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BNDES deve emprestar R$ 32 bilhões até o final do ano

As operações para os setores de energia e vendas de aviões da Embraer elevaram os empréstimos do BNDES para R$ 29 bilhões até outubro, com aumento de 51% em relação a igual período do ano passado. No mês passado o banco colocou na economia mais R$ 4,37 bilhões, o maior volume liberado em um único mês este ano. O orçamento inicial do banco estatal previa empréstimos de R$ 28 bilhões em 2002, mas mantido o ritmo atual o teto será ultrapassado, aproximando-se dos R$ 32 bilhões. Os técnicos do banco lembram que os empréstimos maiores refletem as autorizações concedidas pelo governo para apoiar o setor de energia elétrica e a linha de crédito especial para exportações, devido à interrupção das linhas pelos bancos estrangeiros. O BNDES desembolsou R$ 817 milhões em outubro para 36 empresas distribuidoras de energia, elevando o total no ano para R$ 6,429 bilhões. Esses recursos foram liberados como antecipação de receita às distribuidoras de energia elétrica devido ao racionamento do ano passado. Nos últimos três meses o banco acelerou a liberação desses recursos que têm custos equivalentes à taxa Selic mais 1% ao ano, após a homologação do acordo do setor pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Até agosto, o total liberado somava R$ 2,5 bilhões, o que indica que entre agosto e outubro os desembolsos ao setor chegaram a quase R$ 4 bilhões. Os empréstimos no mês passado fizeram do setor o que mais recebeu recursos do banco nos dez primeiros meses deste ano, com a participação de 22% no total. Em termos relativos o aumento foi de 764%, já que as empresas de energia quase não tiveram acesso aos recursos do banco em 2001.Outro setor que continua recebendo apoio do banco oficial é o de "outros equipamentos de transporte", do qual 90% corresponde a empréstimos a clientes da Embraer, facilitando a venda dos aviões. Só no mês passado, o banco emprestou R$ 591 milhões para essa atividade, elevando o acumulado no ano para R$ 6,1 bilhões, o que representa participação de 21% do "bolo" liberado, com aumento de 124% em relação aos primeiros dez meses de 2001.

Agencia Estado,

13 de novembro de 2002 | 17h23

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