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BNDES deve assumir risco maior nas exportações, diz ministro

O BNDES realizará um estudo identificando formas de assumir mais riscos nas operações de financiamento às exportações, segundo solicitação do ministro do Desenvolvimento, Sergio Amaral. Para ele, o banco atualmente assume apenas riscos comerciais. A intenção é que a instituição possa assumir o risco país.O estudo foi solicitado na reunião de quarta-feira da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e deve ser apresentado na próxima reunião dentro de um mês. "Se queremos transformar o BNDES no grande Eximbank das exportações, o BNDES tem que assumir em uma parte de suas operações o risco, enquanto o Tesouro assumirá em outras", disse o ministro.Ele afirmou disse que a medida é importante principalmente para as exportações brasileiras de bens de capital e serviço, que são em grande volume e precisam de prazos maiores de financiamento.ComitêsO ministro informou que o governo está estudando a unificação dos diferentes comitês, que tratam da avaliação de risco país. "Não faz sentido que haja três instâncias de avaliação e definição de risco país", afirmou. "A Camex quer um estudo sobre as implicações jurídicas e sobre os mecanismos legislativos para fazer a unificação."Os três órgãos existentes são o Comitê de Crédito das Exportações, o Comitê de Avaliação de Créditos ao Exterior e o Conselho do Fundo de Garantia das Exportações. Amaral sugeriu ao próximo governo a unificação dos comitês. FinanciamentoO ministro do Desenvolvimento anunciou também que o Proex-Financiamento passará a atender exclusivamente pequenas e médias empresas. Segundo ele, apesar de o programa já atender estas empresas, os bancos preferem, na hora de conceder o empréstimo, realizar a operação com grandes empresas. "Então é uma concorrência desleal com as pequenas e médias enmpresas", disse. Uma outra mudança anunciada por Amaral foi a criação de um fundo de aval, pelo BNDES, para dar garantias também às pequenas e médias empresas. Segundo ele, num primeiro momento, a solicitação de financiamento do fundo de aval será feita por meio da internet e depois por cartão de crédito, a exemplo do que o BNDES vem fazendo com o setor de supermercados. Inicialmente, o BNDES destinará ao fundo de aval US$ 100 milhões. O ministro disse que o BNDES vai aumentar os recursos de financiamento para as grandes empresas, já que estas não poderão, a partir de 2003, contar com os recursos do Proex. No entanto, o ministro assegurou que as operações já comprometidas pelo Proex serão honradas. El informou que o Proex-Equalização não sofrerá modificações.

Agencia Estado,

28 de novembro de 2002 | 15h28

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