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BNDES deve financiar fornecedor da indústria de petróleo

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje que vai anunciar "em breve" um programa de financiamento específico para a cadeia produtiva de petróleo e gás natural. "Nós temos um claro mapeamento de toda esta cadeia. Temos trabalhado intensamente junto com a Petrobras e outros produtores privados para identificar produtores brasileiros que possam se capacitar e também empresas estrangeiras que queiram vir para o Brasil", disse.

KELLY LIMA, Agencia Estado

25 de maio de 2011 | 15h35

Segundo ele, nos próximos quatro anos apenas o primeiro elo da cadeia de petróleo deverá representar investimentos de R$ 100 bilhões, dos quais dois terços, pelo menos, deverão ser financiados. "Pelo padrão da indústria de petróleo, apenas um terço deste investimento deverá vir de capital próprio", comentou, destacando que dos dois terços restantes, não é de interesse do BNDES ficar com tudo. "Outras empresas estrangeiras poderão também financiar seus próprios fornecedores", comentou.

A maior parte dos novos empreendimentos, destacou o presidente do BNDES, deverá ser destinada às novas tecnologias que serão utilizadas no desenvolvimento do pré-sal. Ainda segundo ele, estes investimentos tratam apenas do "primeiro elo da cadeia". "Se for olhar para os demais elos, vamos chegar na necessidade de aço e de outras coisas mais", afirmou.

Coutinho também defendeu a necessidade de ampliar a discussão sobre o conteúdo nacional na implantação dos sistemas para exploração e desenvolvimento dos campos de petróleo. "Há uma proposta hoje em estudo, que recebeu também apoio do presidente Gabrielli (da Petrobras), que é de ajustar o porcentual para as indústrias fornecedoras que exportem este conteúdo. De maneira significativa considerar todo o conteúdo exportado pelas indústrias locais de forma a abater do total", tentou explicar, completando que a intenção no Brasil é "desenvolver a indústria local, suprindo a competitividade brasileira".

O presidente do BNDES não quis comentar a intenção do governo de tentar segurar o avanço do Plano de Negócios da Petrobras, contendo o aumento dos investimentos previstos.

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