas, dos setores industrial e de serviços, e compara alguns indicadores com empresas de outros países.   Conforme o estudo, a melhora no desempenho da economia brasileira foi acompanhada pela "elevação substancial" no faturamento das empresas nacionais e uma parcela significativa desses recursos foi utilizada para amortização de dívidas. Muitas empresas, inclusive, aproveitaram a queda do dólar para quitar o endividamento em moeda estrangeira. Com isso, no ano passado a dívida total das empresas nacionais representava apenas 162% da sua geração de caixa, o que é menos da metade do observado em 1995. Além disso, houve melhoria na lucratividade, facilitando a quitação das dívidas, comenta Nascimento."Na comparação com outros países emergentes, as companhias brasileiras têm retorno sobre patrimônio líquido, em média, substancialmente superior aos de países desenvolvidos e em desenvolvimento, como Chile e Rússia. O endividamento é semelhante ao dos países latino-americanos da amostra (México e Chile), mas muito abaixo do nível dos países desenvolvidos, bem como daqueles pertencentes ao bloco asiático", afirma o estudo. No ranking de 16 países analisados, as empresas brasileiras apresentam retorno médio sobre o patrimônio líquido de 23,2% em 2006, só ficando abaixo das empresas da Indonésia (52,9%), Tailândia (26,2%) e México (23,8%). Nos Estados Unidos e Alemanha o retorno sobre o patrimônio atingiu 18,3% e 18,7%, respectivamente, de 17,1% na França e 9,2% no Japão.

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