Fábio Motta/Estadão
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BNDES deve antecipar repasse de mais R$ 1,5 bilhão ao governo

Dessa vez, recursos virão de antecipação de dividendos do banco de investimentos; com nova parcela, total repassado pela instituição referente ao lucro de 2019 será de R$ 3,3 bi

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2019 | 17h11

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá aprovar nesta semana o repasse de mais R$ 1,5 bilhão ao Tesouro Nacional, em antecipação de dividendos referentes ao lucro de 2019. O Conselho de Administração do BNDES se reunirá na quinta-feira, 26, para tratar do assunto, segundo o presidente do colegiado, Carlos Thadeu de Freitas.

No fim de agosto, o BNDES já havia antecipado o pagamento R$ 1,8 bilhão em juros sobre capital próprio (JCP) referente ao lucro do primeiro semestre, como antecipou o Estadão/Broadcast na ocasião. O R$ 1,5 bilhão de agora virá na forma de dividendos.

Com mais essa nova parcela, o total antecipado pelo BNDES em pagamentos referentes ao lucro de 2019 chegará aos R$ 3,3 bilhões previstos pelo Tesouro Nacional. Na sexta-feira passada, foi anunciada a liberação de R$ 12,459 bilhões que estavam contingenciados no orçamento de 2019.

O total de R$ 3,3 bilhões é próximo do limite de 25% do lucro líquido de 2019 até aqui, estimado em R$ 15 bilhões. No primeiro semestre, o lucro líquido do BNDES foi de R$ 13,808 bilhões.

As antecipações não poderão passar do mínimo de 25% (previstos na Lei das S.A.) porque a exposição do BNDES à Petrobras limita os repasses ao Tesouro, como já havia dito Freitas ao Estadão/Broadcast há duas semanas. O banco precisa reter lucro no patrimônio para evitar ficar excessivamente desenquadrado nas regras do Banco Central (BC) para a exposição a um único cliente.

Segundo Freitas, os valores antecipados poderão ser maiores até o fim do ano, caso o BNDES acelere as vendas das ações da Petrobras, reduzindo a participação detida na estatal.

“O repasse pode ser de 60% do lucro, mas tem que diminuir Petrobras na carteira”, disse o presidente do Conselho do BNDES. “Se o BNDES tivesse vendido mais, poderia ter sido repassado mais”, completou.

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