Wilton Júnior / Estadão
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BNDES deve financiar até 25% do pacote do setor elétrico

Banco estatal quer atrair novas instituições para o sindicato de bancos que fará a operação de socorro às distribuidora

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2020 | 04h00

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima ficar com uma parcela entre 20% a 25% dos empréstimos emergenciais para socorrer as distribuidoras de energia elétrica em meio à crise da pandemia de covid-19. Entretanto, o banco de fomento trabalha para atrair mais instituições financeiras para o sindicato de bancos responsável pela operação, o que poderá reduzir essa fatia, disse ontem uma fonte que acompanha a discussões e que pediu para não se identificar.

Dessa forma, o BNDES entrará com, no máximo, R$ 3,9 bilhões, já que o teto do financiamento será de R$ 15,5 bilhões. A expectativa do sindicato de bancos coordenado pelo BNDES é liberar os recursos na segunda quinzena de junho, disse a fonte.

O próximo passo do socorro ao setor elétrico é a edição de uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O texto deverá ser apresentado na reunião ordinária do órgão amanhã e ficará em consulta pública por uma semana. Só depois disso, será aprovada a resolução.

A norma apresentará o teto para o valor total da operação e a divisão por empresa. O total do financiamento poderá ser menor do que o teto, já que dependerá dos pedidos de cada empresa.

O sindicato coordenado pelo BNDES incluirá, pelo menos, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander. Segundo a fonte ouvida pelo Estadão, apesar do rito da consulta pública, o BNDES já começará nesta semana road show para apresentar a operação a outras instituições financeiras, entre bancos de investimento nacionais e estrangeiros.

Para a diretoria do BNDES, a atração de mais bancos sinaliza para uma “tendência” de redução na fatia da instituição de fomento no total da operação e poderá, com mais competição, reduzir os juros cobrados das empresas.

Até semana passada, as negociações sinalizavam para juros e spreads em torno de CDI (taxa interbancária de referência, que segue de perto a taxa básica de juros, Selic, hoje em 3% ao ano) mais 2% a 2,5% ao ano. Conforme a fonte ouvida pela reportagem, porém, o desenho final das condições surgirá desse road show.

Ativos regulatórios

“Os bancos têm interesse, é vantajoso. As garantias são muito boas, afirmou a fonte que pediu anonimato, lembrando que as garantias dos empréstimos serão ativos regulatórios, ou seja, a permissão, dada pela Aneel e pelo governo, para que as distribuidoras repassem parte dos custos com o financiamento emergencial para a conta de luz.

R$ 15,5 bi

deve ser o montante de financiamento para socorrer o setor elétrico brasileiro; desse total, BNDES deve arcar com uma parcela de R$ 3,9 bi

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