André Dusek/Estadão
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Bancos estão represando dinheiro do BNDES, diz Paulo Skaf

Em evento no Palácio do Planalto, o presidente da Fiesp disse que o banco deve aplicar 'ao máximo' seus recursos para financiamentos neste momento de crise

Idiana Tomazelli e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2017 | 13h05

BRASÍLIA - O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu nesta terça-feira que o BNDES aplique "ao máximo" seus recursos para financiamentos neste momento de crise. Em evento no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Michel Temer e do presidente do banco de fomento, Paulo Rabello de Castro, Skaf disse que a medida pode ajudar a impulsionar a atividade das empresas.

"Ninguém fala em recursos do Orçamento, estamos falando recursos do próprio BNDES. O banco recebe cerca de R$ 80 bilhões em retorno de pagamentos e em recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) que não estão sendo aplicados. O banco precisava estar aplicando ao máximo", disse Skaf.

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O presidente da Fiesp lembrou que grande parte dos recursos do BNDES são repassados por outras instituições financeiras (as chamadas operações indiretas). Ele acusou essas instituições de estarem represando o crédito. "Se não houver boa vontade dos agentes, fica tudo engessado, há dificuldade nesse sentido", afirmou.

Skaf ainda defendeu um "meio-termo" na proposta de parcelamento de débitos tributários, o Refis. Segundo ele, é preciso chegar a um texto com condições intermediárias entre a proposta do governo e a do relator, deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), que previu descontos praticamente integrais em juros e multas.

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