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BNDES deve criar fundo para infra-estrutura, diz Coutinho

Segundo presidente do banco, fundo terá como prioridade os setores de energia e aeroportuário

Evandro Fadel, do Estadão,

30 de julho de 2007 | 15h25

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta segunda-feira, 30, em Curitiba, que pretende criar, em curto prazo, um fundo para financiar institutos e escolas do setor público ou consultorias privadas para o desenvolvimento de projetos de infra-estrutura, que tenham viabilidade técnica e econômica.  "Nos últimos dez, quinze, vinte anos houve um abandono de planejamento no Brasil", criticou. "E infra-estrutura não se faz de improviso, infra-estrutura requer planejamento de longo prazo." Coutinho afirmou já ter conversado com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, sobre a proposta e nesta segunda, antes de viajar a Curitiba, onde chegou atrasado em razão dos problemas nos aeroportos, telefonou para o ministro da Defesa, Nelson Jobim.  "Coloquei o BNDES à disposição para auxiliar na elaboração de estudos e projetos que permitam enfrentar de forma objetiva e eficaz a crise na infra-estrutura aeroportuária", acentuou. Além da questão aeroportuária, Coutinho também considerou como "prioridade zero" a elaboração de projetos no setor energético. O presidente do BNDES afirmou que ainda não tem estipulado quanto de recursos o novo fundo terá. "Mas deve ser um valor condizente com o tamanho dos desafios", prometeu. "A idéia é que seja um fundo rotativo, que possa viabilizar, inclusive, a recuperação da consultoria e da atividade de engenharia do País."  Ele garantiu que não faltará recursos para projetos que tenham taxa de retorno satisfatória. "Não faltará recursos para projetos que tenham mérito e relevância do ponto de vista econômico e social", salientou.  Em reunião com empresários paranaenses, Coutinho ouviu diversos pedidos resumidos em um documento assinado por parlamentares federais do Estado. Entre eles estão programas de modernização dos eixos rodoviários e ferroviários, ampliação dos terminais aeroviários, modernização dos portos, diversificação da matriz elétrica e projetos de eficiência energética da indústria e para parques tecnológicos.  Segundo ele, alguns dos itens já estão em análise, mas que retornará ao Estado para uma reunião de trabalho com o governador Roberto Requião (PMDB), que está em viagem aos Estados Unidos, quando serão apreciados os pedidos.

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